domingo, 30 de outubro de 2011

Juizinho, sim?

1. É irlandês
2. É teu professor
3. É mais baixo
4. Aquele facebook é tipo só para alunos, deve ter outro "a sério".
5. O facto de ter começado a fumar na quarta aula foi só uma coincidencia.
6. Ter-te pedido a ti, para fazer a entrevista para o artigo sobre emigrantes que não têm o inglês como lingua nativa, e não a qualquer outro aluno, deve-se, simplesmente, ao facto de seres uma autêntica matraca, sempre a contar todas as parvoíces, sem vergonha na cara
6. Aquela história de "ou fazes os tpc, ou vou ter que passar a castigos corporais" era uma brincadeira inocente (ou demasiado kinky, o que não é melhor)
7. Essa coisa de ser tão doce ia fartar-te em três tempos, assim que te passasse a vulnerabilidade.

O primeiro ponto, por si só, deveria ser suficiente para deixares de achar piada ao prof de inglês.
E deixa de ser cabeça no ar. Quando ele te pede para passar alguma coisa para discurso indirecto, quando pergunta se tens planos para hoje, quer que respondas " ele perguntou se tinha planos para hoje" e não quer saber que planos tens.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ao engano

E’ impressionante a percepcao que podem muitos ter sobre si proprios.
Vejo cada descalabro entre o que e’ a realidade e a percepcao que cada um tem de si proprio, que cada vez tenho mais receio de andar eu propria ao engano. Morder a lingua e’ lixado.
Hoje, numa formacao daquelas totinhas sobre como interagir em equipa, com os outros e blablabla, tivemos que nos auto-avaliar a nos proprios nalguns dos nossos comportamentos.
A pergunta, faco tudo o que possa para ajuddar e promover o bem estar da equipa, que respondeu a mete-nojo-cor-de-rosinha?
Pontuacao maxima, claro.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Faz lembrar algum outro pais?

Na Irlanda, onde choove cerca de 360 dias por ano, choveu ontem e hoje mais um bocadinho e ficou tudo parado (e inundado). Ele e' autocarros avariados, auto estradas intrasitaveis, centros comerciais fechados, LUAS parados (o electrico de Dublin), enfim, o caos. E porque?
Porque parece que nao tem as infraestruturas preparadas para a chuva.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pés molhados

Eu já sei que partir do particular para o geral é uma falácia, que por um gato ser preto, não significa que todos o sejam. Sei que o preconceito e o esterotipo são coisas feias. Mas também sei que a aprendizagem se faz da experiência e do erro. E esta é a minha experiência: os irlandeses são falsos.
Os portugueses, ou outros emigrantes, que conheço dizem -me que os irlandeses até são fixes, são afaveis, gostam de ir para os copos e levar companhia e etc e tal. Concordo. À primeira vista são um doce, muito simpáticos, muito preocupados, mas não passam de palavras.
Eu, ate agora, sempre que me virei para um lado, levei uma bordoada, sempre que virei costas, levei uma facada. Tenho levado muita festinha no pêlo, só para estar mais relaxada e nem perceber donde veio a pancada.
Algumas pessoas dizem que hà um proposito para tudo o que acontece nas nossas vidas. Não acredito muito nisso, mas percebo a necessidade de acreditar numa cena dessas, para conseguir relativizar. E, por isso, às vezes, dou por mim a pensar no meu proposito. Se existir, é sem dúvida, deixar de ser a ingenua, até agora super protegida destas coisas, em Portugal. Em boa verdade, em 30 anos, só conheci gente minimamente bem formada. Achava-me uma pessoa desconfiada, mas na realidade só desconfiava dos rapazes que, eventualmente, me interessavam (lá está a experiencia como aprendizagem).
O meu verdadeiro inferno na Irlanda têm sido as pessoas. De resto, é dificil dizer quem nasceu primeiro, se o ovo, se a galinha. Talvez o mau tempo não me atormentasse tanto se pudesse dizer que o pessoal é bué porreiro, talvez as pessoas não me conseguissem atormentar tanto se não chegasse a casa com os pés molhados.



domingo, 23 de outubro de 2011

Com especial agradecimento ao Sebastião José





Que mostrou à minha dona como é que devia fazer.
Ainda não estou muito convencida e recuso-me andar, mas estou quentinha e pronta para a chuva.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Esta semana, numa troca de e-mais sobre um assunto al qual eu dei suporte, uma das pessoas, respondeu, com copia a todas as outras, "muito obrigado". Assim mesmo, em português.
Não é frequente, desde que me mudei para a Irlanda, ouvir ou ler alguém em português. Ouve-se muitas vezes um "gracias" aos meus colegas espanhois, um "grazie millie" aos colegas italianos ou um "merci beaucoup" aos franceses. Português ninguém sabe e ainda atira muitas vezes com um "gracias" esquecendo-se que Portugal e Espanha são países diferentes, com linguas diferentes.
Gostei tanto do gesto que nem soube como responder. Todas as respostas me pareciam pouco profissionais (abraços e beijnhos está fora de questão, não está?).
Isto prova duas coisas. Que é preciso muito pouco para fazer alguém sorrir e qe eu sou uma perfeita analfabeta emocional, incapaz de retribuir o gesto, tal é o medo de expor sentimentos. Mesmo os positivos.



