terça-feira, 5 de outubro de 2010

Como um homenzinho

Sexo, ora essa, nem pensar. Só depois de jantar e cineminha. E tem que ser reciproco, um toma lá dá cá, ora fazes tu, ora faço eu, ora fazes tu outra vez. E depois, com ou sem cadeirinha, conversar. Muito. O ser humano é uma coisa fascinante. Mandar calar para ler ou dormir é um total desperdicio.
Não tinha a certeza se me queria despedir de ti. Mas quero. Quero despedir-me de ti e não desse telefone lindo que tens na parede, nem a outra coisa ao lado que dispensa o que não vamos precisar. Não quero tropeçar nos livros, nem sentar-me na cadeira com a roupa para o programa (por favor, que não seja o branco). Sabes porquê? Conto-te, em segredo, assim baixinho, não contes a ninguém: a ocasião faz o ladrão.
Ofereço-te o jantar. Naquele sushi de que me falaste. Duma vez só, despedimo-nos e agradeço-te pela aquela cena de te teres lembrado de mim. A outra vez não conta, não correu bem e nós já não queremos nada dessas coisas. Como bónus, ainda te ajudo a perder o medo de largar os elásticos e ensino-te a comer com os pauzinhos, como um homenzinho. Um homenzinho japonês, mas um homenzinho.

1 comentário:

MRPereira disse...

Coitado do moço! Um verdadeiro aprendiz nas tuas mãos... :)

Kiss kiss