domingo, 30 de dezembro de 2012

2012

Sou menina para ir contra a maré e não me por a fazer balanços, nesta altura do ano, só porque toda a gente faz, mas... Pus-me a pensar neste meu ano que passou e no balanço que teria feito o ano passado, por esta altura e sinto-me tentada a dizer que 2012 foi o meu ano. Pelo menos, até agora. Passaram-se milhares de coisas este ano e acho que dei um salto que precisava ter dado há muitos anos. Já 2011 foi o meu não ano. Também me sinto tentada a dizer que foi o pior e espero que nunca mais venha um minimamente parecido.

Já escrevi mil vezes sobre o quanto aprendi, sobretudo sobre mim própria, já escrevi mil vezes sobre a história do denominador comum, quando estamos no centro de situações comuns e não me canso de o fazer outra vez. Ás vezes, preciso de fazer esse exercício, outras vezes, tenho esperança que seja tão esclarecedor para outros como foi para mim.

Eu, como muito boa gente, tinha dois defeitos, até agora (entre outros, claro). Primeiro, deixava a minha sorte nas mãos das situações, depois, esperava que os outros vissem o meu valor escarrachapado na minha testa. Demorei a perceber que o mundo, os outros e a nossa vida, é o que nós próprios fazemos dela. Uma pessoa é só uma pessoa e tem, na nossa vida, o espaço que lhes dermos.

Esta minha vinda para a Irlanda é o melhor exemplo. Toda a minha vida quis ter uma experiência internacional. Quando finalmente, a tive e percebi que é bem menos glamorosa do que a pintam, fui-me completamente abaixo. Arrependi-me e achei que tinha, por que tinha, que voltar para Portugal. Enquanto isso não acontecia, nem vivia dum lado, nem doutro. Ia a Portugal já a queixar-me do pouco tempo e já a sofrer por antecipação, por ter que regressar.
Um dia, acordei e pensei, "espera lá, afinal de contas qual era o meu objectivo?" Era aprender a língua, perceber essa coisa das diferenças culturais, conhecer pessoas, melhorar os meus conhecimentos a nível profissional. Quantas destas coisas estavam ao meu alcance? Todas. Eu é que não estava a fazer nada por elas. Esperava que só por ter feito a viagenzinha de avião, carregadissima, iria ter tudo caído do céu. Fiz a minha lista e resolvi começar pelo mais fácil. A empresa até me pagava as aulas de inglês, por isso, bora lá aperfeiçoar a coisa. Um objectivo riscado. Depois foi sempre a andar e a pouco e pouco, vi-me integrada num país bué da frio, vi os amigos aparecerem, vi frutos do meu empenho no trabalho. Às vezes, ainda há dias difíceis, ainda há momentos de solidão, ainda há muitas saudades. Mas agora é só às vezes. E em Portugal haveria outra merda qualquer.

Agora no finalinho do ano, voltei a ter uma situação menos boa, mais a nível pessoal, que, hoje, acho que também teve a sua finalidade. Eu sou uma analfabeta emocional. Há anos que não tenho uma história de jeito e, sinceramente, às vezes, isso custa-me. Tenho saudades de ter saudades de alguém, de ter borboletas no estômago, de beijos longos e abraços apertados.
Também eu, por vezes, meto na cabeça que o sucesso ou insucesso da minha vida nesse aspecto me define. E tenho um medo danado da rejeição por causa disso. Depois de tudo o que descrevi lá em cima, ainda me passa pela cabeça que determinada pessoa não querer nada comigo faz de mim um fracasso. Ou melhor, achava, até ter conhecido um rapaz recentemente.
No momento em que o conheci, achei logo que se ele me desse bola, saltar-lhe-ia para cima. Comecei por estranhar quando ele deu e pus-me logo a pensar que, desta vez, não podia fazer disparates. E fiz. Claro que fiz. Quando achamos que tudo depende de nós, fazemos tudo o que a nossa imaginação permitir. E bolas, se eu sou criativa. Falo demais, escrevo demais, rio demais, choro demais. A história não correu bem. O rapazinho acabou por seguir outro caminho onde eu não estava incluída. Mas a grande surpresa, aquilo que só tive capacidade de perceber recentemente, é que não dependia de mim. Ou pelo menos, não só de mim. As outras pessoas também têm vontades, também têm histórias e também têm fantasmas. Enfim, percebi que nem tudo depende de mim e que uma rejeição também é só uma rejeição. Que não posso exigir às pessoas que desconhecem o meu valor e, também, que há que apresentar valor e não armar-me em maluquinha "olha outro que não quis nada comigo, mais um e pardais ao ninho". Não foi mais um (não chegou a ser), foi uma pessoa que me ajudou a subir mais um degrau.

E termino por aqui o meu balanço, que isto já está muita grande e não era esse o meu objectivo. A minha grande lição foi só uma: as coisas são aquilo que fazemos delas.

