quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Portugal vs Irlanda - ainda a bicharada

Há um ano que ando a reclamar do ninho de aranhas em que vivo. Não posso assegurar que a coisa seja tipica da Irlanda ou mesmo, simplesmente, da casa que ali habito. Dizem os entendidos que a culpa é do jardinzinho mesmo à porta e da temperatura amena que, à conta de grandes contas de gás, mantenho lá dentro.
O que eu sei é que, na Irlanda, é raro o dia em que não tenha um encontro imediato com aquele imenso número de patas e aqui em Portugal, nem me lembro quando foi a ultima vez que me deparei com tal cenário.
Por isso, chego cá, fascinada com as temperaturas e o solzinho, fascinada com a minha casinha mais linda, deito-me na minha caminha, feliz e contente, longe desse meu pesadelo.
Até que começo a ouvir. Zzzzzz. Não tem menos patas, acho eu, não me faz gritar (acho que o facto do tamanho de impedir de contar as patas, ajuda), nem sequer me mete nojo. Mas prejudica-me bastante mais.
Na verdade, as aranhas tem mais medo de mim que eu delas e nem se aproximam. Já o ser misnisculo de quinhentas mil patas e duas asinhas, faz de mim, não várias, mas uma única baga andante. E comichão. Caraças, que estes cabrões alimentam-se do meu sangue, se isto não é mais nojento que uma aranhinha, num cantinho da casa de banho, não sei o que será. E nem sequer consigo matá-los (não os vejo, só oiço) e muito menos apanhá-los com uma ceninha comprada no equivalente aos chineses desta vida.
Passei a noite a ouvir zzzzzz, a ser picada e em cima da cama com uma revista enrolada, a saltar cada vez que o cabraozinho (inho só em tamanho) poisava no tecto.
Hoje, acordo e qualquer semelhança emtre mim e o Camões, não é pura coincidencia, é picada de mosquito.

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