domingo, 31 de outubro de 2010

Não quero fazer deste, um blogue de viagem. Eu própria não gosto quando um blogue que sigo atentamente muda o seu registo. Também não gosto quando um blogger vai de férias e nos traz, depois, posts e posts de fotografias e impressões.
Entrei há 2 dias nesta minha nova aventura e as primeiras impressões não são assim tão interessantes.
Estava demasiado cansada e demasiado obcecada com a condução do lado esquerdo para reparar em muito mais. De resto, só vejo halloween, halloween, halloween. Gente mascarada. Dos 6 aos 66. Fogo de artificio. Sim, parece que aqui o halloween dá direito a vários fagos de artificio. Ou então é outro motivo qualquer que o halloween não me deixa perceber.
Só como batata. Com tudo. Desde de carne a lasanha. Aqui come-se muita batata. De toda a maneira e feitio.
Nada de interessante, portanto. Nada digno de registo.
Nada merecedor deste blogue.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

não nos vamos despedir

Não me quero despedir. Jantar desses a que chamamos despedida, onde estão 30 pessoas e muito alcool, pode ser. Convivemos, rimos e a coisa passa como se nada fosse.
Despedidas à seria, com abraços e beijinhos, boa sorte e muita saúdinha, não.
Há aquelas pessoas de quem não me quero despedir, porque pura e simplesmente, não sinto que as "vá deixar para trás". A distancia física não permitirá certos convivios, mas intensificará outros. E disso, eu não tenho dúvidas.
Depois há as que quero esquecer que algum dia fizeram parte da minha vida. Quero tirar o ensinamento que me trouxe conhecer certas pessoas e, essas sim, deixá-las para trás e nunca mais as ver.
Finalmente, há aquelas que em determinada altura foram especiais. Não as quero apagar, nem esquecer totalmente, mas quero virar a página e deixar espaço para outras coisas.
Vou-me embrora em alguns dias, por tempo indeterminado, mas não, não nos vamos despedir,

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

confrontos

Acho que ninguém gosta de confrontos. Há quem goste de uma boa discussão, mas isso já são outros quinhentos.
Eu não sei lidar com confrontos. Fico ali nervosa, vermelha e a probabilidade de chorar com os calores que se me sobem é demasiasiado grande. A coisa desgasta-me mesmo. Mais com umas pessoas que outras. Mais com uma situação que outra.
Estou numa fase de grandes decisões e muitos são os que me criticam, por não dar um murro na mesa e exigir algo a que, supostamente teria direito.
Se não o fizer, serei prejudicada e corro riscos de entrar com o pé esquerdo nesta nova etapa.
Ainda assim, faltam-me as forças. Ainda acredito que o confronto acabará por me prejudicar muito mais e me deixará muito mais desgastada que qualquer outra das minhas opções.
Irrito-me comigo própria por ser assim. Noutras situações, em que provavelmente já não devia, o murro não me falta. Nestas falha sempre. Falha-me a voz firme, os argumentos. Fico pequenina, pequenina. Por mais que tenha já antes pensado em todos os argumentos possiveis.
Custa-me muito, mas pura e simplesmente não consigo. E não o vou fazer.

