terça-feira, 24 de julho de 2012

Empatias

Não temos de gostar de toda a gente, pois não?
Uma pessoa pode ser muito boa pessoa, bom fundo, bons valores, mas não tem que passar a ser uma prioridade, mesmo que se viva no estrangeiro e só se conheça duas pessoas, um cão e um gato. Nem sempre falamos a mesma língua e eu até falo 4. Não consigo ter muita paciência para quem não tem sentido de humor. E muito menos para quem acha que tem o maior e melhor porque se ri sempre que ouve a palavra cocó (a menos que seja dita pelo Bruno Aleixo, que esse já não tem piadinha nenhuma).
Eu bem tento não ser o feminino de um bode velho. Tenho consciência que posso ser um bicho do mato e não quero ser má, mas o tempo que passo comigo própria tem demasiada qualidade para ser preterido pelo tempo passado com alguém a quem tenho que explicar "era só uma piada" ou que nem só o que se veste conta e muito menos o que se faz profissionalmente.
Ser emigrante no mesmo país não obriga a que sejamos os melhores amigos. E se assim for, emigro já outra vez.
Não é fácil encontrar boas pessoas nos tempos que correm. Muitos e muitas talvez fossem capaz de ir lá ao fundinho do meu caixote de lixo, mas há empatias e empatias e há pessoas que me geram muito poucas.
Lá está, tempo de qualidade não pode ser desperdiçado e aos 32 anos já não papo grupos destes.

2 comentários:

Anónimo disse...

Oh rapariga, nao me digas que ja andas ah cabecada com os teus vizinhos Lusos?

clara disse...

Népias. Só a pensar alto.