terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Rai's parta os c@brões dos vizinhos, que estão a fazer um festival de techno, mesmo por cima da minha cabeça. E a saltar que nem uns cavalos. E eu aqui, com um avião para apanhar amanhã, que, desta vez, não há neve que me impeça (é melhor estar caladinha, não vá o diabo tecê-las). Shut the fuck up!!!



sábado, 25 de dezembro de 2010

Os meus amigos são os melhores do Mundo!

Para aqueles que este ano não viram, pela milésima vez, o filme Sozinho em casa e, também, para aqueles que voltaram a ver, apresento-vos a grande estreia mundial: Sozinha em Casa, na Irlanda.
É verdade, a neve estragou os planos, mas fiquem sabendo que a Clara não se ficou. Deu um grande chuto na p$&@ da neve (literalmente, os meus vizinhos confirmaram as suas suspeitas...) e meteu-se num supermercado cheio de familias apressadas e stressadas e preparou uma ceia de rainha (em qualidade e quantidade).

Como os meu colegas irlandeses tão bem aprenderam, if you don't have a dog, hunt with a cat.
Já que se tratava de um Natal tão pouco convencional, substituí as azevias por uns belos crepes com nutella e banana, o perú, por uma bela massa e o arroz doce, por uma tarte de maçã.
Este não era o menu inicial. Mas faltava-me uma peça da bimby para o risotto de gambas. E ficar, sozinha, na noite da consoada, a deitar conchinhas de caldo para uma panela, estava fora de questão. Deixar-me ficar "ai que sou uma desgraçadinha, que não só nao foi passar o natal a casa, como não tem a "borboleta" da bimby", também não. Compensou-se no parmesão e já está. Aliás, seguindo o conselho da S., não foi massa que eu comi, foi parmesão com massa.
Ficou daqui (e levo a mão à orelha enquanto escrevo).


O dia que se adivinhava dificil, acabou por não ser assim tão dificil. Graças ao P. que ligou na hora e avisou aqueles que me são importantes, graças à S. que me mandou um MMS do meu presente, para que não perdesse totalmente essa magia, graças ao L., que, alheio à minha situação, foi partilhando as suas fotos, de pai babado, do Guilherme, acabadinho de nascer, graças a todos os que ligaram, mandaram sms e deixaram mensagens no facebook.
Nada compensa um Natal longe da familia, mas estes gestos ajudaram. Em vez de um dia inteiro a chorar e a desdizer a p$&@ da neve, chorou-se só um bocadinho (P., meu amor, calha-te sempre a ti! Abracinhoooooooooo para ti e esse ombro maravilhoso, sempre disponível).

Este não é um texto tão divertido como os outros que vos tenho escrito. Porque, afinal, nem todos os dias são perfeitos. Fiz questão de vos homenagear com as minhas palavras, por todo o apoio dado.

Dia 28, se a p$&@ da neve se acalmar e deixar-se estar quietinha, terei a minha consoada. Ainda mais especial e com o protagonismo todo. Os presentes serão só os meus!
Se me permitem o lugar comum, o que não nos mata, torna-nos mais forte.

E, agora, ai do irlandês que me venha falar da maravilha que é o White Christmas!




sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

OBRIGADA A TODOS


Pelas vossas mensagens de apoio. Obrigado pela partilha, por me fazerem sentir que não estou sozinha.
Obrigada àqueles que comentaram, aos quem mandaram mensagem, aos que telefonaram.
Obrigada ao Jorge que procurou uma solução para me ajudar.
Depois destes miminhos todos, fiquei muito mais animada e resolvi, também eu, mimar-me a mim própria.
Em vez de tentar fingir que era um dia normal, fui ao supermercado e estou agora a preparar a minha ceia especial.
Já tive crepes com nutella e banana, já comecei a ver uma série que queria muito e acabei por oferecer a mim própria, já dormi. Já ri e chorei.
Um FELIZ NATAL a todos.