sábado, 23 de outubro de 2010

e lambemos a colher

Põem-nos com o melhor bolo de chocolate do mundo à frente e a cada colherada encontramos-lhe um defeito.
Que é doce de mais. Mais uma colherada, que aquilo não é bem bolo. Mais uma colherada, que preferimos o brigadeiro e mais uma colherada e mais outro defeitozinho qualquer. Terminámos o bolo e ainda assim sentimos, rai's parta o bolo, que não era assim tão bom para interromper uma dieta. Mas ainda lambemos a colher.
E fazemos isso, com tudo o resto. Os maridos que fazem isto ou aquilo, os amantes que são amantes.
O trabalho, que é não é a nossa vocação ou é, mas mal pago, ou tem um mau chefe, ou um mal colega ou é o telefone que tem um toque qualquer que podia ser diferente. Mas lambemos a colher.
É incoerente, é sim senhora. Há quem diga que é português, eu diria que é, pura e simplesmente, humano.
Não sendo grande apreciadora de photoblogs, descobri hoje o Diario de Lisboa e estou já viciada.
Desengane-se quem acha que é uma espécie de Alfaiate Lisboeta. Pelo menos, para mim, o Diario de Lisboa é um blogue sobre a cidade. Os seus sitios e as suas gentes. Mostra-nos novas coisas em Lisboa ou aquelas pelas quais passamos todos os dias, mas numa nova perspectiva. E as fotografias são fantásticas.
Impressionaram-me, particularmente, duas coisas.
O Terraço do Clube Ferroviário, cuja existencia eu desconhecia e as várias fotos da Moda Lisboa (são muitos muitos posts, por isso não vou pôr link. Vendo essas fotos, chego à conclusão que, mais do que tentarem ir "na moda", as pessoas, pura e simplesmente, tentam vestir o mais estranho, diferente ou o que seja, para ir a tamanho evento. A coisa transforma-se num autentico freakshow.

Mais um para a lista de links ali em baixo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Palavras

Se a mim me soa a cliché, outros parecem esquecer. As palavras leva-as o vento. Podem valer muito, arrancar um sorriso, uma lágrima, uma dor de cabeça. Entretêm, revoltam,ensinam.
São como as árvores num temporal, perduram as que têm as melhores raízes, mais consistentes, mais enterradas.
Para terem valor têm que acompanhar as acções. Falar é fácil, fazer é que custa.
É tão facil dizer que se pensa isto ou aquilo, que se sente, que se acredita. É tão facil a hipocrisia.
Há palavras que me podem escrever, cantar, dizer. Podem ser as mais bonitas, as mais caras ou mais disparatadas. Não me convencem.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Para aqueles que não viram



Este é o video de que falo no post anterior.

O jovem de 20 anos que agrediu uma mulher de 32 anos no metro de Roma, em Itália, arrisca uma pena de 18 anos de prisão, segundo informa a imprensa italiana este domingo.

O incidente ocorreu há uma semana, quando Maricica Hahaianu e Alessio Burtone discutiram por causa da fila para comprar bilhete. Um só soco foi o suficiente para atirar a enfermeira para o chão.
As imagens de videovigilância captaram o momento e deixaram o país chocado com a indiferença das pessoas a passar por uma mulher estendida no chão.
Maricica Hahaianu ficou em coma até este sábado, quando faleceu.
O advogado de Alessio Burtone disse este domingo que o jovem está muito «arrependido» e que nunca imaginou que a agressão viesse a ter este trágico fim.

Olhar para o lado

Anda tudo impressionado com o video que corre por aí, da mulher agredida no metro, que ali fica estendida no chão sem que ninguém faça absolutamente nada. Também me impressionou, sobretudo sabendo que a coisa era grave e que a mulher terá morrido dias depois. As imagens custaram-me. Mas, a verdade, é que estas imagens apenas que constatam a nossa realidade actual. Aquilo que eu já desconfiava.
Hoje em dia é comum assobiar-se para o lado quando a ajuda dá mais trabalho que um clique no computador ou um telefonema em que se finge que ouve, mas, no qual, se aproveita para falar.
Foi nisto que nos transformámos. Pessoas egoístas, que olham sempre para o seu próprio umbigo e assobiam para o lado. Contra mim falo, que também tenho preguiça, às vezes.
Cumprem-se os requisitos. O telefonema da praxe. O abraço no aniversário. O clique para o donativo. E já está, fica livre a consciência. Arregaçar mangas é para os outros, que eu cá tenho mais que fazer.
O video que em tanto blogue se encontra é, no fundo, nada mais nada menos que o mundo em evidencia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

tranquila

Se eu tiver a minha consciência tranquila, bem podem amuar, berrar, espernear, ofender, magoar. Já não me chateia. Dantes chateava. Lá está, os gregos e troianos e a minha incapacidade para entender isso. Dantes revia todo o comportamento, todas as palavras, todos os gestos. E chorava. Atormentava-me a ideia de chatear, mesmo que involuntariamente, quem eu gosto.

