sábado, 22 de janeiro de 2011

Pelas ruas da amargura

Perdi um seguidor. Releio o blogue e perco-me a mim. O assunto escasseia. A mete-nojo posta no seu lugar, ou muito perto disso. As aventuras repetem-se. A saga no supermercado continua (como é que não existem cogumelos enlatados aqui?). Já não há neve, mas é como se houvesse. O manto branco, pela manhã, mantém-se, feito de geada congelada. O carro congelado já não me leva 40minutos, mas sim 10. Mas as lágrimas ainda me escorrem. Não sei se do vento, se do frio, se do cheiro do tal spray que descongela.
Ao fim-de-semana não tenho companhia. Mas tenho a minha. O tempo permite-me, agora, disfrutar de mim mesma. Passei ater o ferro, a aspirar aranhas, a cozinhar, a ler e a escrever. Nem sempre no blogue. Em blocos espalhados pela casa, em livros sublinhados e nas minhas memórias. O tempo passou a ser só meu e esse mais do mesmo reflecte-se agora, só agora, em mim própria. Às vezes dói e outras vezes cura. E no final, isso é o que sobra. Eu própria. E não é tão mau com temia.



1 comentário:

Ême disse...

Nada mau mesmo. Antes pelo contrário
:)