terça-feira, 27 de novembro de 2012

Notas soltas

Quando eu gosto de alguém, não há quem me pare. Ja falei sobre o pino, cuspir fogo e outras metáforas que me sairam geniais. Ele é mensagens, ele é pôr-me a jeito para um convite, "vais ver o jogo do Porto? Já te disse que adoro futebol e o Pinto da Costa é o meu pai?", ele é todos os pretextos e mais alguns.

Eu e todas as gajas temos o chamado síndrome de Nothing Hill, em que acreditamos que, no momento em que estivermos a dar uma conferência de imprensa bué importante, nos vai aparecer o Hugh Grant, a fazer uma pergunta qualquer que já não me lembro, mas que era muito enternecedora. Enquanto chamam e não chamam para a tal conferencia, contentamo-nos com o drama, em forma de sms. "dói-te o dedo mindinho? Que queres dizer com isso? É alguma indirecta. Acho que é melhor encontrarmo-nos, que por mensagem não nos vamos entender".

Todos os gajos que me rejeitam, arrependem-se. Pronto, confesso, só alguns. Ok, foi só um. Aquele que teve um acidente, ficou um mês em coma e sem fazer puto ideia qual era a diferença entre o que tinha acontecido há 3 dias ou há 3 anos. Aparecemos, juntas, pela porta daquele hospital dentro, eu e a actual e demos-lhe cabo da cabeça. Ele acordou a achar que eu era a namorada que sempre quis. Também acordou a achar que tinha sido forcado toda a vida e que tinha um cavalo preto. Faz sentido, no fundo, são 3 coisas que qualquer um almeja na vida.

Isto no fundo, não são notas soltas nenhumas, estão bem juntinhas, a contar uma mesma coisa. Que eu sou muita boa, que isto, num blogue, pode-se tudo.

1 comentário:

redonda disse...

:))) Nunca tinha pensado nessas possibilidades para afirmar "O Pinto da Costa é meu pai" :))