Agora, se tiver a minha consciência tranquila, que se lixe. Há-de passar. Magoamos, muitas vezes, sem darmos conta. Isso eu também sei. Been there, done that. E ao contrário também. Mas já não admito de quem me conhece bem, a birra. Falem-se as coisas. Isso sim. Tente-se perceber. Senão, que fazer?

Quem me conhece e quem eu gosto, sabe que dou o melhor de mim. Às vezes não é suficiente. Admito. Nem para mim própria, às vezes é suficiente. Deixo o melhor de mim para outros projectos ou para outras pessoas. O que estiver na lista de prioridades. E depois, esgota-se o tempo, a força ou até, em casos mais extremos, a paciência. Até para mim própria. Se eu gostava de poder trocar as prioridades. Às vezes gostava, mas pura e simplesmente não é possível

A consciência tranquila, essa sim, tem que ser.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Não meio, mas um dia inteiro

Eu podia chegar aqui e fazer como o pipoco e mostrar o charme que é ir vir no mesmo dia de Madrid.
Podia chegar aqui e pôr fotos cheias de charme (apesar dos botões e do carro que não é O carro, enfim a mim "me dá igual"), mostrar o gel, a cadela e a bola, as horas que o carro marcava... mas não, a hora era a mesma, ou seja, charme, no meu caso, era pouco. Se tivesse que pôr gel àquela hora, a coisa não correria bem. Bendito cabelo liso lisinho, que nem de secar precisa (claro que fica melhor, mas isso já são outros quinhentos).
A minha viagem começa à mesma hora.
Isso significa que às 6h30 da manhã, enquanto muito boa gente está no 2º sono a passar para o 3ª e não último (normalmente eu seria uma delas), já tinha caído em pleno parque de estacionamento do aeroporto e feito patinagem artística Ou o mais parecido com patinagem artística que eu consigo. O raio dos sapatos hiper charmosos, aprovadíssimos seguramente pelo autor do blogue snob chic, não têm uso suficiente para criar atrito naquele raio de piso que alguém se lembrou de ali colocar. Caí assim que pus um pezinho no chão, ao sair do carro e lá fui em modo patinadora até à saída do parque.
Significa também que às 6h30 da manhã tinha sido já completamente apalpada por aquelas senhoras, que tem essa função quando passamos no detector de metais e aquilo apita e que, coitadinhas, graças à roupa que a ANA lhes dá, só conseguimos pensar que é lésbica e o macho lá de casa.
Significa que às 6h30 da manhã, já tinha ensinado a um inglês a palavra "fuego". Àquela hora, quem é que se lembra de "mechero", quando raio do inglês sentado ao nosso lado se lembra que é a palavra "isqueiro" aquela que vai  mesmo mesmo precisar em Madrid. Assim se ensina "fuego". Com subtileza.
Podia ter tirado um montão de fotos como o pipoco. Mas não teriam o mesmo charme.

comer orar amar

Fui ver o filme. Achava que nunca iria. Não tinha interesse. Não fui por curiosidade, nem por "deixa cá ver porque é que todos gostam". Há formulas que convencem as massas. Umas são boas, outras nem por isso e esta não me convencia por aí além. Mas já passava da meia-noite, não havia grande escolha e apeteceu-me e pronto.
Não me identifiquei e tenho alguma dificuldade em perceber porque é que tantos se identifiquem e vêm de lá com uma perspectiva totalmente nova e pensar na vida e pardais ao ninho.
Em primeiro lugar, não considero que seja aquilo que os outros querem. Posso nem sempre saber o que sou, mas seguramente também não sou o que os outros querem. Às vezes, pronto.
Em segundo lugar, não acho que senhora que escreveu o livro, particularmente corajosa, por largar tudo e ir não sei quanto tempo para Italia, India e Bali. A maioria das pessoas não o faz, porque, pura e simplsemente, não tem liberdade monetária para isso. Tivessemos todos mais uns trocos nos bolsos e veriam o que era a malta a viajar todo. Corajosos passariam a ser os que ficassem no mesmo lugar muito tempo.
Portanto, o filme não me convenceu. Já o Javier Bardem...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