Serviço público

Sempre que alguém vos magoar, for menos simpático, mal criado, intriguista, tudo o que se possam lembrar e que seja humanamente possivel (mesmo que pareça pouco humano) , lembrem-se, seja quem for, essa pessoa, fora dessa capa ou personagem, terá sempre algo em comum convosco.
Seja qual for a religião, crenças, valores, educação, também essa pessoa vive o seu dia-a-dia o melhor que pode. E, no final, essa pessoa quer o mesmo que nós: ser feliz.

(modo lamechas para terminar 2012 em altas)

E porque é que decidiste emigrar?

Pois. Não decidi. Acho que esse é o truque.
Na minha empresa, todos os anos, temos que escrever um "Plano de carreira", onde temos que explicar o que gostávamos de fazer, onde nos vemos daqui a uns anos e mais umas tretas que dizem que servem para se lembrarem de nós, caso surja a oportunidade. Daquelas coisas que nós achamos que só servem para encher chouriço, quando nós até já tínhamos o chouriço quase a rebentar. Para despachar a coisa, todos os ano recorri à frase feita "experiência internacional para desenvolver e adquirir conhecimentos".
Praí em Maio de 2010, perguntaram-me se gostaria de integrar o novo projecto que estavam a desenvolver na Irlanda. Não me lembro de sequer ter parado dois minutos para pensar, "bora!" foi a minha resposta e já está. Porque na minha empresa as coisas não são tão taxativas, seguiram-se meses de muitas entrevistas, algumas negociações e muito tempo para pensar no assunto. Que, basicamente, não foi utilizado para esse fim. Tive momentos de medinhos "ai Meus Deus não quero nada ir", tive momentos de certezas absolutas "isto é mesmo o que eu quero", mas a verdade é que não pensei muito ano assunto. De repente, estávamos em Outubro e eu já estava a chorar em jantares de despedida. Quando dei por ela, estava a tentar enfiar todo um interior dum T2 na margem sul, numa mala emprestada.
Dois anos depois, já me arrependi, já me congratulei, já chorei e não foi pouco, já fui feliz. As saudades apertam sempre, mas com o tempo, vamos aprendendo a viver com elas e a desfrutar das novidades duma nova vida.
Poda ter sido muito diferente? Talvez. A verdade é que este foi o meu caminho e não conheço outro. Não sei se tivesse pensado muito no assunto, se seria diferente. Provavelmente, não teria vindo.

Tento manter os pés no chão, baixar as expectativas, manter-me pouco vulnerável e deixar de lado as minhas fragilidades, ainda assim, tendo em conta o desenrolar dos acontecimentos, quero que se lixe, hoje é assim que me sinto e é isto que me sinto no direito de pensar. Felizmente, o Saamago já o tinha dito e, obviamente, melhor que eu.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Afinal o meu Natal vem mais tarde

Num dos fins de semana de Janeiro. E eu sou como as meninas pequenas e só por causa disso, hoje já nem durmo. Nem quero imaginar na véspera!
Ai, o mundo dá tantas voltas!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Em 2013

Este ano, só fiz uma resolução para 2013.
Desporto.
Depois da prova de 500 vestidos para a passagem de ano, decidi que este ano não só tinha que fazer uma resolução com a mesma deveria ser sinónima de tonificação.
Fiz um pequena investigação, já que se é para começar em 2013, que seja logo logo no dia 1. E isso exige trabalho prévio.
Já que tenho que passear a cadela todos os dias, que tal pô-la também a correr. Fizemos um
ligeiro teste. Fomos passear as duas, felizes e contentes, até encontrarmos uma cavalier igualzinha à Balti, mas que se chamava Malti. Porra, que raio de coincidência é esta? O passeio acabou por durar uma hora. O único exercício feito foi dizer "tão fofinha" quinhentas mil vezes, a uma cadela igual à minha.
Uma amiga, sabendo dessa minha nova demanda, levou-me as umas aulas de dança. Depois de pisar 4 vezes o parceiro e cair cinco, percebi que dali traria muitas dores, mas não musculares.
Resolvi fazer uma visita ao ginásio cá do sitio. Raisparta que sou muita desmemoriada. Como é que eu me esqueci da aventura chamada balneário? E porque é que as gajas acham que num balneário a toalhinha se usa à gajo, só pela cintura? Se eu quisesse ver mamilos ia a outro sitio. E, minhas meninas, bem sei que é inverno e tal, que podemos aproveitar para poupar o corpo ás violências da cera, mas nesse caso, por favor, usem calções. Ds verdadeiros. Uma cueca branca por cima de calções felpudos, é uma imagem que me atormentará até 2023.
Está resolvido. Desporto, para mim? É o hoola hoop da wii.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

E a passagem de ano?

