segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Nas relações como no futebol

Se nós pensarmos bem, ser-se adepto dum clube de futebol é uma cena meio louca. Vejamos o exemplo do sporting, que por aquilo que a malta está a pôr fervorosamente no facebook, parece-me bastante ilustrador da minha teoria.

Um adepto de futebol é um louco. É um gajo que veste umas determinadas cores, só porque lhe disseram que representavam o tal clube. Um gajo que grita, que chora, que vibra, que altera toda a sua vida, em função de um jogo, só porque, por razões que lhe serão difíceis de explicar (lá está, o sporting, como o melhor exemplo) gosta daquele clube. A sua capacidade de influenciar o resultado, de efectivamente se envolver na coisa, é zero. Os jogadores não se esforçam mais só porque, algures no mundo, está um paspalho atrás da televisão (no estádio não conta, porque acredito que um estádio cheio já tenha mais capacidade de gerar motivação) a sofrer que nem um parvo.

Isto não faz sentido nenhum. O gajo investe ali todas as suas emoções e põe ali o seu coração à mercê de uma bola que não entra na baliza (se se tratar do sporting). O homem até podia ter ali um ataque cardíaco, que o jogador não vai deixar de receber o seu ordenado.

Isto é o máximo investimento, alto risco (ainda preciso de falar no sporting?), zero envolvimento na coisa. De doidos, diria eu. Só que eu também sou assim. Nas relações.