quinta-feira, 5 de julho de 2012

Se eu mandasse

Se eu mandasse nao havia cá essa coisa do não é carne nem peixe. Tudo seria invariavelmente intenso, bonito e quentinho.
Se eu mandasse nao haveria analfabetismo emocional, como o meu e o teu, e não teriamos que sair desta trapalhada toda.
Se eu mandasse não teria que fazer o pino ao miúdo a quem acho piada, nem teria que mandar à fava o chato que não tem pontinha nenhuma por onde eu lhe pegue - que outras pegarão.
Se eu mandasse só havia amor e amizade. As mulheres não quereriam cá colherzinhas no final, nem os gajos teriam sono depois do dito.
Não haveria engordas ou agradecimentos e muito menos dietas, que já lá vão 4 kilos sem um pão com manteiga que se aproveite.
Não Haveria distancias, nem culturas, nem pronuncias irlandesas indecifráveis.
Não haveria um a tirar um curso num ano, nem outro a obter diplomas ao Domingo. Haveria muitos. Equivalências pelas competencias. Cursos de experiências. Diplomas de vida.
Se eu mandasse, tu não me inspirarias particularmente, mas sim, genericamente, tal como todas as generalidades do mundo.
Se eu mandasse, não te escreveria a ti, aqui e agora, estas mesmíssimas palavras. Escreveria sim, algo genial, mais do mesmo, porque tudo seria genial, até o rotulo do champô que lemos na casa de banho.
Se eu mandasse...

1 comentário:

Anónimo disse...

Possas, ainda bem que nao mandas!!