Cheira-me que não vai ser muito melhor...
Tive 2 convites, um dum gajo muita pretensioso, que fala sempre no "champú" (sic) que vai beber e o preço que lhe custou, outro, do meu amigo gay.
Claro que o do amigo gay me pareceu muito mais aliciante. Divertimo-nos sempre, vamos com planos de nos misturarmos na multidão e, sendo gay, tem ainda a vantagem de que nunca tentou, nem tentará, beijar-me.
Enquanto o gajo foi a casa passar o Natal, tratei de fazer a minha pesquisa quanto ao sitio ideal e experimentei 500 vestidos, na esperança que algum me disfarçasse a anca e a barriga e, já agora, as mamas (que fizesse milagres, portanto). Lá comprei um vestido em que não pareço a popota (a de antigamente, que a actual 'tá gira que dói) e lá arranjei um sitio fixe. Eis senão que, hoje, o gajo me informa que conheceu uma pessoa. Ah que fixe, fico tão contente por ele. Pois, se ele não estivesse a tentar a fazer a passagem de ano com a nova conquista e eu não tivesse passado para plano B, caso o gajo não aceite.
Olha, vou sozinha. Que se foda.

Já passou

Não gostei do meu Natal. Acho que não gosto do Natal e tenho vergonha de o assumir. Nunca vi ninguém que vibrasse tanto com o Natal como os irlandeses e há algo mágico nos seus olhares, nestes dias. Invejo-os um pouco por isso. Por terem a coragem de pôr corninhos de renas nos carros, de passarem o dia a ouvir e a cantar wham ou the pogues, enquanto ignoram os estrangeiros que dizem que já não aguentam e de se vestirem com camisolas de Natal.
Este ano estive longe. Fiquei pela Irlanda, porque todos estavam longe uns dos outros, o ano passado. Nasci numa família pouco pacifica que se recusa a tolerar-se, mesmo nestes dias. Obrigam a dividir-me e, por isso, decidi ser eu a egoísta. Não foi bom.
Tentei lembrar-me de um bom Natal. Só me ficaram dois na memória. Aquele em que recebi uma boneca que andava e outro, muitos anos mais tarde, em que o meu bisavô resolveu que devia poupar nos presentes e embrulhou o que tinha lá por casa. Livros do reader digest e revistas pornográficas do tempo de mil novecentos e troca o passo. Deu para perceber como eram essas coisas antigamente (e que estas coisas também são cíclicas, que a Rita Pereira fez uma produção parecedissima, este ano) e que ele tinha alzheimer. No ano seguinte, recusava-se a estar connosco porque não sabia quem éramos.
o resto, o que ficou, foram as filas no transito, os encontrões nas lojas e as discussões lá em casa.
Já passou. Venha daí o resto do ano que é, sempre, bem melhor.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Hoje, dia 21 de Dezembro de 2012, dizem que vai acabar o mundo e aqui estou eu, sentada á secretaria do escritório, a fazer cenas a que chamamos financeiras e não interessam nem ao menino Jesus, vestida de mãe Natal, com um vestido tricotadinho pela senhora minha mãe.
A Irlanda transformou-me.

O mundo não pode acabar amanhã

- porque é sexta-feira. Dava-me mais jeito a uma segunda. Amanhã ainda vou pó pub e ainda me faltam alguns presentes de Natal para comprar.
- há coisas que não acontecem na minha vida, há tanto tempo que já nem me lembro como se fazem, tipo andar de bicicleta. Dava-me jeito o pub amanhã, para ver se ainda dou umas voltinhas;

Há mais um ou outro motivo, tipo ainda não ter terminado a dieta, já ter marcado a passagem de ano, ter um voucher por gastar, mas estes dois, parecem-me os mais significativos. Gente que é gente quer andar de bicicleta antes de acabar o mundo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Os emigrantes e o Natal

- o espanhol só faz o que se faz Em Espanha. Se não se faz assim em Espanha é porque é uma merda;
- a húngara é do contra. No dia em que a empresa faz um almoço especial de Natal, quer ir almoçar fora;
- o italiano encolhe os ombros a tudo e nem sabe bem o que se passa;
- a portuguesa vai vestida de mãe Natal para o escritório, só para participar no concurso anual de camisolas de Natal (alguém se lembra do Mr. Darcy no Diario de Bridget Jones?).

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Assim vai a vida

De vez em quando, acontecem cenas lá fora. Outras vezes, não acontece mesmo nada, senão o puto do trabalho que não nos deixa ter vida. A autora deste blog anda assim. Muito ocupada, dentro e fora. Tem que escolher, ou escreve, ou lê. E eu gosto mesmo muito de ler. E, a julgar por este post, de falar à jogador de futebol, na terceira pessoa.

