segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Supresas


Quando estou mesmo muito feliz não me apetece escrever.
Bem ou mal, gosto mais de escrever sobre o que me deixa infeliz ou com o que não concordo, o que me anda a chatear ou flagelos da sociedade que não se aguentam.
Este foi um fim de semana muito bom. A visita de uma amiga, que me deixa já emocionada no aeroporto (ando uma chorona) e a voz de uma segunda que me deixa em pânico, estando já a chorar que raio me vai acontecer com a chegada desta, do nada, do inesperado. Acho que este estupido panico nem me deixou revelar a reaccao a supresa. Foi uma boa surpresa e o fim-de-semana a três não podia ter sido melhor.
Emocionalmente, não poderia estar melhor. Creio que durante vários anos imaginei o que esta agora a acontecer e nunca, no auge da minha criatividade, imaginei que fosse esta a minha reacção. Pelo caminho, sem saber como, de onde e porque, ganhei amor próprio. Um amor próprio que me permite, hoje, ver com discernimento que não há ali absolutamente nada que adicione valor e muito menos, me faca feliz. E isso, só por si, deixa-me feliz. Por si só. Porque afinal tudo o que eu preciso para ser feliz não vem dali e e muito mais, muito melhor, muito mais tudo, do que aquilo que dali pudesse vir. Anos atrás, talvez meses e este seria um post sobre agruras, duvidas e amarguras. Hoje não.

1 comentário:

L'Enfant Terrible disse...

Acho que normalmente é quando estamos menos felizes que menos nos inspiramos, afinal as tragédias sempre servem para alguma coisa!