segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nem tudo são rosas

Há coisas que a distancia continua sem permitir. Temos telefones, temos e-mai,l temos facebook. Tudo para ajudar  quando a saudade aperta e fingimos que estamos mesmo ali ao lado. Parece fácil e, a maior parte das vezes, até é. Até agora tem sido. Em França também tinha sido.
Até que surgem outras necessidades. Dar um abraço a um amigo. A um amigo que está a passar por tempos conturbados. obstáculos difíceis de ultrapassar. Ansiedades difíceis de gerir. Não há palavras para dizer, conforto que possa ajudar. Há coisas que só o tempo nos dirá e só a força ajudará a ultrapassar. Não há mail que aqueça, nem telefonema que apeteça. Não há muito para dizer, só muito para sentir.
E eu sinto essa dor quase como se fosse minha. Não chego a senti-la como se fosse minha, porque estou longe de imaginá-la. Nunca passei por nada semelhante. Queixo-me aqui e ali, sem saber o que é um verdadeiro obstáculo e esqueço-me da sorte que tenho.
Hoje, não quero mandar um mail, não quero telefonar. Queria estar para sentir, para abraçar, para dar a mão, naquele silencio que só é possível entre dois grandes amigos.
Gostava muito de estar aí. Não ia resolver nada e provavelmente não seria suficiente esse meu conforto. Mas estaria aí e tu saberias. E seria o melhor que te poderia oferecer. Aqui é difícil...