segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tenho pena

Tenho pena daquelas pessoas que ainda acham que o mundo gira à sua volta, incapazes de encontrar alguma tolerancia, e que acham que todas contrariedades sao uma grande cabala contra as mesmas.
Ando a aprender que uma pessoa é só uma pessoa é só uma pessoa. E isto serve-me para os dois lados. Que se eu chorar não tiro bocado a ninguém, se me enganar, tudo se resolve, se os outros se zangarem o meu mundo não pára, se se irritarem ainda menos, se perderem a paciencia, problema deles.
A coscuvilheira que há em mim (que não é pequena) aprendeu com o tempo a não julgar. Que todos temos telhados de vidro e eu tive que partir os meus para o perceber. E se, inicialmente, me dava ao trabalho de eu própria encontrar desculpas nos erros dos outros, agora nem isso. Quero lá saber se o vizinho vinha mesmo com a sobrinha, quero lá saber se a amiga da outra foi mesmo intriguista, quero lá saber quem é o pai da criança. O dito (ou não, coitadinho) lá terá as suas dores, seja eu capaz, ou não, de julgamento.
O crescimento é uma merda que dói para caraças. Como sou baixinha, o que me foi poupado na adolescência, compensou nos trinta. E é por isso que tenho pena das mentes pequeninas, incapazes de deixar passar sem uma sentença. É que essa merda deve doer. E quando crescerem, nem vos conto.





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