segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como encontrar o homem dos seus sonhos

Agora que o Arrumadinho resolveu escrever as suas justificações relativamente à ideia, e posterior cancelamento, do famoso e polémico workshop é que me apeteceu pronunciar sobre o assunto.
Se eu já desconfiava que este rapaz não sabia bem o que estava a fazer, esse seu post confirmou-me. Para quem lê o moço e ainda não percebeu, o facto de ter cancelado tão facilmente o workshop e de lidar tão mal com a critica alheia, prova a falta de segurança naquilo que está a fazer.
Mas o que me preocupa é o facto do rapaz dar a mão à palmatória, mas não pelos motivos certos, mas sim porque assim a coisa já não lhe dá prazer, blablabla, pardais ao ninho, "assim já não quero brincar".
Eu, faço-lhe o apelo, que leia cada uma das coisas que planeou ensinar e quantifique em quantas identifica a sua mais que doce. Teve ela que utilizar artefactos para se mostrar interessante ou, no seu ponto de vista, é-o naturalmente? As 40 pessoas que se inscreveram e o formador deviam pensar nisto.
O próprio rapaz contradiz-se nuns posts anteriores e, de forma bastante mais acertada, explica que o que não interessa a uns, agrada a outros, aquela que não se revelou a sua cara metade, terá, mais tarde, sido a cara metade de outro.
Eu tenho a teoria, e um ano de Irlanda confirma-me, que em Portugal, em muitos aspectos vivem-se ainda resquícios duma ditadura históricamente recente. As relações homem-mulher não são excepção. No tempo do Salazar, uma vez que as opções de estudar ou trabalhar eram muito poucas e consideradas imcompatíveis com a vida familiar, para uma mulher sobreviver tinha que arranjar marido. E para isso vivia. Desde tenra idade aprendia a ser uma fada do lar. Essa era a sua missão e vocação. Aprendia que o homem estava sempre primeiro, que era fisica, biologica e socialmente superior e por isso, a mulher tinha que ser aquilo que qualquer, ou talvez um homem especifico, quisesse. Resumindo e baralhando, para "ser alguém", a mulher tinha que arranjar um homem. E isso é o que eu leio no plano de trabalhos do tal workshop. Qualquer semelhança entre aquele sumário ou o indice da sebenta de "economia do lar" não é pura coincidencia.
Este menino conta-nos que já escreveu umas larachas por mail e já ajudou muita gente e por isso sente legitimidade em falar do assunto. E eu pergunto, quantos de nós não aconselhámos já uma amiga ou um amigo? E as coisas até se resolveram, deram certo ou deu para o tordo e pudemos pensar "eu bem te avisei"? Faz isso de nós verdadeiros gurus do amor? Este menino esquece-se que quem paga por uma coisa destas, não o faz por achar que o orador é o supra-sumo. Fá-lo porque está desesperado. E levará à letra e ao extremo, tanto aquilo que o homem aparentemente bem casado, lhe diz, como o horoscopo do correio da manhã. Este é um terreno perigoso para ser abordado com tamanha leviandade.
Acho piada quanto às justificações da virgem ofendida, relativamente ao preço da coisa. Pelamordasanta, alguém faz alguma coisa de graça? Essa polemica foi criada pelo próprio, quando dá um valor estimado por causa do IVA. Afinal de contas o rapaz até ia perder dinheiro com a coisa e mesmo assim tinha que pagar IVA. Aqui se perderam, duas belas oportunidades para se estar calado. Não condeno, sobretudo, em tempos de crise, aqueles que ao verem uma oportunidade de negócio, a aproveitam. Provavelmente, sr. Arrumadinho, até ter ganho o primeiro milhão, também o Dr. Phil foi gozado e criticado. Por isso, este recuo revela apenas falta de maturidade, convicção e segurança. Pondo os olhos no exemplo da própria mulher, constata-se como soube, ao longo dos anos, rentabilizar publicidade negativa. Bem me lembro como era criticada pelas criticas que fazia aos vestidos dos tapetes vermelhos desta vida e nem por isso o deixou de o fazer. E quando os tais "haters" se começaram a multiplicar e levava os seus comentários ao escrutinio dos leitores do blogue, destilando mais odio e adoraçao.
Pelo que vejo, enquanto blogger que quer rentabilizar (ainda mais) o blogue, o Arrumadinho, tem ainda muito que aprender e há duas coisas essenciais que ainda não percebeu. Que um terço das suas visitas se devem exclusivamemte ao facto de ser do genero masculino, porque há um qualquer fenomeno blogoesféfico que leva a que essa seja condição suficiente (mas não necessária) para ter algum sucesso e que os outros dois terços, se devem ao facto de ser casado com a blogger com mais visitas em Portugal.
Posto isto, eu voto no cancelamento do outro workshop, o dos blogues.

