terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Controlo parental

Antes de aceitarem qualquer um dos vossos progenitores, como vossos amigos, numa qualquer rede social, há certos cuidados a ter em conta. Vão por mim, a sério. Não pensem que mal não fará, que até nem têm ali nada de especial, a vossa vida é um livro aberto. Será depois de aceitarem o pedido de amizade e, dessa forma, darem liberdade a um ou a dois dos vossos progenitores que irão perceber que, afinal, também têm telhados de vidro.
Para contornar este problema, há três soluções possíveis, não aceitar (e levar com chamadas e mensagens de 30 em 30 minutos a perguntar se já vimos o pedido), usar as configurações de privacidade daquilo e incluir os pais no grupo com acesso muito restrito (e levar com chamadas de 30 em 30 minutos a perguntar porque é que não podem escrever no nosso mural ou tagar uma fotografia), explicar-lhes noções básicas da socialização na internet (e levar com chamadas de 30 em 30 minutos a pedir mais dicas).
Depois de alguns anos de, nem sempre, alegre convívio, tive que lhes explicar que a chamada wall não tem o mesmo propósito do quadrinho que tínhamos ao lado do frigorifico e que não podem escrever que precisam que lhes compre um quilo de batatas, ali.
Também não serve para se armarem em paizinhos e perguntarem, ali, se não eram horas de estarmos na cama.
Tão pouco se discutem doenças, alergias ou erupções cutâneas. Perguntarem se já pusemos a pomadinha xpto não é aceitável.
Aquelas fotos, que escondemos no fundo do armário, com roupas à anos 80, que nem as paredes queremos que vejam, estão proibidas de ser escaneadas. Bem sei que eles adoram a tal roupa. Ainda me lembro quem me vestia, na altura.
Bisbilhotar todas as minhas fotos, não faz mal, mas qualquer pergunta sobre as mesmas, não deve ser colocada nos comentários. Perguntar quem era aquela, de peruca, quando se tratava de um gajo, com o seu melhor corte de cabelo, não foi fixe.
Agora é esperar que tenham aprendido, antes de tomar medidas mas drásticas.

Sem comentários: