domingo, 25 de setembro de 2011

Olá,
Acho que o meu nome é Balti, mas, às vezes, também me chamam linda, feia ou coisa boa. Não sei qual é a diferença, cá por mim, fico contente só por me chamarem. Mesmo quando estou tão entretida a roer peugas. Tenho muitos brinquedos, mas os meus favoritos são as peugas. Alguns, a minha dona atira-mos, para eu ir buscar. As peugas, gosta de esconder numa coisa na casa de banho, com mais roupa. É só abrir a tampa e já está, um montao de peugas à minha disposição. Às vezes, saem collants, que também são muito fixes.
Adoro sapatos, mas esses são mais dificeis, estão sempre num armário que ainda não aprendi a abrir.
A minha dona deixou-me 10 dias numa quinta com outros caes e muito espaço para correr. A comida lá era melhor, porque vinha com aguínha morninha. Quando voltei, a casa estava mais pequena e, agora, as coisas batem-me na cabeça.
Ao pé da minha cama, está sempre outro cão, muito parvo, que me imita em tudo. Se eu vou para um lado, ele também vai, se ladro, ele também abre a boca. Passo a vida a rosnar-lhe, mas ele vai para a cama dele, exactamente ao mesmo tempo que eu. Temos que arranjar medidas mais drásticas.
A minha dona gosta de me levar à rua sempre que eu estou aflitinha para fazer chichi. E obriga-me a andar, quando tudo o que eu queria, era voltar para casa, para os papelinhos que estão no chão. A minha dona depois limpa tudo e no dia seguinte, já lá não está nada. Na relva, onde faço o chichi quando não aguento mesmo, aquilo fica lá dias e dias. Tenho a certeza, porque gosto sempre de ir lá cheirar e continua lá tudo.
Ela já me está a chamar, para irmos outra vez. Raisparta, que já estou mesmo, mesmo aflitinha.



2 comentários:

Andre disse...

hehehe, a mulher que morde no cao!
Versao feminina do conto do Nuno Mark.

clara disse...

É mas a mulher que ladra ao cão. E já se saber, o que ladra... Não morde! E a Sacana já percebeu.