sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Caderneta de Cromos

Era uma vez uma gaja, que não acreditava nada em coincidencias. Isso de interpretar coincidencias é uma trabalheira, andar o dia todo a pensar que raio significa aquilo, será que vou casar ou que me vai sair o Euromilhões? Não há tempo para pensar nessas coisas, o melhor é esperar. Além disso em miúda, disseram-lhe que as coincidencias queriam dizer que o João da segunda carteira a contar do quadro queria namorar com ela e afinal, vai-se a ver, e ele andava era atrás do ginásio a dar beijinhos à Marisa. Na, na, na, isto das coincidencias é desgosto de amor, na certa. Lágrimas na almofada enquanto João e a Marisa a trocam bilhetinhos nas aulas.
Até que um dia começa a ouvir a Caderneta de Cromos. Ahhhh, o Fizz de limão, ahhh os gelados fá, e o mergulhador de corda de banheira e isto e aquilo e a vida e cor-de-rosa outra vez e voltamos a acreditar que, se calhar, a Marisa é que era uma oferecida.
E vamos nos transportes e ao nosso lado o rapaz giro, parecidissimo com o Joao da carteira número não sei quantos. Uma coincidencia. E que usa relogio. Outra coincidencia. E que conhece uma Marisa. Eh lá, esta agora é que me tramou, que isto na volta é destino. Vou mas é à minha vidinha. Onde é que está o ipod, que música é esta, ai que não me apetece, vou ouvir o podcast da caderneta para me alegrar o dia. O rapazinho parecido com o Joao também resolve ir à sua vidinha, pára de olhar e saca dumas folhas quaisquer. Oh diacho, vai à vidinha dele ao mesmo tempo que eu. Isto é capaz de ser homem para casar. Ai não, a Heide de que o Markl fala é que é. Para alguns. Pelo sim, pelo não, deixa-cá-ver qe lê o rapazinho. Rais-parta, é o livro da Caderneta!!! Somos almas gemeas, está decidido!

2 comentários:

MRPereira disse...

Ehehehe! Não há coincidências não é? ;)

Kiss kiss

Corvo disse...

Não há coincidencias, há, isso sim, sinais...