domingo, 16 de dezembro de 2012

As pessoas são um lugar estranho

A começar por mim. Uma das minhas maiores características é a sensibilidade ao toque e uma, demasiado curta, distancia de segurança. Não gosto que me toquem. Quem não conheço ou não tenho confiança, claro, que depois há toques que até para mim são bastante prazeirosos.
Com o tempo, fui percebendo que era mais sensível que a maioria das pessoas e por isso, quando me tocam em demasia, aprendi a relevar. O problema é que depois fico ali confusa quanto aos limites. Aqui há uns anos, um rapaz que tinha acabado de conhecer, que ficou conhecido entre os meus amigos como o "periodista", passou o tempo todo a desviar-me o cabelo dos olhos. O meu limite estava, largamente, a ser ultrapassado, tudo o que era alarme e luz vermelha, acendeu, mas, era uma realidade que, por causa do gorro enfiado quase até ao pescoço, eu tinha o cabelo nos olhos. Talvez ele estivesse só a ser simpático e não valeria a pena armar-me em bicho do mato em vão. Fui relevando. Só quando o amigo que tinhamos em comum decidiu comentar, é que vi que afinal, o bicho do mato que há em mim, afinal, desta vez, tinha razão.
Também sou assim com o meu próprio instinto. Por receio de ser pessismista, insegura ou até injusta, em vez de o ouvir, vou dando o beneficio da dúvida. Grande parte das vezes, arrependo-me.
Ele acha que lhe escrevo recados no blogue. Claramente, não me conhece, nem leu com atenção todas as minhas mensagens e e-mails. Não importa o quão estapafúrdia ou ridícula possa ser, eu, se tenho alguma informação a partilhar, mando. É um defeito. Uma merda, que isto dos jogos, às tantas, teria muito mais piada. O que escrevo no blogue é só para inglês ver. Quanto muito, uso-o para tentar impressionar. Se tivesse algum recado a dar, hoje, teria duas coisas para dizer. Ás vezes, apetecia-me perguntar-lhe que raio é que ele quer. É uma simples curiosidade. A natureza humana fascina-me e, aparentemente, cada vez a percebo menos. Em segundo lugar, e aproveito para informar também aqueles que me lêem, relembro que as novas tecnologias, hoje em dia são tramadas. Os telemóveis permitem relatórios de entrega, o facebook diz-nos quando foi uma mensagem lida, há quanto tempo estivemos online e até informa sempre que editamos um texto, seja ele uma mensagem privada, o chamado estado ou um simples comentário. As apps para androids, iphones e afins, para o chats, mostram se fomos bloqueados e quando. Se não nos pusermos a pau, qualquer dia aquilo diz quando foi a ultima vez que fo... Pronto, que fomos à casa de banho.
Estes parágrafos, podem parecer todos muito desconexos, mas não são. É o tal do instinto. Afinal, não me falha.

You don't know me at all




Olá,

Tu não me conheces, o meu nome é Clara e tenho 32 anos. Vivo na Irlanda, em Drogheda, que fica a uns 40 kms de Dublin. Vou muitas vezes a Dublin, para poder alternar entre a pasmaceira, perdão, a tranquilidade de Drogheda e o cosmopolitismo de Dublin. Ultimamente, não tenho ido tanto, porque sou muita mariquinhas e diz que há gelo nas estradas. 
Sou a atirar para o baixo, a atirar para o gorduchinha e diz que já fui loira, mas deixei de ter sol na cabecinha, quando me mudei, e agora não sei bem que cor é esta.
Vivo na Irlanda há dois anos, mas ainda me ando a habituar a isto. Tenho muitas saudades de casa e demasiado tempo livre.
Às vezes, tenho a mania que sou comediante, mas na verdade sou a maior chorona de que há memória e choro com coisas tipo o X-factor (ídolos cá do sítio). Opá, tadinhos, há ali gente a realizar sonhos duma vida inteira e gente a desfazer outros que criou porque as mães acharam que a cantoria no banho era de rouxinol. É triste.
Outras vezes, sou como a do rouxinol e acho que escrevo. Tenho amigos que desconhecem o conceito pontuação e acentuação e, em terra de cegos, quem escreve assim, é rei. 
Tenho um blogue onde escondo o meu dark side, o meu funny side e o meu chorona side. Tudo ali bem misturado, para que ninguém saiba que, às vezes, não bato bem. Shhhhiuuuuuu.

Posso-te conhecer?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Restart?

Diz que vem aí o ano novo. Nunca liguei muito a esta coisa de mudar a data no calendário. É só mais um dia e por mais resoluções que se façam, na verdade, pouco se renova.
Há quem deixe de fumar, quem comece uma dieta, quem proclame que vai mudar o mundo. Tretas. A vontade será igualinha, tenhamos nós que pôr um 2 ou um 3, numa data. Na verdade, nem isso muda, que andamos ali três meses em negação, ora bolas, que esqueço-me sempre que mudou o ano. Quem deixa de fumar, continuará a sentir as vicissitudes do vicio, quem começa a dieta terá fome e quem quer mudar o mundo, continuará no sofá a mudar de canal.

Mas este ano, para mim, é diferente. Tenho uma resolução. Um recomeço. Tenho esperanças que o tal númerozinho que muda, pare também o comboio das peças de dominó em que me vi metida. Caiu a primeira e lá foi tudo, por ali a fora, uma atrás da outra, até, quase, não sobrar nenhuma. Vou desejar que o número que muda, trave a sequência, apague e perguntar-te, começamos tudo de novo?

Uma semana para acabar o mundo

Mas os irlandeses devem ter percebido que era hoje e por isso, ontem, tentaram beber todo o álcool que há no mundo, engatar tudo o que mexesse e patinhar-me a casa toda, como se não houvesse amanhã.