SozinhA em casa

Passaram duas horas, desde que percebi que, afinal, não vou passar o Natal com a minha familia.
Estava a arrumar a casa e a preparar-me para fazer a mala, quando me ligou o meu pai a avisar que o voo tinha sido cancelado.
Demorei a perceber.
Começou por me dizer que tinha recebido um mail da companhia aerea, por ter sido ele a marcar a viagem e eu nem ouvi o resto. Tinha lido que eles estavam a mandar mails a pedir às pessoas que confirmassem o seu voo antes de irem para o aeroporto e achei que era só isso. Não conseguia acreditar noutra hipótese.
Demorei a assimilar. Comecei por chorar tanto que nem conseguia abrir os olhos para ler/ ver o que quer que fosse.
Acalmei-me um pouco e comecei a pesquisar todas as hipoteses. Outros voos. Para Faro, para Porto, directos e indirectos. Nada. Tudo esgotado ou cancelado.
Passadas, agora, duas horas, começo a sentir-me conformada de que vou passar aqui estes dias, sozinha.
Provavelmente, vou deitar-me às 10h e fingir que é um dia como os outros. Um fim de semana. Vou limpar a casa, talvez fazer uns crepes, um bolo ou uma coisa do género. O que for preciso para não passar o dia a chorar, nem receber mensagem de "oh que chato" despreendidas, que ainda custam mais, porque estáo tão distantes da tristeza que sinto.
Nunca me imaginei a passar um Natal longe da familia. E, apesar das noticias sobre mau tempo e voos cancelados, acreditei que só acontece aos outros.




quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ontem

Por causa da neve, o meu chefe decidiu que deviamos trabalhar na casa dele.
Fui bastante contrariada. É muito mais fácil ir da minha casa ao escritório, cujo caminho é sempre plano, que ir até à casa dele, atravesando colinas, subidas e descidas.
Mas o gajo insistiu, porque apanham um táxi e tal, e lá fui.
Fui com a mete-nojo-cor-de-rosinha. Somos vizinhas, para meu azar. A colega fofinha (para contrabalançar também tenho uma colega mesmo mesmo muito fofinha), não foi porque vive, consideravelmente, longe.
Eu e a mete-nojo-cor-de-rosinha, combinámos e marcámos o táxi para as 8h.
Às 7h30, já me estava a ligar a perguntar se eu estaria pronta. Só estava já levantada, porque por um mero acaso, tinha-me levantado 2 minutos antes. E 2 minutos antes do despertador tocar. Se combinámos às 8h, porque raio havia eu de estar pronta meia hora antes? Depois lembrei-me que a mete-nojo-cor-de-rosinha deve levantar-se três horas antes, para ter tempo para decidir se se veste de rosa claro, escuro ou velho e pôr os, habituais, três quilos de base, também cor-de-rosinha. Hoje sobrou-lhe meia hora, porque já só tinha a camisola rosa-bebé lavada.
Depois começou a ligar de dois em dois minutos, para fazer perguntas estúpidas, como quanto tempo ainda ia eu demorar e se estaria à porta de casa às 8h. Ó minha parva, se tivesses ligado menos vezes, tinha-me despachado muito, mas muito mais depressa.
A miúda era toda nervos, como medo de chegar atrasada a casa do chefe. Chegámos meia hora antes do previsto e quase que apanhávamos o homem de pijama.
Tou desconfiada que, se pudesse, tinha lá dormido, só para garantir que estava lá a horas...






Ai, ai, ai!

Falta um dia para regressar a Portugal. Estou nervosa. Não sei bem explicar porquê...
O primeiro mês e meio passaram a correr. Desde Domingo, parace que o tempo não passa, tal é a ansiedade.
E os amigos telefonam menos, só porque estou quase a regressar. Nem os meu pais me ligam...
Não podia ir mais feliz e mais descansada. O trabalho ficou todo arrumadinho hoje. Posso ir e, verdadeiramente, descansada.
Amanhã vou só durante a manhã e só para limar umas arestas.
Desde que comecei a trabalhar, não me lembro de férias tão descansadas. Ao ponto de poder pensar que nem preciso de levar o computador.
Presentes de Natal, também estão praticamente todos. Este ano, consegui ser um bocadinho mais organizada. Vi, a tempo, que a coisa ia correr mal e encomendei online a tempo.
Só me resta que a puta da neve pare e me deixe voar descansada.
Até já tenho o aeroporto de Dublin no twitter. A tecnologia é, sem sombra de dúvida, espectacular. O aeroporto tem twittado todos os updates. Não podia estar mais actualizada relativamente aos voos atrasados, cancelados e às paragens só para espalhar spray "descongelante" nas pistas.
Tá quase, tá quase e eu tou aqui que nem posso!


