quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Comecou bem


As 4h30 da manha, já tinha o taxista a ligar-me porque não sabia bem onde era a minha casa. Pois. Aqui a turista sou eu. Também não sabia explicar.
Chegada ao aeroporto, passo a malinha la naquela maquineta onde eles vem o interior com umas cores garridas, "de quem e esta mal?". Minha, pois claro. "A senhora tem líquidos na mala". Bolas, tinha enfiado la o desodorizante e nem me tinha lembrado desta treta dos líquidos. Abre a mala, tira o desodorizante, passa outra vez. "de quem e esta mala? a sua outra vez? ainda tem líquidos." Bolas, n me lembro de ter posto mais nada. Abro a mala outra vez, não vejo nada. La o gajo descobre um compartimento que eu n me lembrava existir. E olha, era ali que estava o creme que ontem andei duas horas a procura e fiquei a achar que estaria em Portugal. Dentro do saquinho transparente e tudo. E, assim, aquela que garantia não ter líquidos nenhuns, tinha:
- 2 embalagens de desodorizantes;
- uma base liquida;
- 1 desmaquilhante;
- 1 tónico;
- 1 pasta de dentes.
Dias depois de um atentado a Moscovo, aconselho-vos a não brincarem com a sorte. Revistaram-me tudinho. Mala do computador, a malinha a tiracolo e a mala de mão. E sempre giro ver revirarem-nos o que com tanto cuidado arrumamos e ficar ali, em pleno aeroporto com a nossa roupa interior toda, a vista de qualquer um.

Pronto, com ar de muito muito maus, la me deixaram passar para a porta de embarque.
Ryanair. Sabiam que quando a Ryanair diz que só se pode levar uma mala de mão, e mesmo só UMA. Incluindo computador e mala a tiracolo? Pois, eu não. Tentei enfiar tudo numa só mala. Aquilo fechou, mas os gajos não foram na minha conversa. A mala ficava toda deformada e já n cabia naqueles ferros que eles tem para medir as malas. Tau, 34 euros e já vais com sorte. Porra, o mesmo que me custou a viagem Madrid-Lisboa.

(os poucos acentos que isto tem sao da autoria do corrector ortografico. Continuo sem acentos no teclado)

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