segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pavlov

Achamos que tudo é um algoritmo ou, pelo menos, uma sequência, como essas dos testes psicotécnicos, em que só temos que adivinhar o dado seguinte.
Fácil, fácil, não existe o acaso, o imprevisto e até, imagine-se só, a vontade própria. O que eu queria hoje, não quero amanhã, nem sempre vem bonança depois da tempestade, uma desgraça às vezes vem só e nem sempre é quando se menos espera.
Habituamo-nos a isso e salivamos ao estimulo, ao cada toque de cada campaínha.
E em vez de engolir em seco, quando encontramos a desilusão, engasgamo-nos nessa saliva que aguardava já o que verdadeiramente nos estimula.

1 comentário:

S* disse...

Hummm salivamos o estímulo e a cada estímulo. :)