três é que é

A minha lista de links não ficaria compostinha sem um terceiro bloguinho.
Porque estou completamente viciada. Porque anseio por saber mais do Zé e estou em pulgas por saber quando vai fazer o tão aguardado pedido de namoro.
Estou convencida que um dia vêem os pedidos todos. De namoro, casamento e conta conjunta.

O meu terceiro link é A Mulher Certa, por ser tão certeira.

Não acredito


Não me posso gabar de ser uma pessoa muito intuitiva. Não sei ver se alguém está a mentir ou não, mesmo que a conheça já há muito tempo. Só se rir descaradamente, senão, acredito piamente.
Mas se uma pessoa entrar em demasiados detalhes desnecessários, desconfio.
Hoje recebi uma chamada "temos que desmarcar o nosso jantar, porque amanhã tenho uma reunião, mas as pessoas vêm do país y e, por isso hoje tenho que jantar com eles no restaurante xpto. De maneiras que é assim tenho um jantar de trabalho e a coisa é capaz de demorar porque bla bla bla". Eu diria apenas "desculpa, não posso, porque tenho um jantar de trabalho." ponto. Tanto detalhe soa-me a demasiado tempo a pensar no discurso, logo, soa-me a falso. Ou então, é só uma pessoa gabarolas, a tentar mostrar como é importante. Também não gosto. Já não há jantar para ninguém, nem hoje, nem amanhã. Perdi a vontade.

e depois há os outros

Os que não precisam de companhia, mas estão miseralmente infelizes e sabem-no. Esperam que lhes saia o totoloto dos relacionamentos e acreditam que um dia tudo vai mudar. Quando casarem ou quando viverem juntos ou quando tiverem filhos. Quando o emprego melhorar, a doença passar ou quando se vestirem de amarelo.
Não conheço de perto nenhum caso de violência domestica, mas conheço muitos de violencia psicologica. Que destroem auto-estimas. Em que uma das partes convence a outra que não é merecedora. Merece menos, porque rói as peles da unhas, porque fala baixo, porque fala alto, porque é gorda, porque é magra, porque não dá um murro na mesa ou porque diz um foda-se vindo da alma. E essas continuam a esperar pela lotaria. Acham que um dia vão ser merecedoras ou que um dia tudo vai melhorar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010


"O rico poupa no pão para comer camarão"

Preciso de companhia


Sou tida como uma descrente nisto do amor e das relações. Enganam-se, eu acredito e muito mais que os outros.
Não acredito em relacionamentos só para ter alguém com quem ir ao cinema. Não acredito em não sermos nós próprios. Não acredito em joguinhos de sedução, que hoje sou uma coisa, amanhã sou outra.
Não acredito em rotinas, em que borboletas voam noutras direcções, em vez de baterem asas no nosso estômago.
Preciso de companhia, dizem-me muitos. Se eu precisasse de companhia arranjava um cão. Desses tipo porta-chaves, que ocupam pouco espaço e cabem numa mala e levam lacinhos e vestidinhos.
Preciso de ter alguém, dizem-me outros. E tanta gente que nós já temos e já os chamamos usando um pronome possessivo, meu, nosso, minha. Os meus pais, os meus amigos, os meus colegas.
Eu, preciso de muito mais que isso. Preciso da falta de ar com uma simples mensagem. Preciso do coração que bate mais depressa com um simples toque. Preciso da saudade avassaladora.Das horas que passam a correr ou que param, consoante se estamos juntos ou longe.
Não me levanto da cama por menos. Não deixo os meus amigos por meras companhias.
Porque acredito em tudo isto e muito mais. Ao contrário dos outros.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Recado

