segunda-feira, 30 de julho de 2012

No trabalho

Diz-se por aí que conhaque é conhaque e trabalho é trabalho. Trocando por miúdos, relacoes de índole amorosa ou sexual no trabalho são má ideia.
Não podia discordar mais. Um dos argumentos utilizados é a questão da reputação, mas eu presumo que nenhuma das meninas que me leia seja tao inconsistente ao ponto de andar a fazer olhinhos a tudo e mais alguma coisa. Eu não sou.
Desde que comecei a trabalhar tive dois casos no trabalho. Acho normal, tendo em conta que passamos 80% do nosso tempo, no trabalho. Vivendo fora, a coisa ainda se torna mais normal, dado que 90% das pessoas que conheço são aquelas com quem trabalho. Ou me dedico aos encontros online desses sites manhosos ou acabo por me encantar com o que tenho oportunidade de ver.
Sou profissional, por isso, esteja a coisa a correr muito bem ou muito mal, sou menina para nem olhar para o colega em questão, dentro do espaço e horário laboral. Case tenha mesmo que falar, por motivos de trabalho, faço-o sem qualquer problema e da mesma forma que falo com o colega de 90 anos, longe de me fazer tremer as perninhas.
De resto, ate se pode dizer que sou bastante a favor. Enquanto a coisa está na fase do flirt, a motivação para vir trabalhar, é a dobrar. A pessoa até salta da cama, doida por picar o ponto. Arranja-se mais, tapa as olheiras, afinca-se na dieta e acaba por ser um deleite para o ambiente de trabalho em si.
Quando a coisa da para torto, faz-se aquilo que se faz, nestas situacoes, sejam elas passadas com colegas de trabalho, sejam elas passadas com o gajo que se conheceu no Jamaica, há duas semanas. Foca-se no trabalho. Só vantagens para a entidade empregadora.
Nos meus dois casos, a coisa correu mal. E confesso que nos primeiros dias não foi fácil e todas as manhas pensava que, raisparta, lá tenho que ter encontros imediatos outra vez. E o primeiro gajo era chatinho. Passava o tempo a chamar-me para cigarros e depois gostava de se gabar da conquista do fim de semana, á minha frente. Apetecia-me mandá-lo para um sitio que eu cá sei. Mas a verdade é que, pelo meio andava com tanto trabalho que não tinha tempo para pensar nisso e com o tempo, o azedume passou-me e hoje, posso dizer que somos grandes amigos. Sou menina para ir para os copos com a actual namorada sem problemas nenhuns.
O segundo, o irlandês, é bastante menos chatinho. Esse evita-me no cigarro e é capaz de ir para a direita se me vir a fumar do lado esquerdo. É um bocadinho desconfortável. Se estiver mais gente a fumar, lá fingimos que não é nada connosco e fumamos todos tipo amigos. Não é uma situação ideal, não senhora, mas é coisa para acontecer durante 5 minutos por semana e que não me tira o sono. Custa-me bastante mais quando o encontro no pub,suficientemente descontraído para vir com piadinhas.
Isto só para dizer que não percebo qual é o problema dessas coisas no trabalho. Aqui na Irlanda vê-se muito, devo dizer. Á descarada.

2 comentários:

Maria disse...

Faz bem namorar no trabalho! Desde que as desilusões não afectem o dito... Também tive os meus casos de trabalho e, o meu homem, conheci no trabalho mesmo :) e estamos juntos faz algum tempo.

Pec disse...

Sim, também não vejo qual é o problema. Se uma pessoa não viver o bom com medo do que possa acontecer com o fim, então não vive, não é? Além disso, as pessoas que são boas profissionais não deixam de o ser por causa disso. Se sim, é porque a relação é uma desculpa para o facto de não serem bons profissionais, anyway.

p.s. Já passei um ano inteiro com dois colegas, que julgava que eram irmãos, e afinal eram namorados. Tanto nele como nela era notória a boa relação entre os dois, que acabava por nos contagiar a todos pela positiva, e vai no fim... :) a casa só teve a ganhar, naquele caso.