Tenho um par de horas para pôr esta porcaria a brilhar, expulsar a irlandesa que faleceu no sofá e ir ao aeroporto buscar gente minha. Pouco tempo para muito pouca energia.

E isto é o melhor que consigo escrever hoje.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Querido Pai Natal

Isto não tem andado fácil, mas ainda não estou preparada para recorrer a sites manhosos na internet. Só me restas tu.
Se é para pedir, aquilo que queria mesmo e me faz mesmo falta, é um namorado. Nem é tanto por mim, é mais pela minha avó, 'tadinha, que não se cala com coisa. Para que vejas como sou altruísta.
Para te facilitar a vida, pode ser um irlandês. Escusas de ter encargos com portes e assim, sempre tenho desculpa para problemas de comunicação. Já agora, se é para ser irlandês, quero daqueles à séria, ruivinhos e cheios de sardinhas. São feiinhos em adultos, mas fazem uns bebés muita giros.

Na proporção certa

Tu não me conheces. Eu podia vir aqui e contar-te uma história, explicar-te que sou assim e sou assado, ocultar-te que acordo sempre de mau humor, mas refutar que esse é o único momento do dia.
Pedir referências aos amigos, que te contariam histórias que me envergonhariam, mas esconder-te-iam as que os envergonham a eles.
Fingir que estou feliz quando estou triste, publicar os rascunhos quando já não me importa.
Podia vir aqui e contar que comprei a lingerie, segundo a vendedora, cor de cereja e ocultar que não faço zumba há mais de mês e comi Nutella há cinco minutos.
Podia também contar que, em miúda, mentia aos meus pais para sair à noite, que a única vez que tentei cabular, numa escala de 0 a 20, tive 2, porque petrifiquei com aquela merda, que fui sempre apanhada nas mentiras, porque falo durante o sono. Também podia contar que sou muito boazinha, mas soa-me sempre à hipocrisia de quem se acha muito boa pessoa porque faz caridadezinha. Como a outra, que prefere a caridade à solidariedade social.
Sou ao contrário dos outros, que acham sempre que o mundo é que está ao contrário. Eu acho sempre que estou do avesso, até ouvir, ler, ver as mesmas histórias e perceber que afinal, isto é só natureza humana. Falo da minha inteligência emocional, até perceber que quem sofre de verborreia é a tal senhora que diz aquilo dos bifes e da caridadezinha num meio social, fazendo bandeira do seu analfabetismo.
Aqui, podia ser quem eu quiser, até porque, na verdade, sou um bocadinho de tudo. Mais proporções de um lado, menos do outras. Talvez as proporções erradas, mas quem sabe quais são as certas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Isto, por aqui, as vezes, até é giro

-          Hoje, uma irlandesa, resolveu fazer uma rotunda ao contrário. Dava-lhe mais jeito, sei lá. Se ela queria ir para a direita, para que fazer a rotunda toda (relembro que na irlanda conduz-se á esquerda). Eu senti-me totalmente solidária com ela. O camiao que vinha em sentido contrario (que era o correcto) é que bem que se pdia ter desviado. Bater assim de frente, num corsa, destruindo toda a sua frente, é que nao está com nada.
-          Uma colega minha, que andava a ficar um bocadinho mais rechonchuda, mas nada de alarmante, para irlandesa até continuava bastante magra, na sexta feira, ligou a explicar que nao vinha trabalhar porque nao se estava a sentir bem. Tinha umas dores no abdomen que nem se podia mexer. Já há uns meses que andava assim, cheiinha de gazes. Hoje ligou a explicar que vai ter que ficar em casa mais uns tempinhos. Foi ao hospital tratar das tais dores e entrou em trabalho de parto. Afinal os gases eram um bebé de tres quilos a dar pontapés.

Estamos a ter um dia deveras animado neste escritório. Duas noticias destas é o que basta para nos manter entretidos por uma semana.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Nas relações como no futebol

Se nós pensarmos bem, ser-se adepto dum clube de futebol é uma cena meio louca. Vejamos o exemplo do sporting, que por aquilo que a malta está a pôr fervorosamente no facebook, parece-me bastante ilustrador da minha teoria.

Um adepto de futebol é um louco. É um gajo que veste umas determinadas cores, só porque lhe disseram que representavam o tal clube. Um gajo que grita, que chora, que vibra, que altera toda a sua vida, em função de um jogo, só porque, por razões que lhe serão difíceis de explicar (lá está, o sporting, como o melhor exemplo) gosta daquele clube. A sua capacidade de influenciar o resultado, de efectivamente se envolver na coisa, é zero. Os jogadores não se esforçam mais só porque, algures no mundo, está um paspalho atrás da televisão (no estádio não conta, porque acredito que um estádio cheio já tenha mais capacidade de gerar motivação) a sofrer que nem um parvo.

