quinta-feira, 14 de outubro de 2010

comer orar amar

Fui ver o filme. Achava que nunca iria. Não tinha interesse. Não fui por curiosidade, nem por "deixa cá ver porque é que todos gostam". Há formulas que convencem as massas. Umas são boas, outras nem por isso e esta não me convencia por aí além. Mas já passava da meia-noite, não havia grande escolha e apeteceu-me e pronto.
Não me identifiquei e tenho alguma dificuldade em perceber porque é que tantos se identifiquem e vêm de lá com uma perspectiva totalmente nova e pensar na vida e pardais ao ninho.
Em primeiro lugar, não considero que seja aquilo que os outros querem. Posso nem sempre saber o que sou, mas seguramente também não sou o que os outros querem. Às vezes, pronto.
Em segundo lugar, não acho que senhora que escreveu o livro, particularmente corajosa, por largar tudo e ir não sei quanto tempo para Italia, India e Bali. A maioria das pessoas não o faz, porque, pura e simplsemente, não tem liberdade monetária para isso. Tivessemos todos mais uns trocos nos bolsos e veriam o que era a malta a viajar todo. Corajosos passariam a ser os que ficassem no mesmo lugar muito tempo.
Portanto, o filme não me convenceu. Já o Javier Bardem...

14 comentários:

JS disse...

Não li o livro mas, vi o filme.
E fiquei com a mesma sensação, coragem é enfrentar o problema e não "fugir" como a sra. fez.

MRPereira disse...

É um daqueles filmes que eu vou esperar que dê na televisão para ver, mas só um bocadinho todas as semanas para não enjoar!

E o livro também não me seduz! Escorre demasiado mel e doce de morango para não ser enjoativo...

Kiss kiss

Rei da Lã disse...

É mais do mesmo, portanto...

Ana disse...

Sabes o que adorei no filme? As massas, a pizza, as paisagens... ou não fosse eu uma fã da bela Itália :P

Beijinhos :)

S* disse...

O Javier convence qualquer uma. :P

Rafaela Estival disse...

Eu tambem assisti. Achei o filme totalmente sem ação. Nao via a hora de terminar a sessao para voltar pra casa. Mas no fundo eu entendi um pouquinho da moral da historia. Que temos que buscar o melhor que ha em nós, sempre.
Concordo com voce sobre o fato da maioria nao fazer o mesmo porque nao possui condiçoes monetarias. No entanto tambem acredito que existem muitas outras formas de nos modificarmos sem puramente termos que viajar o mundo. Porque a metamorfose está dentro de cada um de nós, e a busca deve ser interna, nao externa.

Beeeijo, bom te ver no meu cantinho.
Bem-vinda.

Carolina de Castro disse...

Acho que vc esta certa!
Não li o livro e nem vi o filme. Vou deixar para ver qdo passar na sessão da tarde de algum domingo.
Minha irmã comprou o livro e não saiu do 1º parte.
Podem me chamar de preconceituosa, mas pra mim quem lê os grandes clássicos da literatura, os grandes poetas não precisa de livros como esse. Puro marketing!
O Arnaldo Jabor fala que ele parou de ler os best sellers e se dedica apenas a leitura dos clássicos da lietratura. Faz ele bem.
Fazemos nós bem! rsrs
beijos

Tulipa disse...

Ainda não vi o filme, mas está na forja.
Aqui vai um grupo do facebook sobre actividades culturais dos tesos :)

http://www.facebook.com/pages/Agenda-Cultural-dos-Tesos/101808963216386

kisses

dumb witness disse...

Confesso que a ideia de ver este filme me assusta um pouco.Acho um pouco absurda a ideia de se encontrar a felicidade só por se mudar de malas e bagagens para outro lado do mundo. Por essa lógica, o gajo da volta ao mundo em 80 dias parecia um pastilhado com tanta volta.
Concordo em absoluto com o que foi escrito em relação à liberdade monetária. só não viajo mais porque os senhores das companhias de aviação e hoteis me cobram, os malandros...
Mas gente há, que infelizmente nunca irá sair deste jardim. É pena

Mente Quase Perigosa disse...

O Javier Barden fazia-me repensar todas as minhas convicções em relação ao forever and ever...

Mente Quase Perigosa disse...

and ever and ever and ever...

:)

Dora disse...

Fui ver porque gosto dos actores e porque li meio livro.
Se me identifiquei? Não. Felizmente.

PFIA disse...

Quando o filme saiu não senti aquele "chamamento" para ir imediatamente a um cinema perto de mim. E continuo sem sentir mas amanhã vou ver e depois direi de minha justiça. ;)

Rubi disse...

Acho que nao e' essa a perspectiva. Nao sei se leste o livro. A coragem esta' em deixar uma vida estavel, um casamento aparentemente perfeito numa fase em que o marido queria filhos, ja' tinha a casa ideal e ela perde tudo o que tem para conseguir o divorcio, o marido fica com toda a heranca. Acho corajoso conseguir deixar a estabilidade emocional e afectiva e economica para partir para o nada, nao tendo nada. Nao e' corajoso viajar, isso faco sempre que posso, mas ha' muita gente que se instala em relacoes 'mais ou menos' porque tem medo de ficar so, de estar so e se dar a possibilidade de ser feliz, ou pelo menos tentar algo diferente e acreditar que a vida tem mais para nos dar. O livro, sem ser uma grande obra da literatura, vale pela descoberta e pelo envolvimento espiritual. O filme foi fraco. Abraco