quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Heroes and saints

Uma pessoa acha que é complicadinha, que fala demais, que escreve demais. Pfff... Podia ser muito pior.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Aqui há uns anos, andei com um rapaz que acabei por despachar por achar que lhe faltavam valores. Passado uns tempos, por motivos que não importam, conheci a sua família. Um pai alcoólico e uma mãe muito pouco equilibrada. Percebi que longe de ser perfeita, aquela pessoa era muito mais sã do que eu alguma vez imaginara.
Ontem descobri que, alguém que não conheço, mas que durante um determinando tempo vi como um entrave a um dos meus caprichos, está muito doente.
Passamos a vida a escrutinar a vida dos outros, a procurar fraquezas, a procurar esse pedestal do julgamento crítico, que nos faz sentir melhores, maiores. Acenamos os erros dos outros, catalogamos, invejamos ou odiamos. Na verdade, não sabemos nada de nada.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

E como vai essa dieta, Clara Maria?

Jantei duas vezes.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Tiro e queda

Colega: voltaste à dieta?
Eu: voltei. Quero ver se perco dois kilos até à festa da empresa.
Colega: mas só queres perder dois kilos? Sei a dieta ideal. Comigo resulta. Dois dias só a comer chocolates e a beber coca-cola light.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tirei um curso superior. Fiz cadeiras como macroeconomia, investigação operacional e estatísticas no ISEG. Falo 4 linguas (e meia, que ando a aprender irlandês). Sobrevivi a um erasmus em França, rodeada de parisienses xenófobas. Sobrevivi a muitos desgostos. Mudei de país. Sobrevivi a uma (ou mais) situação de bullying. Emagreci 5 kilos o ano passado, emagreci um desde de quinta-feira (voltei à dieta). Mudei de país. Bolas, sou melhor que isto. Rai'sparta se não consigo deixar de fumar!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Romance procura-se

Ser-se solteira aos 32 anos é lixado. Se por um lado temos as avós, as tias, a mãe e até algumas amigas sempre a perguntar se conhecemos alguém e a proferir baixinho "coitada" quando informamos que o tal amigo é gay, por outro, ensinam-nos a não mostrar fragilidades, dizer sempre que é por opção, porque estamos focados no trabalho, porque agora estamos no estrangeiro e "ai, Jesus, imagino-me lá eu a partilhar casa com um marmanjo".

No meu caso, este último cenário até se aplica. Só por muito abdicaria dos meus Domingos sem soutien, no sofá, de mantinha e da minha Nutella à colher sem julgamentos ou comentários. Burro velho não aprende línguas e eu aprendi a viver sozinha.

Ainda assim, confesso, sinto falta de romance. Tenho saudades de andar de mau dada, de sentir as pernas tremer a um simples toque, de não conseguir evitar um sorriso, mesmo quando estou zangada. De ter saudades, de querer saber, de não dormir, de ter taquicardias, de ter desejos. Sou humana, assim a atirar para o animal, nesta coisa das necessidades básicas. Por isso, quando me dizem que não devia procurar um namorado, que não devia querer e essas coisas todas que são instintivas, mas que aprendemos a chamar de desespero, eu quero que se lixe. Sim, é isso que me apetece agora e o resto que se ... lixe outra vez, para não parecer mal.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Hoje foi o dia

Dizia eu, uns posts mais abaixo, aliás, num comentário, que nunca tinha visto um pedido de casamento pessoal (alheio vi na passagem de ano).
Eu sabia que esse dia ia chegar.
Sim, fui pedida em casamento. Pelo facebook. Pelo tal rapaz que teve um acidente e esteve em coma. Não interessa, já posso dizer que fui pedida em casamento. Para os mais curiosos, a resposta, essa, teve que ser não.

Do melhor

Ter um dente do siso a nascer é muita fixe.
Os comprimidos para as dores causadas pelo dento do siso a nascer são ainda mais fixes.
Paz e amor para todos.
Paz e amor.


(o tempo que se demora a escrever este post sob o efeito de comprimidos para as dores causadas pelo dente do siso a nascer não é fixe)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Controlo parental

Antes de aceitarem qualquer um dos vossos progenitores, como vossos amigos, numa qualquer rede social, há certos cuidados a ter em conta. Vão por mim, a sério. Não pensem que mal não fará, que até nem têm ali nada de especial, a vossa vida é um livro aberto. Será depois de aceitarem o pedido de amizade e, dessa forma, darem liberdade a um ou a dois dos vossos progenitores que irão perceber que, afinal, também têm telhados de vidro.
Para contornar este problema, há três soluções possíveis, não aceitar (e levar com chamadas e mensagens de 30 em 30 minutos a perguntar se já vimos o pedido), usar as configurações de privacidade daquilo e incluir os pais no grupo com acesso muito restrito (e levar com chamadas de 30 em 30 minutos a perguntar porque é que não podem escrever no nosso mural ou tagar uma fotografia), explicar-lhes noções básicas da socialização na internet (e levar com chamadas de 30 em 30 minutos a pedir mais dicas).
Depois de alguns anos de, nem sempre, alegre convívio, tive que lhes explicar que a chamada wall não tem o mesmo propósito do quadrinho que tínhamos ao lado do frigorifico e que não podem escrever que precisam que lhes compre um quilo de batatas, ali.
Também não serve para se armarem em paizinhos e perguntarem, ali, se não eram horas de estarmos na cama.
Tão pouco se discutem doenças, alergias ou erupções cutâneas. Perguntarem se já pusemos a pomadinha xpto não é aceitável.
Aquelas fotos, que escondemos no fundo do armário, com roupas à anos 80, que nem as paredes queremos que vejam, estão proibidas de ser escaneadas. Bem sei que eles adoram a tal roupa. Ainda me lembro quem me vestia, na altura.
Bisbilhotar todas as minhas fotos, não faz mal, mas qualquer pergunta sobre as mesmas, não deve ser colocada nos comentários. Perguntar quem era aquela, de peruca, quando se tratava de um gajo, com o seu melhor corte de cabelo, não foi fixe.
Agora é esperar que tenham aprendido, antes de tomar medidas mas drásticas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Qual Pierce, qual quê?

