sexta-feira, 15 de outubro de 2010

tranquila

Se eu tiver a minha consciência tranquila, bem podem amuar, berrar, espernear, ofender, magoar. Já não me chateia. Dantes chateava. Lá está, os gregos e troianos e a minha incapacidade para entender isso. Dantes revia todo o comportamento, todas as palavras, todos os gestos. E chorava. Atormentava-me a ideia de chatear, mesmo que involuntariamente, quem eu gosto.

Agora, se tiver a minha consciência tranquila, que se lixe. Há-de passar. Magoamos, muitas vezes, sem darmos conta. Isso eu também sei. Been there, done that. E ao contrário também. Mas já não admito de quem me conhece bem, a birra. Falem-se as coisas. Isso sim. Tente-se perceber. Senão, que fazer?

Quem me conhece e quem eu gosto, sabe que dou o melhor de mim. Às vezes não é suficiente. Admito. Nem para mim própria, às vezes é suficiente. Deixo o melhor de mim para outros projectos ou para outras pessoas. O que estiver na lista de prioridades. E depois, esgota-se o tempo, a força ou até, em casos mais extremos, a paciência. Até para mim própria. Se eu gostava de poder trocar as prioridades. Às vezes gostava, mas pura e simplesmente não é possível

A consciência tranquila, essa sim, tem que ser.

6 comentários:

mi disse...

sempre :)

GuessWho disse...

e paz de espírito também :)

Anónimo disse...

é assim mesmo! Mais tranquila não podias estar! BBBB

JR disse...

Se tivesse tudo bem...não haveria lugar à consciência!
Achar o fio da consciência, será que vem de nós, ou estará na outra "equipa"?
A consciência não tem reset?

Mariana e Theodoro disse...

Conciencia tranquila é meio caminho andado para um sono tranquilo.
Boa semana

Soneca disse...

Uau... identifico-me plenamente. Pena é que eu tenha levado uns aninhos a chegar a este ponto. O que antes me consumia, agora não tem a mínima hipótese. Já não tenho idade para perder tempo (e sono)com certas "coisas".