segunda-feira, 30 de maio de 2011

O plano

Os 21 dias acabaram por ser uma treta. Cumpro-os, mas isso é obrigada quem tem uma cadela com um controlo de bexiga fenomenal e um pudismo ainda maior em fazer cerrtas coisa na rua. Tenho caminhar até a miuda nao aguentar. E não pensei que paro, porque se eu paro, a gaja senta-se ou deita, o que significa que, tal como nós, aguenta melhor. Claro que não corro nem ando em passo acelerado, mas com os meus shape-ups acabo sempre por fazer uma caminhada valente.
Pelo caminho, comprei uma balança toda xpto (não tanto como a da imagem) que me dá a percentagem de gordura e de água, para além do peso, claro.
Assim, duas vezes por semana (eu sei que devia ser só uma, mas a curiosidade é maior), subo para uma balança e acabo a fazer contas de cabeca, x% de Y kg, dá.... foda-se merda caralho, nunca mais como, nunca mais como!
Finalmente, comprei um termo e passei a levar o almoço para o trabalho. Os bifes olham-me um pouco de lado, a comer sopinha morna e salada fria e nada de batatas, mas, na verdade, sabe muito bem fugir um pouco àquela comida.
Posto isto, hoje, passada uma semaninha da junção de todos estes factores (o termo só apareceu a semana passada)... EUREKA... MENOS UM, MENOS UM! quilinho.

sábado, 28 de maio de 2011

Raisparta a cadela, cuja a capacidade de controlar a bexiga é inversamente proporcional à capacidade de perceber que os jornais, em casa, são só temporários.



Desculpas

Eu não gosto de desculpas. Não gosto de pedir, nem gosto que mas peçam. Em muitas vezes da minha vida, senti determinados pedidos de desculpa, como palavras sem valor. "Desculpas não se pedem, evitam-se", pensei eu muitas vezes.
É por isso que, quando erro, tenho tanta dificuldade em pedir desculpa. Penso que não tirarão dores e tenho tendencia para tentar reverter ou contornar situações. Se para os que já me conhecem, isso chega, para outros, pode formar-se uma mágoa ainda maior.
Com o tempo aprendi que tenho que dar a mão à palmatória e que todos, pelo menos, uma vez na vida, fomos injustos, brutos, intrusivos, levianos ou, simplesmente, capazes de magoar. Aprendi também que, se for sincera, a palavra "desculpa" pode significar muito mais que uma palavra.
Mais importante ainda, aprendi a usá-la. Peço desculpa.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Perolas do meu colega espanhol (ja nao me lembro do numero)


Numa festa, onde normalmente estaria no centro das atencoes, apanho-a uns 20 minutos, sozinho, muito soossegadinho e caladinho:
- Que haces tu aqui tan solo?
- Nada. Solo mirando esta tia que esta buenisima.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Porque, afinal, tenho sempre alguma coisa a dizer


- para me animar a mi própria, resolvi oferecer-me de prenda de anos, uma passagem para passar o fim de semana em Portugal e celebrar o meu aniversário com os meus amigos. Tudo marcadinho, mails enviados a malta toda, quando me apercebo que, afinal, marquei o voo num horário diferente aquele que "tinha visto". Portanto, se mantiver o voo, vou chegar ao meu próprio jantar la para a meia a noite. Não manter o voo, altera-lo, significa tirar o dia anterior de ferias o que, dado o volume de trabalho actual, não vai ser tarefa fácil.
Aqui há dias andava com duas frases na minha cabeça. Uma que tinha lido num blogue (perdoem-me, não me lembro qual. se alguém souber, avise-me para a devida referencia), outra tinha lido num livro sobre comportamentos no local de trabalho. "A vida resolve-se sozinha" e "somos responsáveis por 75% daquilo que nos acontece". Apesar, de contraditórios, estava capaz de me agarrar as duas com a mesma intensidade. E' bom acreditar que tudo se acaba por resolver, duma maneira ou de outra, como também e' reconfortante essa garantia que tudo pode estar nas nossas mãos e não entregue ao acaso. Ou seja, estas frases são boas, se ambas derem lugar a um final feliz. Tudo uma questão de interpretação.
Neste caso, graças ao excitex, distracções, ansiedades ou la o que tenha sido, eu própria me meti num raio de um imbróglio que me deixa preocupada, em vez de me deixar com aquele excitexzinho da viagem.

- farto-me de me queixar e esqueço -me, muitas vezes, como a minha empresa pode ser espectacular. Ontem evento com gente vinda de toda a Europa. Actividades ao ar livre, jantar e fiesta. Tudo pensado ao pormenor. Não só táxis a saída da festa para aqueles que já tivessem bebido uns copinhos a mais, como a possibilidade de marcar na hora o táxi para esses que foram para casa, deixando o seu carro ao abandono a porta de festa. Tudo pago pela empresa. E esta manha soube bem, sair e já la estar o senhor a minha espera, prontinho a trazer-me ao meu carro.