10 comentários:

Bloga-mos disse...

A minha Clarinha está cá com um espírito natalício que faz favor. Assim mesmo, vai e dá-lhes que fazer...

Maria disse...

Ahahah, muito bem Clara.
Gostei do "Clarinha ", tou a ver que o romance está a evoluir.

Fuschia disse...

Mesmo quando dou conselhos a alguém salvaguardo sempre que é uma opinião, não é para seguir à letra, quanto mais colocar-me nessa situação extremamente sensível de dar uma receita a alguém de como conseguir uma coisa tão imprevisível como fazer alguém apaixonar-se por outro.

Além disso, à parte das mal afortunadas, se lhe aparecer um caso de psiquiatria como é que ele faz, reencaminha para o sítio certo, ou continua a fingir que também sabe?

Miguel disse...

Nao concordo com a Clara: "No tempo do Salazar" as mulheres procuravam marido para sobreviver", entao e nos outros paises onde nao houve Salazar?
A verdade eh que desde que a mulher comecou a ganhar dinheiro por si propria ja nao quer saber de casar. Quer eh dar umas quecas e depois se dai sair algo, tomar responsabilidade unica pelo facto. Isto ve-se claramente em paises como Reino Unido e Irlanda onde ha milhares de maes solteiras, e porque os mesmos governos toleram.

Bloga-mos disse...

Clarinha, se o teu desejo assim o exigir vou ao trombil a este Miguel, sim? Gosto tanto de porrada...

Miguel disse...

Clarinha, o teu namorado eh masoquista!!Cuidado!!

Miguel disse...

"Namorado" perdao!Futuro marido.

Prezado disse...

Miguel, queca responsabilidade e mulheres na mesma frase não dá. Elas querem é que ninguém as chateie... As mulheres querem casar na mesma, não querem é chatices.

clara disse...

Fuschia, to my point! Eu até acredito em psicologos e coaching que ajudem a superar ansiedades e gerir o melhor que há numa pessoa, mas estou convencida que alguma das pessoas dispostas a pagar 40 euros a um arrumadinho desta vida, terão problemas mais grave, para os quais sste menino não tem formação para lidar.
O que me irrita mesmo no post dele é o facto de considerar que o homem dos sonhos de qualquer mulher é feito à sua medida, e não aceitará uma mulher que leia nicholas sparks, veja certos filmes ou não vista a roupa certa. Esquecendo-se que há homens que se estão maribando para essas coisas e, pasme-se, hà homens que até gostam de nicholas sparks.
Miguel, quando falo no tempo de salazar, o meu objectivo é mostrar que se trata de um passado relativamente recente. Nos anos 60, enquanto em Portugal, na economia domestica ( e nao economia do lar como refiro no post) enquanto as portuguesas aprendiam como satisfaser e que não podiam procurar satisfação (true story, isto está na sebenta a que tive accesso) as irlandesas e inglesas andavam a queimar soutiens. Tenho que te corrigir, não se vê "claramente" nada do que dizes, que esta clara vive na irlanda e nao faz nada dessas coisas. ;)
Bloga-mos da minha vida, that's my man! Ignora a cena do masoquista do Miguel, cão que ladra não morde!;)
Para o Miguel e o Prezado, se eu fosee uma arrumadinha, agora escrevia um post a explicar o querem as mulheres, bem à minha medida e do meu mundinho, mas claramente tenho que vos apresentar umas amigas!

clara disse...

Ups, ignorem os erros, sobretudo o satisfazer com s!