Isto não faz sentido nenhum. O gajo investe ali todas as suas emoções e põe ali o seu coração à mercê de uma bola que não entra na baliza (se se tratar do sporting). O homem até podia ter ali um ataque cardíaco, que o jogador não vai deixar de receber o seu ordenado.

Isto é o máximo investimento, alto risco (ainda preciso de falar no sporting?), zero envolvimento na coisa. De doidos, diria eu. Só que eu também sou assim. Nas relações.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Pela primeira vez

Achava-o estranho. Cruzavam-se, várias vezes, no cigarro.
Sempre abstraído nos seus pensamentos, demasiado concentrado para ver o que se passava à sua volta.
A faladora-mor, aterrorizada com o silencio incomodo entre duas pessoas que partilhavam o mesmo espaço, ia tentado meter conversa. O tempo, há muito tempo que não te via, o trabalho, conversa de chacha. Por vezes, ele respondia-lhe um seco "sim", outras encolhia s ombros, outros não respondia.
Ás vezes, ele aparecia muito penteadinho. Outras vezes, com uma barba que dir-se-ia ser de dois meses, não o tivessem visto dois dias antes, sem ela.
Um certo dia, ele resolveu descer à terra, quando a viu numa luta entre a chama de um isqueiro e umas rajadas de vento certeiras. Explicou-lhe a técnica.
Ela, em jeito de desculpa, mas só para impedir o silencio que a afligia, explicou-lhe que de onde vinha, o vento não soprava assim. E ele olhou-a. Olhou-a nos olhos, mediu-lhe os contornos. Viu-a pela primeira vez.
A partir daquele dia, os silêncios terminaram. Perguntava-lhe que planos tinha. Falava-lhe nos fins-de-semana. Durante cinco dias, falavam nas possibilidades dos outros dois. Ela, sempre demasiado ocupada, para, verdadeiramente, escutá-lo.
Num certo dia, alguém lhe explicou que ele era uma pessoa brilhante. De uma inteligência inigualável. Que os que o conheciam, não sabiam se, do alto da sua inteligência, gozava com esta merda toda, se como muitos outros génios, o que que sobejava num lado, faltava-lhe, noutro. Parafusos, perceba-se.
E foi aí que ela o viu. Pela primeira vez.


E depois queixo-me.

Donas de casa desesperadas

Quando vi a série donas de casa desesperadas, achei que aquilo era, realmente uma amostra daquilo que se vê na vida real. Tirando os assassínios e as últimas séries que já só servem para encher chouriço, as manipulações, chamadas de atenção e essas coisas todas que aquelas mulheres faziam eram uma caricatura do dia-a-dia de muita boa gente.
Se há coisa de que me orgulho, é de ser compreensiva com esses comportamentos que muitos de nós, às vezes, adoptamos.
Eu própria, já fiz das minhas. Momentos de delírio absolutamente ridículos não me faltam. Já fui capaz de muita mentirinha inocente para chamar a atenção, fazer ciúmes, etc e tal. Já liguei com desculpas "ligaste-me? Não? Ah, tinha aqui um número muita parecido com o do teu trabalho"; "sabes aquele exercício de matemática que resolveste na aula? Não sei fazer. Explicas-me?"; "Podes ajudar-me com aquela transacção do nosso sistema contabilistico? Precisava mesmo dessa informação, mas não sei como se faz".
Na adolescência, ajudei uma amiga a mandar flores a ela própria, só para o rapaz em que ela estava interessada, percebesse como ela era espectacular e como era melhor decidir-se duma vez por todas, que a concorrência era muita. Fui à florista, comprei as flores, paguei-as e ainda escrevi um cartãozinho com um "gosto muito de ti". A malta acreditou mesmo e ainda analisou o simples cartão até à exaustão. Tive que ouvir que o suposto gajo que tinha mandado aquilo, tinha escrito ele próprio o cartão e devia ser canhoto, tão feia era a letra. Enfim, um pequeno preço a pagar por um casamento que, ainda hoje, passados tantos anos, é feliz.
É por isso que também percebo quando o meu ex me diz que precisa dumas aulas de espanhol, para uma entrevista, ou quando liga com problemas existenciais que, segundo ele, sou a única que percebo.
Por isso, meu amigo, que me lês, desculpo-te por teres mandado a mensagem mais estapafúrdia que alguma vez recebi. Eu sei ler nas entrelinhas e tu não tens culpa que eu seja tão espectacular e te faça tanta falta. Abracinho.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Adicionar à lista

Nunca mais escrever posts, às 4h da manhã, depois duma prova de vinhos. Nunca mais escrever posts, às 4h da manhã, depois duma prova de vinhos. Nunca mais escrever posts, às 4h da manhã, depois duma prova de vinhos. Nunca mais escrever posts, às 4h da manhã, depois duma prova de vinhos. Nunca mais escrever posts, às 4h da manhã, depois duma prova de vinhos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Eu não digo?

Eu - vais ao evento organizado pela empresa?
Ela - vou, mas não posso beber álcool.
Eu - mas é uma prova de vinhos!?!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Acho muito bem, que isto uma pessoa tem que se organizar

- portanto, conto contigo para a passagem de ano. Depois ligo-te a confirmar o sitio, a hora e a data.