- custa-me a perceber que alguém, num discurso, carta, mural do facebook, whatever, numa tentativa de homenagear algum ente querido (acho que e' para homenagear, mas às tantas, fico na duvida), comece todas as suas frases com um "eu que", "eu que", "eu que". A falta do pronome pessoal  que não fosse na primeira pessoa, deixou-me cá a pensar.

- se calhar ainda não e' desta que acabo com o blogue. Mas acho que não consigo garantir publicações sistemáticas e perdoem-me, se não responder aos comentários. Não me posso dar ao luxo de me deixar pressionar pelo blogue e, infelizmente, nem sempre tenho tempo para responder a todos os maravilhosos comentários.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Talvez, apenas, um até já

Não tenho forças para escrever, não tenho forças para responder aos comentários, não tenho forças para a dieta, ou para as caminhadas. Há sempre qualquer coisa, o frio, a chuva, o vento. Dia sim, dia não.
Vontade tenho, muita. Mas as forças, essas, gasto-as logo pela a manhã, ao forçar-me a levantar-me para um dia vazio.
Há tempos escrevi que era menos um dia. Que essa era a motivação. Que lá chegaria. Mas de que serve levantar-mo-nos para um dia, cujo o único objectivo é vê-lo passar. Bem depressa.
Não gosto de me ler, não de me ouvir, não gosto de me pensar.
Queria aqui chegar e escrever, letras bem grandes, DESISTI. Desistia do tal desafio, encontrando uma qualquer solução, que me fizesse sentir mais quentinha.
Quando me sinto feliz, sinto-me quentinha.
Gostava de ir ao site das viagens, marcar só viagem de ida, que neste caso, seria de volta e vir aqui contá-lo. Feliz e contente.
Estou farta deste meu melodrametismo e não quero que o leiam.
Por isso, por agora, este blogue fica por aqui.
Talvez um dia volte. Talvez não.
Agora, tenho frio, muito frio.



sábado, 21 de maio de 2011

Voltas

Em adolescente, um dos meus maiores sonhos era sair de casa dos pais.
Quando finalmente, dei esse passo, um dos meus maiores terrores, era ter que voltar um dia por um motivo qualquer (suponho que financeiro).
Hoje, quando os fui deixar ao aeroporto, só me apetecia pedir-lhes que ficassem.
E esta merda deste nó na garganta, só me fez transparecer uma filha ingrata.
Tal como sempre o faço com as emoções fortes, para não mostrar o que sentia, fiquei com ar mais "despachem lá essa merda que tenho mais que fazer" que seria possivel.
Foda-se, esta merda é dificil.



quarta-feira, 18 de maio de 2011

Shape-up


A vida da muitas voltas e planeamento não e' cá comigo. Estive doente três dias, tive uns problemas noutros, por isso, a cena dos 21 dias, foi ao ar logo ao fim de dois... Mas eu cá não desisto e resolvi começar tudo de novo. Sobretudo, porque pelo caminho pesei-me e começo a ver-me como uma boa candidata a esse novo programa em Portugal de que todos falam, mas eu nunca vi. Só me falta chegar ao ponto de não conseguir abotoar atacadores e a filha para ajudar (por mais que treinasse a Balti, não me parece tarefa em que me pudesse ajudar).
Os objectivos e os prémios e' que ficaram todos destrambelhados. Em vez disso, resolvi recorrer a um incentivo e resolvi comprar uns tenizinhos desses que dizem ajudar a tonificar mais depressa. Os tais shape-ups. E com eles, acabaram-se os outros prémios todos que ali estavam todos bonitinhos na minha folha de excel, que aquela porcaria foi mais cara que o out fit novo que estava previsto para o vigésimo primeiro dia. A vantagem e' que chego a casa e, na duvida, lembro-me do preço, e vá de amortiza-los. Ando a pensar seriamente por a factura nalgum sitio estratégico da casa, para não cair em tentações de ficar pelo sofá, já bem amortizado.
Agora, que a coisa ainda esta bem fresquinha na minha memória, uso aquilo para tudo. Em casa, como se fossem pantufas, no supermercado, nas caminhadas e por ai fora. E quando a caminhada ainda não atingiu os 45 minutos e já não sei por onde andar, ponho-me a dar voltas a casa. Os vizinhos devem achar que sou maluca. O que me vale e' que, va-se la perceber porque, a Balti adora a cena de andar só a volta da casa, fica doida, da 10 voltas enquanto eu dou uma e salta que se farta. Os vizinhos la podem descansar, que afinal, não sou só eu a maluca. A cadela também.

