terça-feira, 27 de novembro de 2012

Caros amigos

Quando fiz o meu primeiro amigo gay, senti-me uma gaja muita moderna. Imaginei-nos a discutir out-fits, penteados e outras técnicas que tais para maravilhar o género masculino.
Concerteza aquele não seria o meu primeiro amigo com tal escolha sexual, mas era o primeiro que assumia, que contava as histórias na tropa e explicava o famoso mito do radar. E eu deixei-me deslumbrar.
Pois, deixem-me que vos diga, a realidade não é como nas novelas.
O meu amigo gay veste-se mal, não me sabe dizer se o rapazinho que me deixou com dúvidas está dentro do radar, ou não, e fica-se mesmo só pelas histórias na tropa que nunca mais acabam e basicamente são iguais às nossas. Flirt, encontro, beijinho e pumbas. Sendo que pumbas significa que ou se inicia uma relação ou fica-se pela night-stand.
Depois de todas estas desilusões, tive o infortúnio de perceber que estes gajos têm, ainda, oitro grande defeito. Os gajos acham que nos podem tocar à vontadinha. Ele é mão na cintura, palmadinha no rabo, ele é dançar na versão americana, espeta lá o teu rabinho e esfrega-o aqui.
Oh meus amigos, o facto de nós sabermos que vocês não nos vêm dessa forma, que não vos cresce o entusiasmo, nem vão para casa com ideias, não muda um simples facto: nós sentimos na mesma.

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