Os melhores métodos contraceptivos

- fazer o pino. Não durante a coisa, esperem lá e não vão já a correr pôr-se em experiências, que daqui a nove meses, não vou amadrinhar ninguém. Experimentem fazer o pino, em frente à televisão, naquele preciso momento em que a equipa, pela qual torce o vosso potencial parceiro, está prestes a sofrer um pénalti.
- demasiado tempo livre. Eu defendo que numa era em que tudo é digital, tempo livre devia ser utilizado a fantasiar métodos não contraceptivos. Infelizmente, tempo livre significa mandar uma mensagem ao potencial parceiro. Pensar na mensagem e mandar outra a explicar melhor a primeira. Pensar nas duas e escrever um mail a explicar as duas. Pensar nas três coisas e terminar com um temos que falar, que assim não nos entendemos.
- manter contacto com ex's. Há milhares de cenários possíveis, neste caso. Enrolarmo-nos com eles, não é um deles. É contraceptivo só para quem ficou de fora.
- contar tudo tudinho. Eles ficam mesmo muito interessados e depois não querem pausas para batatinhas. Focarmo-nos em assuntos como a cor do verniz que escolhemos, como cortamos o cabelo, a visita ao médico, os pormenores de um papa-nicolau ou, simplesmente, as gracinhas da cadela. Sofrer de verborreia crónica e ter um blogue também pode ser bastante útil para a não contracepção.
- ser mal-fodida. É um contra senso, porque o ovo nasce primeiro que a galinha, mas apresentem-me o gajo capaz de fazer aquela cabra que nos atendeu com três pedras na mão e ainda nos faz agradecer pelo favor (private joke: tipo aquela senhora do 100) e já vos conto uma história.

Bullshit

Quando saí de Portugal, os meus amigos fizeram um powerpoint com factos sobre mim. Um dos factos, num dos slides, dizia que uma das minhas qualidades era a capacidade de rir, até de mim própria. Já agora, agradeço-vos pela selecção de fotos para ilustrar o facto. É sempre bom, mostrar a umas quantas pessoas a nossa imagem de olhos tortos ou boca escancarada, com todos os chumbinhos á mostra.

Se há coisa que eu gosto muito é de contar historias. Saio ao senhor meu pai, embora, como pupila ainda não tenha suplantado o mestre. Ainda não consigo contar toda a minha vida á senhora da caixa do supermercado, enquanto arrumo as minhas compras. Mas la chegarei, um dia destes.
Gosto de me gabar que não é a mim que acontece toda a espécie de aventuras, histórias engraçadas ou dramas. Deixo as pessoas a pensar que é só a minha forma de ver as coisas que é engraçada (ou não). E essa é a minha grande mentira. Não há nada que não me aconteça. E esta porcaria, ás vezes, parece aquela novela da tvi que nunca mais acabava. Isto é o anjo selvagem com a trinca espinhas que nunca mais se decidia por aquele actor com cara de sonso, que afinal anda metido nas drogas, cujo o nome, agora não me lembro (Zé Carlos?).

Sou desastrada por natureza, por isso caio mais que as outras pessoas, bato mais vezes com o pé na esquina da cama e uma vez, entrei dentro do carro dum amigo, com a boca toda rebentada e cheia de sangue, sem me aperceber. Tinha conseguido a proeza de bater com a cara na porta do prédio, mas fingi que não era nada comigo, para ele não se aperceber.

Também tenho a capacidade de atrair toda a espécie de malucos. Desde a senhora do pontapé, aquela que estava sempre ao pé dos barcos do barreiro, que nunca me chegou a acertar, mas foi por uma unha negra, ao senhor benjamim, o arrumador de carros, á porta da minha faculdade, que nunca arrumou um único carro e gostava de vir contar que tinha aquecido os pés á cunhada ou que trazia no bolso uma garrafa de agua do luso, sem agua, mas sim cheia de tintol. Desde o amigo que fez 100 quilómetros com o travão de mão do carro puxado e achava que o cheiro a queimado era da cassete que rodou durante os tais 100 quilómetros, ao gajo com quem dei umas voltas e uns meses depois é colhido por um toiro, fica em coma e acorda a achar que tinha um cavalo e que eu era a mulher dos seus sonhos. Bem dizia a minha professora de Biologia, não os juntem que eles se juntarão. Este magnetismo, no fundo, no fundo, deve explicar muito sobre mim.

Isto para dizer que não há uma puta duma coisa que não me aconteça. O que me vale mesmo é tal capacidade de rir sobre as coisas. Não tivesse eu essa capacidade e era menina para fumar 500 cigarros, em vez de 250.
Isto hoje pode não ter muita piada, mas um dia ainda vou rir muito desta merda.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Private post

Dias não são dias

Na tua vida, vais conhecer pessoas simpáticas, pessoas chatas, pessoas que te fazem rir, pessoas de que gostas, pessoas de quem gostas mais um bocadinho, pessoas egoístas, pessoas inteligentes, pessoas que não dão uma para a caixa.
Um dia, alguém vai te conhecer e vai te achar uma pessoa simpática ou chata ou engraçada. Um dia, alguém vai te conhecer e vai gostar de ti ou gostar de ti mais um bocadinho ou achar-te egoísta ou achar-te inteligente ou que não dás uma para a caixa.
Todos temos os nossos dias e o timing é uma cena tramada.