Passado mês e meio, o meu ouvido começa a habituar-se ao inglês.
E agora, dou por mim, a ouvir os CD's que tenho há anos e a pensar "ahhhhhhhh, afinal era isto que dizia!"

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Rai's parta!

A minha casa aqui na Irlanda tem um defeito. Ou melhor, uns quantos defeitos, pequeninos e asquerosos que vão aparecendo de vez em quando. Aranhas. Diz que é por causa do jardim em frente a casa.
Uma das minhas fobias são bichos com mais do que quatro patas.
Não gritar a plenos pulmões quando vejo uma, é uma grande melhoria da minha parte.
O meu pai até me comprou uma cena própria, que me pertime apanhá-las a uma distância segura.
Pois hoje, uma dessas putas, apareceu-me no banho. Saí logo e deixei-a lá... Tou aqui ainda a refazer-me, para ir dar cabo dela!

A distância

A distância protege-nos de algumas coisas, mas deixa-nos expostos a outras.
Ontem foi um dia mais dificil.
E nem sempre eu sei explicar o porquê.
Coisas que me afectariam no outro lado, aqui nem me beliscam. Por outro lado, aborrecem-me coisas trivais, como ter-me esquecido da manteiga, quando, aqui, tudo fecha às 6h da tarde.
A minha vida aqui é feita desses triviais. O trabalho e a minha rotina, são o que tenho como objectivo a cada dia.
As emoções estão um pouco mais à flor da pele. Assim, como dizem que podemos viver as 4 estações do ano, aqui (onde é que está o Verão), há dias, como o de ontem, em que eu vivo todos os meus estados de espírito.
Choro com a soap opera pessima que aqui passa, rio-me com uma mensagem dum amigo, concentro-me no trabalho e fico triste com um ou outro pormenor. Como se do fim do mundo se tratasse e, embora de forma involuntária, eu tivesse que viver tudo duma só rajada.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010


Este frio congelou-me os neurónios. Estou sem condições para trabalhar.
Tou aqui há horas, e nada. Ou quase nada.
Quero ir para casa.
Quero quentinho.
E taaaanto que tenho para fazer....

Ainda nao


Tenho tomado a minha dose de anestesia todos os dias. Vou diminuindo a dose, pouco a pouco, convencida que já dela não necessito. As vezes esqueço-me. Porque as vezes já me esqueço que existes. E, na verdade, muitas dessas vezes não faz falta. E tu não fazes falta.
Ontem doeste-me. A anestesia não era a suficiente, para a violência da tua chegada.
A ferida voltou a abrir um bocadinho. E eu desprotegida, porque já não a esperava. Acreditava na cicatriz que sarava.
E desprotegida continua, porque me esqueci de repor o stock daquilo que me protege.
Hoje ainda dois. Talvez um pouco mais ate. Porque a ferida aqui ficou, de um dia para o outro, ao ar livre. Exposta ao frio e ao vento da tua ausência.
Ainda me dois. Ainda...

Odeio Odeio Odeio


Esta merda desta puta desta neve!

sábado, 18 de dezembro de 2010

It isn't getting any better

Preferia mil horas extraordinárias, correr uma maratona, ver a Fatima Lopes, na TVI, qualquer coisa, a passar a ferro!



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Coisas que nao posso dizer aqui...