Não encontrei o Pierce, mas encontrei este menino. Frequência assídua no tal do McPhails.
Só não sabia é que era actor, com direito a página no imbd. Pensei que era só giro.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Ainda a minha passagem de ano

Lá fui com o gay que, coitadinho, acabou por levar uma tampa da sua nova "conquista". Encontrámos mais malta que eu jã conhecia de outras paragens, entre eles, um gajo baixote, com ar de pinipon e, aqui que ninguém nos ouve, chato comápotassa.
À saída, o gay diz-me, "fiquei com uma dúvida pertinente. O gajo 'tava-se a fazer a ti ou a mim?". E a verdade... é que eu também não sei.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

E quando fores grande?

Isto hoje em dia já não é o que era. Na minha geração, quando éramos miúdas, todas sabíamos muito bem o que queríamos ser quando fossemos grandes, secretárias ou cabeleireiras. Pronto, eu, porque gostava de ser diferente e isso de mexer em cabelo alheio não me fascinava por aí além, já tinha experimentado com as barbies que, coitadinhas, de tanto acerto aqui e ali, ficaram todas com cabelinho à escovinha e mal aparado, dizia que queria ser secretária ou cantora de ópera. Tem tudo a ver e realmente cantar é coisa que me apraz muito. Já quem tem que me ouvir...
E afinal chego a adulta e fiquei com uma profissão que ninguém, sem serem os meus colegas, sabe o que é. Só porque tirei o curso de gestão, a minha mãe diz que sou gestora. O que está ao nível da cantora de opera.
Mas podia ser pior. Podia ser como a minha amiga, que é consultora dum programa informático de contabilidade e nem eu, que trabalho com o dito programa, faço ideia do que ela faz. "Mas programas?", N"ão, não, ajudo o cliente a saber o que é necessário pedir ao programador para fazer" (faz de conta que é este o discurso, que como não entendo, também tenho dificuldade em memorizar). A mãe dela também é um bocadinho como a minha. "então que faz a sua filha?", " errr... Um programa, qualquer coisa sapo, mas a outra é medica", "e que é isso, sapo?", "pois, é um programa, mas já lhe disse que a outra é médica?".
Hoje, fiquei com curiosidade em saber que dirá a mãe do rapaz que conheci e que trabalha para uma aplicação para jogar xadrez no ipad. Provavelmente, que o filho é nerd.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Make your choices

Á minha volta, anda tudo grávido. Ele é as amigas em Portugal, ele é as colegas de trabalho. Algumas, até os vão ter a dobrar, imagine-se.
Pelo sim, pelo não, de agora em diante, só bebo água engarrafada.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O pedido de casamento

Entrei em 2013 a assistir, pela primeira vez, a um pedido de casamento alheio, num pub irlandês.
Já tinha reparado no casalinho em questão, que tinha passado o serão, encostado a uma cómoda vintage, aos melos.
O gajo pôs-se ao lado do DJ e agarrou no microfone e, ao melhor estilo filme de terror, tom de voz de gajo que liga, às tantas da manhã, para uma boazona qualquer, chamou-a "saraaaah, saraaaah". A gaja fez-se de parva, como se não soubesse o que vinha dali, quando até eu própria estava aos pulinhos e aos gritinhos "he is going to propose, he is going to propose!". Ela disse que não o conhecia. Fiquei comovida. O noivo, atirou-lhe com um "yes, you do fucking know me" e eu já não me aguentei. É bonito e o sonho de qualquer mulher, a utilização do verbo "fuck", antes da nossa cara-metade nos perguntar se queremos passar o resto da vida ao seu lado. Faz sentido. Metaforicamente e literalmente falando.
O gajo lá se pôs de joelhinhos, "will you merry me?" e ela baixou-se e espetou-lhe outro grande melo. Não houve nenhum discurso de "és o amor da minha vida e isto e aquilo", não houve um "sim" e, ultraje dos ultrajes, não houve anel.
Oh, meu amigo, nos dias em que prolifera o youtube, podias ter feito muito melhor. Fraquinho. Agarrar num microfone, num pub irlandês? Pffff, ainda ontem, no meu computador, vi um rato safar-se melhor que tu.
Mais um casalinho que entra para a estatística. Antes que me chamem mazinha, passo a explicar, um casamento bem sucedido também é estatística. Um numero bem menor, mas conta.