sexta-feira, 8 de abril de 2011

Politica


Quando tinha 14 ou 15 anos pertenci a uma jota e acho que foi ai que desisti da política.
A dita jota desiludiu-me muito. Foi ai que percebi o que pode ser um marketing pessoal, o que e' ser um incompetente, mas vender-se bem e o que e' preparar-se uns aninhos antes, ainda na adolescência, para um tacho (e todos os que estavam comigo nessa jota o conseguiram!).
A partir dai, passei a sentir-me apartidaria.
Mais tarde, por outros motivos, senti-me absolutamente apolítica. Pura e simplesmente não me interessava. Os ciclos repetiam-se, as caras mudavam, mas os comportamentos não, as pessoas acreditavam que mudavam os partidos, alternando entre o rosa e o laranja, mas tal como as cores propriamente ditas, a cor base e' a mesma para duas. Por isso, eu deixei sequer de querer saber. Confesso que, por vezes, ainda me puxa o pezinho para o tal partido da jota, mas e' coisa muito passageira.
E e' por isso que, muitas vezes, sinto que posso falar. Sou isenta. Não sou fundamentalista. Não gosto do Sócrates, nem do Passos Coelho.
Tal como a muitos outros portugueses, esta crise fez com que me interessasse mais pela coisa. Voltasse a ler, a tentar perceber e a opinar. Acho que o facto de estar num pais economicamente muito semelhante também ajuda.
Não gosto do Sócrates, mas parece-me que as pessoas, por vezes, exageram. O caso freeport, a historia do curso, essas coisas sim, são importantes e não percebo como não tivemos esclarecimentos mais detalhados da coisa. Se o gajo namora com o Diogo Infante e se tem um Luis a tratar-lhe a imagem, isso são coisas que me parecem absolutamente irrelevantes. O gajo ate já se demitiu, que raio queremos nos que ele faca, agora?
Não gosto do Passos Coelho. Tem sido uma boa oposição, pondo dedos em feridas pertinentes, não lhe tiro o mérito. Será um bom gestor do nosso pais? Tenho duvidas. Interessa-se realmente pelo pais? A historia das eleições antecipadas e o dinheiro que se vai gastar com isso, faz-me duvidar.
Tem boas ideias? Ate tem. Gostei daquela que refiro ali em baixo, embora tenha noção que mais não se trata que a ponta de um icebergue.
Pessoalmente, eu não quero saber das caras, nem dos partidos, quero que esta porcaria toda se resolva o mais rápido possível (poucos anos, portanto) e gostava de conseguir acreditar nisso, como tantos outros. E ao ler estas pontinhas de icebergues, tenho alguma esperança que os outros tenham razão, e este seja, efectivamente, o nosso salvador da pátria.
Ontem, citei uma boa medida. Amanha, aponto o dedo as mas.

1 comentário:

João(mais nada) disse...

gosto de ouvir e ler o Pacheco Pereira, nem Kant seria tão racional como ele. tem como todos os seus defeitos, mas nunca vi ninguém ser tão assertivo e neutro como ele. há também um do PS de que gosto muito e não me consigo recordar do nome. um que apresentou montes de medidas contra corrupção e o PS não quis saber de nenhuma, depois literalmente despacharam-no e cúmulo do ridiculo, chamam o homem para o ouvir sobre corrupção. claro que malhor forte e feíssimo no PS e assembleia)
esses sim importam, mas são abafados.