domingo, 7 de novembro de 2010

Ainda nao

Tenho um colega na mesma situacao que eu. Chegou um dia depois de mim, vindo de Espanha. Estando a viver as mesmas coisas, nos mesmos timings, temos por habito, trocar crominhos. Hoje disse-me que nao ve a hora de voltar a casa.
Perguntou-me se sentia o mesmo e, na verdade, nao, nao sinto o mesmo. Nao me levem a mal, eu sinto saudades, mas tambem me sinto bem capaz de me aguentar a bomboca por mais uns tempos.
Isto de mudar de pais tem muito que se lhe diga. As ultimas duas semanas foram desdobradas em despedidas. Jantares, lanches, e-mails, mensagens, telefonemas. Presentes, surpresas e mais jantares. Chegada, a saga continua. Mais mensagens, mais telefonemas. Jantar de boas vindas, para nem dar tempo para descansar das despedidas. E' como se fizesse anos todos os dias. Sei que a coisa vai acabar por acalmar. A rotina vai chegar, a minha e a dos outros e o contacto vai abrandar. Mas agora, sobretudo enquanto nao tenho uma vida, sabe muito muito bem. Sim, porque, na verdade, neste momento nao posso dizer que tenho uma vida. So profissional. Pessoal, nem ve-la. Hotel, trabalho, trabalho, hotel. Pelo meio jantares sozinha no restaurante. Mas ando feliz, muito feliz. E nao me sinto nada nada sozinha. Muito pelo contrario...

3 comentários:

Sara Rita disse...

este texto traduz, aquilo que muito defendo . . . a felicidade está em nós!!! e quando a encontramos dentro de nós, o que está à nossa volta não importa!!!
vivemos o pleno . . . seja com muito ou com pouco ... vivemos à nossa maneira!!!

um grande beijinho ...

...Ju... disse...

isso e mto bom!

Kika disse...

O que interessa, é que te sintas bem. E enquanto te sentires assim, só ou acompanhada, estás bem!