sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cartas ao Fernando

Como este blogue está a ficar cada vez menos anónimo e eu cada vez mais desbocada, já não é grande segredo que eu tive já uma paixão assolapadíssima por uma figura pública. Chamemos-lhe Fernando, que assim até lhe podemos chamar Nandinho e eu acho Nandinho e Clara, o máximo.
Conheci tal pessoa, há cerca de dois anos e até há poucos dias, poderia dizer que se tratava do meu muso inspirador. Mesmo depois de me ter passado a panca, a verdade é que muitos dos meus textos foram escritos para ele ou a pensar nele. Aqui há dias, voltei a ter notícias deles, através duma dessas revistas manhosas e ultimamente, dou por mim, a não ter vontade de lhe escrever. Pela primeira vez.

Hoje, enquanto procurava um mail bem antigo, por acaso, encontrei algumas das nossas correspondências. E tive saudades. Saudades desses meus textos, escritos com uma paixão avassaladora e um sentido de urgência muito grande. Essa certeza que eu e só eu tinha as palavras certas, o sentimento certo (e era tão errado), o interesse certo. Confesso que essa segurança "é uma cena que não me assiste" ultimamente.
E foi por isso, que resolvi dar-lhes vida outra vez e publicá-los neste blogue.
Grande parte desses textos foi já publicada num blogue mais antigo e é capaz de haver muito boa gente, sobretudo os meus amigos, que já não os podem nem ver.
Sendo assim, inicio hoje e aqui, a rúbrica, cartas ao Fernando. Aí vem o próximo post, com o primeiro texto, não enviado, mas o primeiro elogiado.

2 comentários:

A.na disse...

Adoro as histórias dos outros, por isso é que gosto de ler os blogs dos outros :) afinal como é que acabou essa história?...

Ficaram juntos?

Gosto do texto, identifico-me com tudo o que lá está escrito. Posso já ter feito figura de ursa muitas vezes, por não ser cool, por não fazer as coisas by the book, sob pretexto de parecer patética ou desesperada, mas ao menos fiquei sempre de consciência tranquila, e olha... quem gosta GOSTA e tem de gostar tal como sou.

clara disse...

No final, não, não ficámos juntos.
No dia em que escrevi essa carta, sim.:)