A mete-nojo faz tudo para agradar ao chefe. Marca-lhe consultas se ele se sente mal, leva-o a casa se ele não tem carro, procura-lhe uma babysiter para ele poder vir ao jantar de Natal da empresa. Ao seu mínimo suspiro, já se ouve a voz dele "Yes, Boss".
E claramente a preferida dele. Vi isso logo no primeiro dia, ainda a lutar com a capacidade de comunicar em inglês.
E não lhe tiro mérito, para alem dos favorzinhos pessoais, vejo que se dedica e empenha muito no trabalho. Sem duvida o sonho de qualquer chefe. Onde lhe faltam capacidades e a nível de companheirismo e trabalho em equipa.
A mim não me incomoda que seja a favorita. E muito menos me incomoda que se chegue a frente nos tais favores. Incomoda-me quando a coisa perturba o meu trabalho.
A menina sabe que e a favorita, mas tem medo que esse posto lhe seja roubado.
E por isso, mete-se no trabalho das outras duas.
Quer saber tudo o que fazemos, como fazemos. E depois diz logo ao chefinho que também ajudou, que também opinou, que também sei la o que.
As vezes, enche-se de si própria e desta clara preferência e arma-se em chefa. Diz-nos que hoje deveríamos fazer isto e aquilo. E atira com um "eu vou dizer ao chefe" se não fazemos o que ela diz.
Por enquanto, a confusão comigo ainda só chegou ao blogue, onde vou desabafando. Tento relativizar. Espeto aqui com os meus insultos, respiro fundo, faço-lhe o meu melhor sorriso e continuo o meu trabalho. Com a outra colega a coisa já foi um bocadinho mais longe, embora eu desconheça todos os detalhes. Só sei que a outra acabou por lhe dizer das boas em frente ao chefe e agora vai ter uma conversa com ele.
Sinceramente, acabo por ter pena dela. Com esta demanda de agradar ao chefe, trabalha que se desunha, arranja lenha para se queimar e ainda se afasta da equipa.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Foi bom


depois da reunião ver as vossas mensagens de boa sorte.
Que aqui tenho uma mete-nojo cor-de-rosinha a sabotar o meu trabalho.

Isto de estar dependente doutra gaja para nos ensinar o que temos que fazer e lixado.
E, por causa disso, hoje teremos horas extraordinárias.

Nervosinhos


Hoje vou ter a primeira reunião a solo, para mostrar o primeiro trabalho a solo, com o meu novo chefe.
Estou que não posso, cheia de borboletinhas no estômago.
Wish me luck.

Vários


- Os papas voltaram hoje para Portugal. Eu volto daqui a uma semana.

- Depois de mês e meio voltei a conduzir o meu boguinhas tuga. Depois de um mês a conduzir o carro alugado, comecei por estranha-lo. O travão que não e tão sensível, os comandos para luzes, limpa para-brisas e outros que são diferentes. Senti-me uma traidora para com aquele que me acompanha há 3 anos. Mas soube tão bem o volante do lado esquerdo, as mudanças do lado direito, os meus CDs e tudo o resto.

- Hoje estão 8 graus POSITIVOS. E a puta da loucura!!!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vencedora

Uma amiga, ontem, perguntou-me se eu estava, realmente, bem, aqui. Disse-me que quando me lê no blogue, fica na dúvida.
Não tinha a percepção que nas minhas palavras não se conseguisse ler o quão feliz me sinto.
Nas vésperas de aqui chegar, vacilei. Tinha medo de muitas coisas e tinha medo de estar a fugir.
Há um mês atrás não estava feliz. Nada mesmo. Habituei-me a conformar-me. Habituei-me a fingir que estava. E, às vezes, acreditava nisso. Agarrava-me às pequenas coisas e acreditava que chegavam. Só hoje consigo perceber isso.
Precisava desta mudança. Por vários motivos.
Os meus dias aqui são bem diferentes. E, provavelmente, essas coisas que me fazem feliz, são mais pequenas aindas do que essas a que me agarrava.
Tal como já escrevi, aqui, sobrevivo. Sobrevivo, porque comecei do zero. Perdi algum do meu conforto e vou conquistando um novo, dia após dia. Todos os dias, tenho que aprender algo novo. Desde uma nova palavra, ao trabalho, que é bastante diferente. Todos os dias, encontro um novo obstáculo. Nem sempre é fácil. Seria bastante mais fácil ficar e fazer aquilo que se sabe já de cor. Mas seria muito menos desafiante.
Todos os dias me deito, com um sentimento de vencedora. E não há melhor sono que esse.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mete-nojo*


La porque o chefe estr doente, não tens que te armar em chefinha.

*expressão, descaradamente, roubada a mulher certa, que assenta que nem uma luva a coleguinha cor-de-rosinha.

