sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Self-suficient (ou post futil da semana)

Este fim-de-semana cortei e pintei o cabelo a mim propria. Nunca na vida fui uma rapariga muito prendada (para mal de todos os pecados da minha avo, que bem se esforcou), mas isto de se viver fora tras estas coisas. Ja ha muito que arranjava as unhas a mim propria, ao inicio com muito pouco sucesso e conseguindo significativas melhorias ao longo dos anos.
Conheco muito poucos cabeleireiros aqui e a unica vez que arrisquei odiei. Nao me estava nada nada a apetecer gastar uns 40 ou 50 Euros, numa porcaria que nao ia gostar.
Ate que me lembrei de ver essa coisa que se chama tutorial, que ha aos milhares no youtube e ensina quase tudo, desde como pintar o dedo mindinho do pe, ate outras coisas pouco aconselhaveis a mentes mais sensiveis.
Descobri que o que nao falta e’ brasileirada a ensinar os meandrios da beleza e da auto-suficiencia. Pior do que estava nao ia ficar. Cortei poucochinho, para o caso da coisa correr mal, nao ter que rapar para solucionar. E correu bem. Cortei oa franja na diagonal e o resto, em camadas (termos tecnicos aprendidos com as brazucas). Gosto. Arrisco ate dizer que ficou melhor do que muita cabeleireira por ai.
Pintar ja foi mais dificil. Andei dias e dias, pinto, nao pinto. Queria mesmo ficar com a cor que via na embalagem de 6€ comprada no supermercado. Mais uma vez googlei e encontrei muitas criticas negativas ao raio da tinta que tinha comprado. Mas, ainda assim, estava indecisa. Muitas das criticas eram, “queria o cabelo castanho e ficou preto” e o meu medo era que ficasse cor-de-laranja e nao mais escuro (sou loira, by the way).
Domingo de manha acordei e tive uma ideia brilhante. Cortei um mecha do meu cabelo, colei as pontas com fita cola, para nao andar a espalhar cabelo pela casa (espalhei na mesma, mas enfim), preparei um bocadinho da tinha e pintei o cabelo cortado. Aproveitei e pus tambem um pouco da tinta, ao lado do ombro, no sitio da alca do soutien (para poder tapar, caso corresse mal), para confirmar que nao fazia alergia.
Aqui, armei-me em pro, olhando para a mechinha a cada 5 minutos, para calcular tambem o tempo ideal. Tabgas, porque ja se sabe que aquilo com a tinta e molhado nao da para ver nada e, agora que passei pela experiencia,percebi as cabeleireiras que fazem isso, estao so a fazer-se de entendidas no assunto. Lavei a mechinha, sequei com secador (a fita cola para esta parte nao e’ suficiente) e gostei. Gostei muito da minha mechinha e passei o resto do dia a po-la ao lado do meu cabelo, ainda intacto na cabeca, a apreciar o resultado e a imagina-lo na minha cabecinha.
E pronto, assim passei a ruiva, com franja na diagonal e cabelo em camadas.
E ficou bem giro.

3 comentários:

Andre disse...

Podes dizer que tens sorte, se tivesses passado pela tropa, semana sim semana nao, ias a rapar!

Anónimo disse...

Boa! Adorei os bastidores da aventura capilar. Parece q te estou a ver.... Bbbb

AvoGI disse...

eu nao deixo esse crédito por maos alheias. eu sempre cortei o meu cabelo
kis :=)