Casual Friday

Quem é que se oferece para explicar à mete-nojo-cor-de-rosinha que à informal não é sinonimo de poder ir trabalhar de fato de treino?



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Achei fofinho


Depois de marcar as minhas férias, ao telefone:
Eu: Vó, dia 18 de Dezembro, eu a Balti vamos aí almoçar.
Avó: ahhhh, mas eu não tenho almoço para ela.


Olá outra vez

Fui baptizada com um novo nome: não-não. A minha dona agora, passa a vida a chamar-me não-não. E gosta de o fazer, especiamente, quando estou a brincar com sapatos ou a puxar o edredón dela para o chão, para poder deitar-me em cima.
Gosto muito de passear, mas ultimamente, abriram o frigorifico lá fora e assim, não me apetece muito. Preferia ficar em casa no sofá. O sofá é das minhas cenas preferidas. Como não consigo ir para lá sozinha, assim que a minha dona chega a casa, começo logo a pedir-lhe. Às vezes, até tenho que lhe ladrar, raisparta, que eu já percebi o novo nome e mesmo assim, ela não se cala, "agora não".
A minha dona, cada dia acorda mais cedo. Ainda não sei as horas, mas vejo que cada vez está mais escuro lá fora, quando toca uma cena branca, para a qual a minha dona, às vezes fala e à qual eu gostava de afinfar um dente. E tá uma cadela cheia de sono e levam-na logo à rua. Até fazer chichi, na relva molhada e gelada. Continuo a preferir os papeis dentro de casa.
Quando vamos à rua, gosto muito de comer os caracois que se passeiam nos arbustos. São crocantes. Também gosto das frutinhas desses arbustos, que a minha dona, por não ter a certeza se são blueberrys, berrys nao sei de quê, chama de berrys-puta-que-as-pariu.
E agora tenho que ir, que a dona já tá ali a chamar "não-não, o ipad não" e eu tenho que lhe abanar o rabo.

O último post está bem escrito, sim senhora

Um pessoa sobe tres andares me vez de dois e já fica num excitex capaz de a vir fazer escrever no blogue. Sem acentos, que o teclado não permite. Ah e zonza dessas substancias que o corpo produz em casos de extrema actividade fisica.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O cumulo da motivacao

Subir um andar a mais, sem me dar conta, nesta minha demanda do nao ao levador, sim as escadas.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tipo mãe solteira


Quem conquista esta aqui, conquista-me a mim.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Um ano de irlanda

- acordar todos os dias com esperança de melhor tempo e constatar que só piora;
- perceber que andar um kilometro, implica muito mais esforço fisico que em Portugal, por causa do vento;
- viajar muito e perceber que essa coisa do glamour das viagens de trabalho, só está na cabeça de quem nunca o fez. Trabalhar num quarto de hotel, comer sozinha, não ter tempo para conhecer as cidades, descalçar, tirar cinto, brincos e ganchinho no aeroporto, chegar amarrotada e com ramelas, não tem glamour absolutamente nenhum;
- desconhecer nome da parte do boi quando se vai comprar carne, porque nao ensinam nas aulas, nem especificam nos filmes ou nas canções pop (será que a lady gaga explicou?);
- Achar que o frio não custa assim tanto, que o aquecimento nas casas é bué da fixe, para receber depois uma conta de 500 euros de gás;
- começar por achar que a neve é muita fofinha, branquinha e gira e perceber que não é assim tão fofinha quando os cabroes dos putos vizinhos a atiram à cabeça, que escorrega e doi e deixa nodoas na negras na parte anatómica que se leva ao chão;
- perceber que aos 30 é mais dificil fazer amigos e emagrecer;
- chorar muito e perceber que até podemos ser fortes, mas porque chega um dia em que não temos outra hipótese.

faço um ano disto daqui a duas semanas. Hoje quando me pergutaram qual era o balanço, o que me apeteceu responder, e a primeira coisa que me ocorreu é que foi o pior ano da minha vida. Mas aqui estou, inteira e pronta para mais um.
Venha ele.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dores

Como já disse, algures, por aqui, as dores do crescimento custam muito, mas porra, as do emagrecimento custam muito mais!

domingo, 9 de outubro de 2011

O teu problema é

Não é segredo para quem leia este blogue, que recentemente, passei por uma fase muito dificil na minha vida. Sinto que essa fase está passar, ando mais animada, menos chorona, de muito melhor humor. Como diz uma amiga minha, "soy un junco". Vergo, mas não parto.
Pelo caminho, ficam as cicatrizes da ferida. A intensidade dos sentimentos diminui, mas nem tudo se apaga.
E neste momento, o que mais me apraz dizer é que eu não sou, nem nunca fui um problema. Tive problemas como toda a gente e, às vezes, a desonestidade dos outros, não compactuando com aquilo que sou, torna-se um problema. Isso não significa que eu tenha que mudar ou rever os meus principios. Talvez tenha que passar, apenas, a mudar os sitios onde vou buscar forças, para manter-me fiel a mim própria e às minhas convicções.
Depois da tormenta, devo dizer que, esses, apenas se fortificaram e que me fizeram perceber, cada vez mais, que não, eu NÃO sou um problema. Como toda a gente, às vezes tenho um aqui e ali. Faz toda a diferença.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quem precisa de homens?