(Sempre fui contra departamentos só de mulheres)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Inglês (ou a vantagem de ter cá os pais)

Soube a pouco - taste few
Brasil - Brésil
A sua filha teve uma proposta de emprego - your daughter got a proposal
É servido? - do you enjoy?
Queijo de cabra - cheese of the bitch

Factos (ou parvoíces minhas)

- desde que estou a viver na Irlanda, acordo muitas vezes sem saber onde estou e só percebo onde estou quando vejo a janela, que aqui está à direita da cama e, na minha casa em Portugal, encontra-se à esquerda;
- uma noite sonhei que me obrigavam a voltar para Portugal, coisa que, neste momento não me apetece mesmo nada;
- detesto pôr creme ou baton do cieiro, sinto-me peganhenta.
- detesto que uma pessoa que não conheço ou acabei de conhecer me toque. Uma massagem, num qualquer spa, é-me fisicamente dolorosa;
- já tive um caso com uma figura pública;
- gosto de homens com queixo quadrado, acho sexy covinhas no fundo das costas;
- ao contrário do que muitas vezes faço acreditar, não sou uma mulher independente, que não acredita no amor. Só não me importo de esperar, nem acho que seja uma prioridade. Há uns meses atrás, escrevi exactamente o contrário, que já não acreditava. Acho que faz parte, é uma das fases dum luto;
- tenho uma amizade que considero um amor platónico. Não o desejo, mas morro de saudade, sinto-me melhor pessoa ao seu lado, faz-me sempre feliz e gosto tanto tanto tanto dele, que só pode ser amor. Mesmo que platónico;
-este blogue, para além de relatos de viagem, tem muitos desabafos. Daqueles que duram 5 minutos e que depois de deitados cá para fora, passam a ridículos. Um blogue também serve para isso. E não apenas para verdades absolutas.




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Bbbbbb


Ao ler este titulo iras perceber que te escrevo a ti.
Escrevo-te, porque tudo o resto não me parece suficiente.
Tens sido um dos meus pilares. mesmo a distancia. As tuas mensagens, as tuas chamadas, os teus comentários ajudam-me a ter forcas. A tua vontade de vir, os teus pedidos para que eu vá, as tuas palavras ajudam a que não sinta a falta da tal vida social de que falo ali em baixo. Preenchem-me.
Demorei dois dias a escrever-te aquele mail, porque nada me parecia suficiente, para te fazer entender a dimensão. O eco que consegues fazer com que persista.
Um simples obrigada, não me soava suficiente e não encontrei, ainda, algo tão grandioso como aquilo que me ofereceste.
Sinto-te a falta e sinto-me em falta.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O que fazes depois do trabalho?

Há muito gente que me pergunta que faço eu depois do trabalho.
Pois faço imensas coisas. Vou para casa, descanso, vou ter com os pais, como, vou a internet, telefono, etc etc etc.
Não, não vou beber um copo, nem vou lanchar com amigos, nem vou socializar.
Chega-me o que tenho.
As cinco da tarde aqui já parecem 10h da noite, Está escuro e eu estou de rastos, por passar o dia a falar e a ouvir em inglês e passar o dia aprender coisas no trabalho.
Não tenho forças, nem tempo, nem vontade para muito mais.
Também não tenho amigos aqui, mas, na verdade, nesta fase de adaptação não sinto falta nenhuma. Chegam vocês, os que estão ai desse lado. Os amigos que telefonam, enviam mails, comentam o facebook. Os que comentam o blogue, os que escrevem noutros blogues.
Portanto, não se escandalizem, nem tenham pena de mim.
La chegarei.

a correr, a correr


Já só faltam 16 dias para voltar a Portugal.
Já passou um mês e 10 dias desde que cá cheguei.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Necessidades

Quando criei este blogue fui muito exigente com aquilo que queria escrever nele. Não queria um assunto qualquer, escolhia as palavras com cuidado. Queria máxima qualidade, dentro daquilo que permitem as minhas capacidades.
Até que me deparei com este novo mundo sem acentos e novas histórias. Não queria fazer dele um diário de viagem e pensei até criar um paralelo, para dar notícias aos amigos e registar aquilo que quero, mais tarde, recordar.
Na verdade, a teoria de maslow está correcta. O ser humano, só tendo o nível das necessidades básicas satisfeito, sente as necessidades do nível seguinte.
Eu, aqui, sobrevivo.
Não tenho o conforto a que estava habituada.
Para lá caminho. Já não tenho a casa suja, já tenho vários instrumentos de cozinha, já tenho TV. Atingi o primeiro nível. Faltam-me agora as botas para a neve, a roupa mais quentinha, saber conduzir nesta neve, perceber tudo o que me dizem, saber, exactamente, como fazer o meu trabalho. Faltam-me amigos e vida pessoal.
Tendo pela frente necessidades que antes se encontravam antes tão preenchidas, os meus problemas agora são outros. Não me assolam as mesmas questões, não me atormentam as mesmas situções. O que deixei em Portugal, por lá ficou. E enquanto me preocupo, pela manhã, em não escorregar na neve, apetece-me rir dessas minhas antigas preocupações.
E sorrio, muito. Porque, caindo ou não, sinto-me, finalmente, em paz.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O desfecho