Grande Emilio

Numa reunião de trabalho, em que se antecipavam vários cenários, inclusivé um que implicava um bocadinho de falta de boa fé: "Pues esos, que los cojan, que se les ponga un negro por detrás y que les tome por culo." Mai' nada. Solucionado.

Mais um recado para o manolo e cia

Pode parecer ironia, mas é fruto de uma tarde experimental a ver filmes. As pipocas fazem-lhes gases.

Piece by piece

Já passei por pior. Também já passei por melhor. Sou uma eterna romântica, por isso custa-me sempre. Tenho vergonha de ser uma romântica e finjo que são outras coisas e depois tenho vergonha das outras coisas. Das reacções exageradas, sobretudo. Já passei por pior.
A pouco e pouco, vai passando. Passa sempre. Primeiro esquece-se a vergonha, dissipam as raivinhas e as frustrações. Há muitas fases. Nem sempre são iguais, mas vão-se sucedendo. Mesmo que não queiramos. Mesmo que não as vejamos. Passam. E hoje já custa um bocadinho menos e quando damos por elas, já nos esquecemos. Entramos na fase 1 outra vez e voltamos à romântica. A tal que, mal ou bem, fica sempre. É eterna. O primeiro passo foi dado. Mediram-se as culpas, trouxeram-se os ensinamentos. A pouco e pouco, lá chegaremos.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Pergunta para queijinho

Aqueles que se aproveitam das inseguranças ou fraquezas dos outros, para chutar para o lado culpas e responsabilidades, dormem bem de noite?

Quando essas pessoas tropeçam nos seus próprios pezinhos, só tenho uma pena, que não se lembrem do velho ditado, what goes around comes around. A vida trata disso.

A próxima vez que te vir

A próxima vez que te vir vou te dar um abraço. Vou te dar uns estrategos desses que a Balti quando o adivinha até foge. Vou encostar a minha cabeça ao teu ombro e esperar que os teus braços aninhem os meus. Gosto de abraços. Muito. Daqueles que fazem parar o mundo e nos fazem pensar que o mundo podia desabar ali e agora, que naqueles braços, nada nos acontece.
Também gosto de ti e quase me apetece acrescentar um "meu palerma", porque isto não pode ser assim. Gosto de ti. Gosto que tenhas entrado na minha vida e não te quero deixar sair.
A próxima vez que te vir, vou-te dar um abraço. Valente. Nada como o dos irlandeses que é só ali, ombro com ombro, palmadinha nas costas, toma lá, que já levas daqui.
Um abraço daqueles. Que não deixam palavras por dizer, nem post por escrever. Que nos deixam calados, olhos nos olhos, a imaginar o que vem a seguir.
Talvez me aproveite de ti. Talvez toque ao de leve na tua face. Talvez deixe os teus lábios sentirem os meus. Só ao de leve. Cantinho com cantinho. Para saberes o que quero de ti.
A próxima vez que te vir, vou te dar um abraço e descobrir logo e ali, se vale a pena, Se és uma bomba como dizes ou se beijas como no cinema (não era suposto esta coisa rimar e ficar ainda mais lamechas).
A próxima vez que te vir, vou-te dar um abraço, vou encostar a minha cabeça ao teu ombro, encostar a minha cara à tua, sentir o cantinho dos teus lábios nos meus. E vou ficar-me por aí, dar meia volta e fugir. Só para saberes que te quero a ti.

Resumo da semana

- renato seabra condenado pela morte de carlos castro. Por esta é que eu não esperava;

- luciana abreu e djaló cancelam divórcio. Os tempos são de crise e há que poupar uma casa;

- margarida rebelo pinto publicou um conjunto de folhas encadernado, cuja a capa diz "O amor é outra coisa". Erro de impressão. Afinal, aquilo chama-se "um livro é outra coisa";

- arrumadinho pousou o cão no chão;

sábado, 1 de dezembro de 2012

De vez em quando, também a pouso no chão

Mas ela gosta mais do sofá.

So badly

Há coisas que se nos entranham na pele.

Nem sempre o real e presente é o que nos realmente atormenta. São parêntesis do passado e não escolhas do futuro.

Aperta-se-nos o peito quando tudo nos chega sem se anunciar. Aperta-se-nos o peito depois do adeus.

Nada disto faz sentido.

são só palavras.

À conversa com as minhas amigas

"aquilo é uma excitação só de me ver. Nem dorme. Chega a acordar às 4h da manhã, só para pedir brincadeira. Ando que nem posso."

Obviamente, estou a falar da cadela.