Não quebres as minhas rotinas. Não me acordes, seja de tarde ou de noite. Não interrompas os meus livros ou os meus blogues. Não me peças para sair quando chove lá fora. Não entres na minha casa quando acabei de a limpar.
Não quebres as minhas rotinas. Não interrompas a Fox Life, a menos que esteja a dar o Glee. Não me digas o que escrever. Não escolhas os filmes por mim.
Não quebres as minhas rotinas. Não me contes o fim, nem definas o inicio. Não me contes que pensas em mim.
Não quebres as minhas rotinas. Já que vais partir-me o coração, fá-lo segundo as minhas regras.

sábado, 9 de outubro de 2010

Mais um

A primeira vez é que custa. Depois é sempre a abrir.
Mais um blogue para a minha lista de links.
Um bloguinho novinho, novinho, mas daqueles que gosto à seria. E que sei que vou gostar ainda mais. Mais um que foge ao mais do mesmo desta blogosfera e muito, mas mesmo muito, bem escrito.


A não perder, é o que vos digo.

Ela

Ás vezes não gosto dela.
Ás vezes perde-se demasiado com os detalhes, outras vezes, leva tudo à frente. Não conhece o meio termo e passa de um estado de espirito ao outro, a qualquer momento, sem aviso prévio. Corre, pronta para levar tudo à frente e pára, de repente, para analisar aquele pequeno detalhe. Outras vezes, analisa os detalhes minuciosamente,  um a um, distrái-se no exercicio e leva tudo outra vez.
Reclama muito. Sociedade, gajos, outras gajas. Quer escrever sobre isso e chamar-lhes merdas. Mandá-las para a puta que o paiu ou mandá-las foder.
Apaixona-se com facilidade. Não por pessoas ou também por pessoas. Apaixona-se por um livro, pelo telemóvel, pelos amigos e até por mim, vejam só.
Às vezes não gosto dela.
Desta blogger.

Assinado: O blogue

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

1-2 1-2 Experiencia


Este blogue anda em experiências. É tão, mas tão especial que tem um designer por detrás disto. O dito designer e a respectiva blogger têm, neste momento, alguma distancia entre si. O que leva a que se faça a experiencia directamente no blogue, a blogger vê e o designer (que também já está quase um autentico blogger) faz experiências. Andamos aqui à procura da imagem. Aquela. E ainda não nos entendemos. Assim, os labiozinhos lá em cima são temporários, até o designer poder alterar. Não é tarefa fácil encontrar uma imagem que me reflicta e, simultaneamente, me agrade. Este designer não tem a vida nada facilitada e uma paciência infinita. mesmo não gostando dos labiozinhos, muito lhe agradeço.

wow

O livro que eu estou a ler, até à página 44, estava a ser uma seca. Falava nuns nerds, com um interesse que os unia muito "nerdoso", as conferencias a que iam, os artigos que liam, bla bla bla. Na página 45, conta-nos detalhadamente um jantar entre duas pessoas. O que ela comeu, o que ele comeu, blablabla. Estava prestes a desistir. O livro tem 1083 páginas. Tanta página com tanto blablabla é dose. Mas eis que, depois do jantar, foram para casa, beberam isto e aqui, bla bla bla e "foderam durante uma hora". wow. afinal isto é capaz de ser interessante.


E assim, com umas aspas, tramei o meu blogue e escrevi uma das variantes da palavra F. Agora ninguém me agarra.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Não gosto


De ter que subir 10 andares a pé para chegar ao escritório. Rai'spartam os elevadores avariados.