Muitos de vos devem estar a perguntar-se como terminou a historia da plagiadora.
A verdade e que nao sei.
Denunciei-a no proprio facebook, por utilizar copyright indevido e informei os lesados.
Esses lesados disseram-me que iam tratar do assunto.
De resto, nao sei mais nada...

Horas e horas gastas


a ver o Tim Gun e outros que tais. A tentar perceber o que (nao) posso usar e agora so queria estar baixinha, gordinha e quentinha com umas destas.
Diz que tambem nao escorregam e isso tambem dava jeito. Ontem ja fui de rabo ao chao.

Isto hoje foi muita giro


Nevou a noite toda, todinha. Por isso, comecamos logo o dia a escavar a neve em cima dos vidros.
As estradas estavam limpas, os passeios e que tinham camadas e camadas de neve.
Cheguei ao estacionamento do escritorio, que e ao ar livre e tava carregadinho de neve. Imaginem o estacionamento de um supermercado (isto esta num retail park). A parte das estrada em si, tava razoavel. De tantos carros passarem, a neve estava baixinha. Para estacionar e que era pior. Uns15/20 cm de neve. O carro ficava sempre atascado.
Resolvi voltar a rotunda, para ver se consegui arranjar um lugar onde fosse logo de frente, que sempre facilita a subida da neve. Com as acelaracoes para desatascar, a neve que estava em cima do carro, comecou a cair para o vidro da frente e eu nao via nada de nadinha. Com os nervos, distrai-me e entrei na rotunda ao contrario. Como se estivesse em Portugal!
La consegui estacionar depois, andado para tras e para a frente com o carro. Vendo a patinar e a aproximar de arvores e candeeiros. Mas ja esta. I did it. mesmo depois de isto tudo!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Peguei no meu casaco, cachecol e luvas e fui enfrentar estes cinco graus negativos que por aqui se sentem, para poder fumar um cigarro.
Enquanto observava a neve e as estalictites dos candeeiros e outros metais na rua, vi passar um gatinho, pequenino, com nao mais que umas semanas.
Fiquei atormentada, a pensar no pobre bichinho e na temperatura que se sente la fora.
Nao tivesse ele fugido e e bem provavel que estivesse ja numa certa casinha, cujo o bom aquecimento permite uns 25 graus.

Estou a comecar a ficar irritada


Contra-respondi a plagiadora. Se calhar nao devia. Mas mesmo depois da minha mensagem, as coisas que tinha lido, ali continuam, sem referencuas, sem nada.
Achei que na resposta dela, se fazia um bocadinho de parva, por isso mantive esse registo na minha resposta. Tratando-a como uma parvinha:


O facto do blogue nao fazer referencia aos direitos de autor, nao significa que nao esteja protegido. Ha muitos que estao. e o XXX e um deles.
O facto de teres a tua pagina protegida, so tendo acesso a mesma, os teus amigos, tb n serve como garantia. O mundo e muito pequeno e nunca se sabe quem e amiga da amiga.
Qd quero partilhar alguma coisa que gostei muito, faco referencia a fonte.


Ao que a menina me respondeu:


clara assunto encerrado ok. ja disse que vou evitar isso, nao precisamos falar mais no assunto. obrigada na mesma. beijinhos


Acho que vou ter que tomar medidas mais drastica ate ver aquilo tudo que plagiou apagado.

A resposta


Fiquei com a sensacao que a dita nao percebeu bem a coisa:

 


 tb sou leitora assidua de varios blogues e as vezes gosto de determinadas frases e imagens e como elas não estão bloqueadas com direiros de autor, ponho aqui no fb, tenho tido imenso cuidado quando faço isso e agradeço o teu aviso e não levo nada a mal, ainda bem que o fizeste, pois estava longe de imaginar estas coisas pois a mh pagina esta protegida e a privacidade é somente para amigos.
o teu cuidado foi imortante e agradeço e não fico nada chateada.

vou ter mais cuidado e evitar isso.


