domingo, 16 de dezembro de 2012

As pessoas são um lugar estranho

A começar por mim. Uma das minhas maiores características é a sensibilidade ao toque e uma, demasiado curta, distancia de segurança. Não gosto que me toquem. Quem não conheço ou não tenho confiança, claro, que depois há toques que até para mim são bastante prazeirosos.
Com o tempo, fui percebendo que era mais sensível que a maioria das pessoas e por isso, quando me tocam em demasia, aprendi a relevar. O problema é que depois fico ali confusa quanto aos limites. Aqui há uns anos, um rapaz que tinha acabado de conhecer, que ficou conhecido entre os meus amigos como o "periodista", passou o tempo todo a desviar-me o cabelo dos olhos. O meu limite estava, largamente, a ser ultrapassado, tudo o que era alarme e luz vermelha, acendeu, mas, era uma realidade que, por causa do gorro enfiado quase até ao pescoço, eu tinha o cabelo nos olhos. Talvez ele estivesse só a ser simpático e não valeria a pena armar-me em bicho do mato em vão. Fui relevando. Só quando o amigo que tinhamos em comum decidiu comentar, é que vi que afinal, o bicho do mato que há em mim, afinal, desta vez, tinha razão.
Também sou assim com o meu próprio instinto. Por receio de ser pessismista, insegura ou até injusta, em vez de o ouvir, vou dando o beneficio da dúvida. Grande parte das vezes, arrependo-me.
Ele acha que lhe escrevo recados no blogue. Claramente, não me conhece, nem leu com atenção todas as minhas mensagens e e-mails. Não importa o quão estapafúrdia ou ridícula possa ser, eu, se tenho alguma informação a partilhar, mando. É um defeito. Uma merda, que isto dos jogos, às tantas, teria muito mais piada. O que escrevo no blogue é só para inglês ver. Quanto muito, uso-o para tentar impressionar. Se tivesse algum recado a dar, hoje, teria duas coisas para dizer. Ás vezes, apetecia-me perguntar-lhe que raio é que ele quer. É uma simples curiosidade. A natureza humana fascina-me e, aparentemente, cada vez a percebo menos. Em segundo lugar, e aproveito para informar também aqueles que me lêem, relembro que as novas tecnologias, hoje em dia são tramadas. Os telemóveis permitem relatórios de entrega, o facebook diz-nos quando foi uma mensagem lida, há quanto tempo estivemos online e até informa sempre que editamos um texto, seja ele uma mensagem privada, o chamado estado ou um simples comentário. As apps para androids, iphones e afins, para o chats, mostram se fomos bloqueados e quando. Se não nos pusermos a pau, qualquer dia aquilo diz quando foi a ultima vez que fo... Pronto, que fomos à casa de banho.
Estes parágrafos, podem parecer todos muito desconexos, mas não são. É o tal do instinto. Afinal, não me falha.

1 comentário:

Sandrinha disse...

Bela frase o título deste post...

São mesmo!