sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Teoria de Darwin


Sou uma fervorosa adepta da teoria de Darwin. Bem sei que isto é  cientifico e não há cá acreditar ou não. São factos.
Mas vou mais longe que Darwin. Não é  apenas a natureza que e selectiva. Ou melhor, é  sempre a natureza, mas não apenas no que à evolução das espécies diz respeito.
A teoria de Darwin aplica-se a todas as áreas da nossa vida. Trabalho, amizade, amor e ate dinheiro.
E nem sempre os mais fortes e mais capazes de perpetuar a sua espécie, são os mais óbvios.
Nem sempre os que mantém trabalho são os que tem mais mérito, nem sempre os mais leais são os que mantém uma amizade, nem sempre as mais giras vivem happily ever after e nem sempre os mais espertos são os que ganham mais dinheiro.
Há uma tendência, isso sim. De identificação. Identificação com o meio em que se trabalha, com a sociedade em que se vive, com a economia que se verifica.
E é  ao longo do tempo, tal como na teoria de Darwin, que se filtram os mais capazes de se identificar. E não, não chega adaptação. São mais próximos, os amigos que vivem as mesmas situações, porque os que não as vivem, não compreenderão. E a incompreensão é  o flagelo de falta de identificação.
Não há nada pior que um incompreendido. Que luta contra o mundo, o chefe ou, simplesmente, a vizinha de baixo.
Um incompreendido é  aquele senhor que se atirou num parlamento, o que se emulou na Tunísia ou, simplesmente, o cabrão que nos faz a vida negra no trabalho.
Esses, a vida vai eliminando, aqui e ali. Que isto não há espaço para os que sobressaem e não se identificam. Ou, falando bem e depressa, não há espaço para os mal fodidos.

1 comentário:

a_secretaria_executiva disse...

por acaso há (infelizmente)