Puppy Party


Ao inicio, achei que esta historia duma festa para caes era um bocadinho ridicula. O cumulo da parvoice.
Ainda assim, croma como sou, resolvi ir. Fomos ontem. E ate foi muito giro.
Foi muito giro ver a reaccao da minha cadela e foi muito interessante as dicas que a veterinaria que estava la deu e a troca de impressoes.
Eram uns 5 ou 6 caes.
A Balti era a mais nova, a mais pequenina, a mais caladinha e a mais sossegadinha. A unica que nao brincou e passou o tempo, debaixo duma cadeira a observar ao longe.
Com pessoas tudo bem, nao se coibiu de saltar para colos alheios, mas ca labradores, 4 vezes maiores e 10 vezes mais excitados, nao e' com ela.
A cadela da raca dela, virava a cara.
Pelas conversas fiquei a perceber que tenho uma sorte do caracas e que esta cadela nao me da problemas nenhuns e para a idade ate obedece muito bem (eu andava a dizer que os meus pais a estavam a estragar).
Finalmente, e mais importante, fiquei a saber tambem, que a minha cadela e'... a mais gira!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Note to self


Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria. Nunca mais cortar a franja a mim propria.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Um de cada vez


Ha sempre mais que um problema. Costumamos acreditar ate, que a tal lei de Murphy funciona e se algo pode correr mal, corre. Que uma coisa nunca vem só e tudo nos aparece ao mesmo tempo como se um teste aos nossos limites se tratasse.
Eu sou mais céptica. Acho que e' o nosso estado de espírito que nos faz parecer que tudo se passa ao mesmo tempo e temos a reacção do "só cá faltava mais esta", Esta que, se calhar, não seria considerada um problema, mas apenas uma contrariedade caso nada mais houvesse para nos atormentar.
Eu, neste momento, sinto que tenho varias problemas, uns mais profundos, outras mais existencialistas, outros mais exteriores a mim, em que forcas externas me afectam.
E, como creio que qualquer ser vivo faria, procura uma solução para aquele que, aparentemente, parece ser o de mais curto prazo. Estava a ordem não seja a certa, talvez exista, efectivamente uma cadeia, e eu esteja só a começar o telhado. Não sei, talvez.
Sei que, neste momento, só consigo lidar com uma coisa de cada vez. Sei também que quando o que nos afecta e' externo, dói um bocadinho menos que o interno que nos põem em causa a nos próprios.
Por isso, agora, um de cada vez, por favor. E mais não esperem.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Note for my self


No dia em que a coisa parecer ainda mais dura, parecer que meteste os pes pelas maos, que deste um tiro no pe, lembra-te porque o fizeste.
Tinhas que tentar, que deixar-te de lamurias, de peninhas de ti propria e tentar mudar alguma coisa.
Passas a vida a criticar os que se queixam sem fazer nada. Fizeste isso para honrar esses teus principios. Encara esta como a derradeira e ultima tentativa.
E quando sentires que esta tudo a cair-te em cima, lembra-te que pode doer, pode exigir sacrificios, pode parecer muito dificil, mas ha sempre, sempre, uma forma de submergir. Ou comecar de novo, neste caso, se for preciso.
Agora, fizeste apenas o que tinhas que fazer. Poderia haver outras alternativas. Se as ha, neste momento, nao sabes. Esta foi a viavel e, durante algum tempo, a luz ao fundo do tunel.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Solução

Tenho procurado várias alternativas àquilo que realmente me apoquenta e me deixa infeliz nesta minha aventura.
Encarar a raíz deste problema, implica assertividade. Coisa que não tenho, nem nunca tive. Sou incapaz de encarar as pessoas com a verdade, quando, de algum modo, sinto que essa verdade não é bonita ou, pelo menos, não é fácil.
Pouco antes de me mudar, fiz exactamente o mesmo. Prejudiquei-me porque me parecia mais fácil que reinvidicar os meus direitos.
Nos últimos dias, nestas minhas tentativas de melhorar tudo o que rodeia o principal problema, senti que os episodios da minha vida se repetiam. Senti como se vivesse numa dimensão espelhada daquilo que, até agora, já me aconteceu. Revivi comportamentos e atitudes, noutras caras, noutra lingua, num lugar onde não conheço o caminho de volta. Num lugar onde, facilmente, me vejo em sentido contrário, prestes a ter um acidente, daqueles à séria, em que vimos toda a nossa vida num flash e, eu, tudo o que vi, foi a ponte vasco da gama, que nunca me falhou.
Não acredito em destinos, nem propositos, mas acredito em tornar tudo numa oportunidade, nem que seja de aprendizagem. E o proveito que posso tirar desta minha situação é esse mesmo, o de aprender a defender-me. Aprender a ser assertiva. Mesmo que seja noutra lingua.



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não sei como vai correr o quinto dia, mas tendo em conta que, agora, oito e tal da manhã, estou de cama, a tentar encontar forças para me levantar e comer qualquer coisa e tomar algo que me faça baixar a febre e as dores no corpo, os prógnosticos não são favoraveis.



terça-feira, 3 de maio de 2011

A pedido de várias familias

O quarto dia foi muita dificil.
A toque de nimed, cheia de dores de gargana e arrepios, nem o gorro me valeu.
A pobre de Balti também levou um massacre de 500 crianças que brincavam na rua.
Dadas estas adversidades, no quarto dia, o caminho ficou pela metade.
Acabámos, no jardim aqui de casa, a brincar ao vai buscar, aquele em que só a Balti corre e eu, bem, eu sempre exercito o musculo do adeus ao atirar-lhe a bola...
Mal ou bem, uma coisa é certa, saimos de casa e andamos. Pouco, mas andamos.
E a contagem continua.