Em primeiro lugar, que historia e esta que os blogues nao estao protegidos por direitos de autor?
O facto de ter a pagina protegida, so ao alcance de amigos, ja permite fazer dos outros, nossas palavras? Sem uma referencia. Tipo: "hoje vou passear aqui ou ver isto e aquilo", porque a menina costuma fazer esse tipo de posts, copy paste de blogues alheios...

Vou respirar fundo e pensar bem na resposta.

Segui o vosso conselho


e mandei uma mensagem privada a menina plagiadora.
Tinha vontade de fazer como alguns de voces disseram e por mesmo no mural dela, mas a forma como a conheco, fez-me querer evitar confusoes de maior.
Sendo assim, dei-lhe o exemplo do "cronicas perdidas".
Espero que seja suficiente.

Sendo eu uma pessoa que tem um blogue, tambem costumo ler muitos blogues. Duns gosto mais do que outros, mas la vou seguindo atentamente.
Este fim de semana, apercebi-me que uma "amiga" do facebook tem estado a por, como suas, frases que eu li ja em varios blogues.
A coisa irritou-me. Primeiro, irrita-me alguem que faz suas, palavras dos outros e tendo eu um blogue, e possivel que seja tambem um pouco mais sensivel a questao.

Nao conheco a pessoa em questao muito bem.
Por isso, estou aqui na duvida se lhe digo alguma coisa ou nao.
Apetecia-me dizer-lhe. Apetecia-me mostrar-lhe o exemplo daquela tiazoca que andava a plagiar o "cronicas das horas perdidas".

Que fariam voces?

domingo, 5 de dezembro de 2010

1 semana

Os meus pais chegaram há uma semana e ficarão por mais duas.
Gosto de os ter cá. Já tinha saudades e, na verdade, têm-me ajudado muito. Ajudaram-me a limpar a casa, trouxeram de Portugal milhares de pequenas coisas, sem as quais não vivo, compraram muitas outras, para que esta casa se parecesse o mais possivel com um lar, de manhã ajudam-me a tirar a neve do carro, cozinham e, sobretudo fazem-me companhia. Não podia estar-lhes mais grata. Mas o meu lado bicho do mato, hoje, fez-me sentir a falta dum momento sozinha. Sempre precisei de ter um bocadinho só para mim. Quando vivia com eles, só conseguia ter esse bocadinho de manhã, antes de ir para a escola ou para a faculdade. Esse hábito, fez com que me transformasse na pessoa mais mal-humorada do mundo, de manhã. A verdade, é que estraga-me o dia ter que partilhar esse momento com alguém. Tornou-se mais forte que eu. Só ao fim-de-semana ou se tiver de férias é que consigo ser um ser humano suportável. Às 7h da manhã, hora à qual me levanto, só e apenas, se tiver que trabalhar, o melhor é nem tentarem falar comigo. Só consigo grunhir.
Desde que os meus pais chegaram, esse momento acabou. Deve ser da idade, mas parece que agora se levantam com as galinhas. Oiço-os cirandar logo que toca o meu despertador. Tomo o meu banho, visto-me e quando chego à cozinha para o pequeno-almoço, já lá está o meu pai, de portátil à frente, cheio de energia e novidades para contar. Nem as consigo ouvir. Para não grunhir, nem falo.
Desde que cá estão, deixei de fumar na sala, para não os incomodar. Como aqui não há varandas, vou à rua sempre que me apetece fumar. Estando uma temperatura negativa na rua, o momento não é nada agradável. Mato o vicío e venho logo para dentro. Há uma semana que não disfruto do prazer de um cigarro. Sentadinha, quentinha. Eu e a nicotina.
Aqui, as portas da rua abrem-se do lado de fora. É só rodar a maçaneta e já está. Por causa disso e dos meus cigarros, tenho o hábito de trancar a porta por dentro e deixar a chave na fechadura. Não sei porquê, isso deve fazer espécie ao meu pai, que passa vida a tirar o raio da chave dali. E, depois, há falta de sítio melhor, põem-na, basicamente, onde calha. Assim, lá vou eu toda lampeira fumar, já depois de ter ouvido toda a ladaínha sobre os maleficios do tabaco, e tenho que voltar para trás e procurar o raio da chave.
Num dia de neve com estes, não há nada melhor que ficar em casa à tarde, ver um filme e, como sempre, deixar-me dormir a meio e fazer uma bela sestinha. Aqui não dá. Adormeço como sempre, mas passado 5 minutos, oiço-os. Ou estão a gritar de uma divisão para a outra, "VISTE OS MEUS ÓCULOS?", ou estão a ver um qualquer mail, que alguém lhes mandou, com uma música estridente ou chamam-me só para perguntar se estava a dormir.
Há momentos que não são fáceis e eu faço um grande para ser razoável e não um verdadeiro bicho do mato.
Amanhã, Domingo, o meu despertador vai tocar às 6h da manhã, para tentar ter o meu momento sozinha e fazer wii, o meu conceito de vida activa e que tendo só uma televisão, também tem sido impossível fazer com eles aqui.
Veremos, primeiro, se eu consigo acordar a essa hora e, depois, se é suficientemente cedo para acordar antes deles.