Quando consegue resolver, sozinha, o curto circuito no circuito das luzes da cozinha e da sala?
Está bem que, depois de duas lampadas fundidas, bastava carregar num botãozinho, mas para chegar ao botãozinho, tive que subir um escadote e para abrir o quadro, era preciso fazer uma cena complicadissima com uma merda de arame/mola. Uma verdadeira missão à McGiver!



'Ta explicado

 

Acabei de ganhar 100 Euros num sorteio aqui no escritorio. E’ a segunda vez que ganho um premio desde que aqui estou (alias, o primeiro ganhei-o antes ate de aceitar a oferta, mas puseram o meu nome na tombola na mesma).

Esta onde de sorte, por outro lado, explica a ma qualidade do pao e a falta de padeiros, por estas bandas.

 

 




CONFIDENTIALITY NOTICE
NOTICE: This message is intended for the use of the individual or entity to which it is addressed and may contain information that is confidential, privileged and exempt from disclosure under applicable law. If the reader of this message is not the intended recipient, you are hereby notified that any printing, copying, dissemination, distribution, disclosure or forwarding of this communication is strictly prohibited. If you have received this communication in error, please contact the sender immediately and delete it from your system. Thank You.



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ufa

Ja posso respirar.
Abracar uma nova rotina requer algum tempo e esforco para organiza-la. E e’ isso que eu tenho feito, tenho andado a organizar a minha nova rotina.
Depois de uns dias muito bem passados em Portugal, resolvi que tinha que comecar a encarar esta adaptacao a um novo pais de outra forma e, para isso, teria que comecar pela minha rotina.
A palavra de ordem, agora, e’ estar ocupada. Tempo livre da espaco para pensar demais e, sim, isso existe, pode pensar-se demasiado.
Esgotar forcas tambem e’ uma prioridade, nao ha nada como uma noite bem dormida, com a sensacao de dever cumprido, para ajudar a ver tudo numa melhor perspectiva.
Finalmente, nao procrastinar e’ o meu novo verbo (eu sei que nao e’ um verbo e que existira algum que sirva como antonimo –fazer?- mas assim tem muito mais impacto).
Sendo assim, passei a ter todas as minhas tarefas agendadas, sejam profissionais, sem pessoais, sem dar muito espaco para tempos livres.
Ando a organizar a casa e, agora, que tenho tudo tao arrumadinho e bonitinho, so precisava de a pintar.
Passei tambem a vir a pe para o trabalho (o escritorio mudou de localizacao, recentemente). Levo 8 minutos de casa para o trabalho, 7 do trabalho para casa. Penso que esta diferenca de um minuto se deve ao atrito do vento, cuja direccao ajuda no retorno. Porra, digo-vos que sao 8 minutos bem dificeis. A contrastar com os 30 graus que, segundo ouvi dizer, se sentem em Portugal, aqui, ja se espera pela neve. La para o final do mes. Agora, ja temos gelo no carro, pela manha e eu, depois da minha caminhada, chego ao trabalho, sem sentir a cara, que fica congelada.
Sabado, comeco a ter aulas de Ingles. Eu que sou um bocadinho atipica a aulas de linguas, que tenho a teoria que nao ha nada como praticar para aprende-las, depois de 10 meses, a utilizar a lingua no meu dia-a-dia, resolvi ter aulas de ingles. Andava aqui a procura de cursos para fazer, para ocupar ainda mais os meus tempos, para dinamizar isto e, ja agora, para conhecer e conviver com pessoas fora do trabalho. Ponderei aulas de culinaria, de fotografia, do diabo a quatro. Se estivesse em Portugal, o que gostaria de fazer seria tirar um curso de comunicacao ou escrita criativa, mas o meu ingles aqui, serve para comunicar no dia a dia, mas nao para dar azo a grandes criatividades. Noutra altura, encolheria os ombros e pensaria “paciencia, nao tiro curso nenhum”. Desta vez, resolvi olhar para a coisa com outros olhos e em vez de virar a cara, fazer o que me faltava, para chegar ao curso que ate me interessaria. E a empresa ate tinha estipulado que eu teria direito a aulas de ingles. E’ mesmo isso. Ainda poupo uns carcanhois.
Organizar isto tudo e adptar-me a esta nova organizacao, tem esgotado as minhas forcas. As 9h da noite ja estou a cair para o lado, as 10h, tanto eu como a Balti, ja ressonamos.
Agora que isto comeca a ficar tudo encalliado, ja consigo respirar um bocadinho e, a parte boa (para mim), estou de volta ao blogue.