sexta-feira, 8 de julho de 2011

Fogem-me quando acordo pela manhã. Deixam- se ficar ali pairar a sobre a Balti e assim as apanho como que desprevenidas e levanto- me. Voltam a tentar fugir, enquanto me lavo, me escovo, me visto. Esquivam-se ao peso do pedal, que teima em resistir. No trabalho, enquanto arregaço as mangas, tornam-se minhas aliadas e lá vão, pouco a pouco, empurrando os ponteiros do relógio, que teimam em parar. À noite, quando chego deitam-se sobre as minhas palpebras forçando-as a fechar. são tramadas, fintam-me, fogem-me, falham-me. As forças.

4 comentários:

Smareis disse...

Que lindo seu texto. As forças as vezes nós falha e ficamos a mercê dela. Gostei muito de ler um pouco do seu espaço. Muito bonito. Vou seguindo teu blog, assim estarei voltando . Um abraço!

clara disse...

Obrigada, Smareis.
Bem vinda.

A Tulipa Azul disse...

Mas temos que tentar sempre apanha-las, por muito difícil que seja:) Sei o que isso é:(
http://atulipaazul.blogspot.com/

Nokas disse...

Há dias assim...