quinta-feira, 26 de maio de 2011

Porque, afinal, tenho sempre alguma coisa a dizer


- para me animar a mi própria, resolvi oferecer-me de prenda de anos, uma passagem para passar o fim de semana em Portugal e celebrar o meu aniversário com os meus amigos. Tudo marcadinho, mails enviados a malta toda, quando me apercebo que, afinal, marquei o voo num horário diferente aquele que "tinha visto". Portanto, se mantiver o voo, vou chegar ao meu próprio jantar la para a meia a noite. Não manter o voo, altera-lo, significa tirar o dia anterior de ferias o que, dado o volume de trabalho actual, não vai ser tarefa fácil.
Aqui há dias andava com duas frases na minha cabeça. Uma que tinha lido num blogue (perdoem-me, não me lembro qual. se alguém souber, avise-me para a devida referencia), outra tinha lido num livro sobre comportamentos no local de trabalho. "A vida resolve-se sozinha" e "somos responsáveis por 75% daquilo que nos acontece". Apesar, de contraditórios, estava capaz de me agarrar as duas com a mesma intensidade. E' bom acreditar que tudo se acaba por resolver, duma maneira ou de outra, como também e' reconfortante essa garantia que tudo pode estar nas nossas mãos e não entregue ao acaso. Ou seja, estas frases são boas, se ambas derem lugar a um final feliz. Tudo uma questão de interpretação.
Neste caso, graças ao excitex, distracções, ansiedades ou la o que tenha sido, eu própria me meti num raio de um imbróglio que me deixa preocupada, em vez de me deixar com aquele excitexzinho da viagem.

- farto-me de me queixar e esqueço -me, muitas vezes, como a minha empresa pode ser espectacular. Ontem evento com gente vinda de toda a Europa. Actividades ao ar livre, jantar e fiesta. Tudo pensado ao pormenor. Não só táxis a saída da festa para aqueles que já tivessem bebido uns copinhos a mais, como a possibilidade de marcar na hora o táxi para esses que foram para casa, deixando o seu carro ao abandono a porta de festa. Tudo pago pela empresa. E esta manha soube bem, sair e já la estar o senhor a minha espera, prontinho a trazer-me ao meu carro.

- custa-me a perceber que alguém, num discurso, carta, mural do facebook, whatever, numa tentativa de homenagear algum ente querido (acho que e' para homenagear, mas às tantas, fico na duvida), comece todas as suas frases com um "eu que", "eu que", "eu que". A falta do pronome pessoal  que não fosse na primeira pessoa, deixou-me cá a pensar.

- se calhar ainda não e' desta que acabo com o blogue. Mas acho que não consigo garantir publicações sistemáticas e perdoem-me, se não responder aos comentários. Não me posso dar ao luxo de me deixar pressionar pelo blogue e, infelizmente, nem sempre tenho tempo para responder a todos os maravilhosos comentários.

2 comentários:

A Tulipa Azul disse...

Ainda bem que não deixaste o blogue!! Gosto muito de ler o que escreves:)
http://atulipaazul.blogspot.com/

mimi disse...

"Maravilhosos comentários" lolol

Acho bem que não acabe!
Bom fim-de-semana-de-festa-apertado-parabéns!

E a Bolti, onde fica?
Bj
Mimi