quinta-feira, 10 de maio de 2012

What’s the point?

Uma pessoa aturas-lhes os maus humores, o ressonar durante a noite, apanha-lhes a roupa do chao, os sapatos do meio caminho, aceita as saidas com os amigos, as bebedeiras que aumentam a amplitude sonora do tal ressonar, lava-lhes a roupa intereior e para que?
Para daqui a uns tempos ele achar que lhe falta qualquer coisa, que afinal nao é feliz, que perdemos o fulgor sexual depois de lhes lavarmos as cuecas, que estamos demasiado cansadas depois de noites a fio a ouvir o ressonar para sair á noite. Para daqui a uns tempos, a que nunca o viu cortar as unhas dos pés dar-lhe mais atencao, a mais nova o acompanhar ou simplesmente descobrir a liberdade de nao ter horas para chegar a casa, apesar de nós termos tido sempre o jantar a horas?
Vale a pena? Bem sei que nós até podemos ser piores, temos a neura do mes, queremos falar com as amigas ao telefone, também podemos ser dessarrumadas (o meu caso), mas de que e que vale o esforco, a dedicacao, a entrega, se vai sempre, sempre, aparecer qualquer outra coisa.
Nao sou eu que o digo. Sao as estatisticas. Eu cá so as aceito e aprendo a viver de acordo. Cá paredes meias, para mim nao.

2 comentários:

Anónimo disse...

Epa, arranja um que nao ressone!

bee disse...

clara, isso é tudo verdade. mas também há os que nos aturam as neutras, e nos fazem rir, e nos conquistam com um sorriso, apesar do ressonar, da resmunguice, etc, etc.
[só porque não acredito muito nos determinismos, e não acho que se deva desistir por causa das estatísticas!...]