sábado, 4 de dezembro de 2010

Odeio odeio odeio









Este raio desta neve.
É muito bonitinha, sim senhora, se estiveres em casa no quentinho. Olhas pela janela, vês as casas cobertas de branco, os miúdios a brincarem, a atirarem bolas de neve, a fazerem bonecos de neve e, tu, com o chá quente entre as mãos, divertes-te a observar. Tiras umas fotos, mostras à familia, aos amigos e oh coisa mais linda, este manto branco.
No dia seguinte, sais de casa para trabalhar. 8h da manhã, 5 graus negativos e, tu, de pá, a desenterrar ao carro. Até chegares ao carro escorregaste 3 vezes e enterraste a perna nesse gélido manto branco outras tantas.
O carro atrabalhar, para descongelar os vidros enquanto te congelam as mãos.
Até chegares ao trabalho, escorrega-te o carro três vezes. A estacionar, atasca outras 3.
À tua volta, o tal manto começa a ficar castanho. Sujo das tuas pegadas, das rodas do teu carro ou do sal misturado com areia. O tal manto branco, transforma- se numa lama suja, ainda fria e escorregadia.
Odeio, odeio, odeio esta neve. Raisparta que não pára.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Impossível










Tenho uma certa predilecção pelas histórias de amores impossiveis.
Uma das histórias que mais me encanta é aquela que nos conta Gabriel Garcia Marquez, no seu "O amor em tempos de cólera". Como se o cúmulo do romântico fosse alguém ter os sintomas da peste só por estar apaixonado.
Acho bonito que alguém passe uma vida à espera. Porque amor há só um. Porque é aquela e mais nenhuma. Mesmo que o final tenha sabor a restos, porque Firmina só cede ao seu Juvenal depois da morte daquele que assumiu como sendo o seu amor. Essa parte não interessa, o romântico é ele, que nunca desiste e espera toda a sua vida por aquele momento.
Da mesma forma, me encantam os amores e desamores do Nils que sonha com uma colega cujo nome desconhece, da mesma forma que abre mão do seu amor deixando-o viver em liberdade.
Talvez me indentifique. Talvez queira apenas acreditar que se existir, é para sempre. Talvez queira acreditar que é altruísta.
Talvez por tudo isto. Talvez por nada disto.
A verdade é que gosto de amores impossíveis.


Nao e fixe


Dizeres-me que as estradas estao optimas e que ja se pode vir trabalhar, quando nao estao. Quando ninguem esta no escritorio. So tu, armada em crominha.
Tambem nao e fixe ser obcecada por cor-de-rosa. Ter a roupa toda cor-de-rosa, o telemovel, o chapeu de chuva, a caneta e sei la que mais, e simplesmente foleiro.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Wishlist

Uma das coisas que mais gosto de fazer aqui, na Irlanda, é ler. Sempre gostei, sempre tive esse hábito. Preciso de ler para adormecer. Mas por algum fenómeno que não sei bem explicar, aqui a sede é ainda maior. E em português.acho que me faz sentir mais próxima.
Por isso, este Natal, podem todos oferecer-me livros. Não me importo mesmo nada.
Venha Saramago, João Tordo, Vargas Losa, Sepulveda, Garcia Marquez, José Luis Peixoto, etc etc etc