Comprometida sentimentalmente

Há pessoas comprometidas sentimentalmente. Não tem namorado, nem trauma a esquecer. Não tem compromisso com o trabalho (desculpa de mau pagador e a consolação da minha avó para o facto da sua neta passar 10h num escritório em vez de estar na cozinha a tratar duma catrefada de filhos). Também não é porque querer sair com amigos até ás tantas, não dar justificações, fazer o que quer e lhe apetece (outra desculpa de mau pagador). Estão sozinhas, não por serem feias que nem uma porta, nem chatas como a potassa, que isto há gosto para tudo. Às vezes até gostavam, mas pura e simplesmente não tem capacidade e inteligência emocional. Capazes de assustar um virgem aos 40 ou  de se assustarem com um D. Juan que não lhes liga nenhuma. Pura e simplesmente não estão praí viradas. Estão noutro nível de compromisso e ainda assim, comprometidas sentimentalmente.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

As pessoas são muita giras


Tens que decidir já, o tempo urge, têm que se definir as coisas, tens que responder o mais rápido possível, tens que fazer e acontecer. Se depois não gostam da resposta ou da decisão, é melhor pensares melhor, dá mais uns dias, tens tempo...

Se der para entender, no mínimo, não há pachorra.

Os  comentários, a amiga que regressa de longe, a certeza de que tudo se resolve e, sobretudo, a consciência tranquila. É quanto baste. isto quase que fica cor de rosinha.

dias assim

gostava que este blogue fosse só piadas e alegrias. chegava aqui, reclamava do próprio blogue que não me dá toda a liberdade que gostaria, ia ali deitar a lingua de fora ao blogue do lado, respondia a todos os comentarios de sorriso aberto.
há dias em que fazer isso significa um esforço sobre-humano. porque há dias menos felizes. nem sempre identificamos o(s) problema(s), ou somos demasiado cobardes para pronunciá-lo em voz alta. Como se se tornasse ainda maior ou mais serio ou mais importante ou lá o que seja. Ou pior ainda, que deixasse de ser como todos os outros problemas e não passasse um dia. Como se esta coisa dos altos e baixos passasse só a baixos.
há dias assim e os altos virão. hoje estou triste.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

nada de jeito

Mala por desfazer, roupa por lavar, jantar por fazer...
Nada de jeito para ler, nada de jeito para ver, ninguem no chat para conversar.
os mails ficam ali, sem resposta. Não me apetece responder àqueles cujo o ego só os deixa ouvir "gosto de te ver de azul" quando dizemos apenas que gostamos da cor azul.
Não me apetece que o dia de hoje acabe. Não que seja alguma coisa de jeito, mas porque o de amanhã será muito pior.
Por isso, deixo-me por aqui ficar. Ser ler, sem ver, sem escrever. Nada de jeito, pelo menos.

Como um homenzinho

Sexo, ora essa, nem pensar. Só depois de jantar e cineminha. E tem que ser reciproco, um toma lá dá cá, ora fazes tu, ora faço eu, ora fazes tu outra vez. E depois, com ou sem cadeirinha, conversar. Muito. O ser humano é uma coisa fascinante. Mandar calar para ler ou dormir é um total desperdicio.
Não tinha a certeza se me queria despedir de ti. Mas quero. Quero despedir-me de ti e não desse telefone lindo que tens na parede, nem a outra coisa ao lado que dispensa o que não vamos precisar. Não quero tropeçar nos livros, nem sentar-me na cadeira com a roupa para o programa (por favor, que não seja o branco). Sabes porquê? Conto-te, em segredo, assim baixinho, não contes a ninguém: a ocasião faz o ladrão.
Ofereço-te o jantar. Naquele sushi de que me falaste. Duma vez só, despedimo-nos e agradeço-te pela aquela cena de te teres lembrado de mim. A outra vez não conta, não correu bem e nós já não queremos nada dessas coisas. Como bónus, ainda te ajudo a perder o medo de largar os elásticos e ensino-te a comer com os pauzinhos, como um homenzinho. Um homenzinho japonês, mas um homenzinho.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Olha que bom

Uma empresa, para a qual, ainda, não trabalho, tenho já proposta na mesa, mas que ainda não aceitei, fez hoje, uma festinha para os seus empregados. Parece que fez um sorteio para os empregados. E qual foi o nome que saiu na tombola, qual foi? Sim, o meu. Não sei se é um bom pronuncio, se mau, mas prémio já cá canta.