quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A húngara

Tenho andado fascinada com a minha colega húngara. Já pensei escrever sobre ela várias vezes, mas acho sempre que as minhas palavras não lhe fazem justiça.

Ela é gira, veste-se bem e, pelo menos no trabalho, é absolutamente brilhante. Perfeitamente normal. Não fosse ela achar que é um gato. Assinar os mails com miau, atender o telefone com miau, despedir-se com miau. Nunca toca à campaínha, grita sempre um miau, enquanto raspa as unhas na porta. Deixa-me a cadela completamente doida e é só por isso que a oiço.

Não come depois das 5h da tarde. Deve ser algum horário felino que eu nunca ouvi falar. Se for a um McDonalds ou outro sitio qualquer onde coma muito ou mal ou sejam lá quais forem os critérios dela, no dia seguinte já não come. Ainda está cheia. Quando come, como cenas estranhas. Tipo sardinhas ou lá que peixe é aquele, ao pequeno almoço e fruta com iogurte grego ao almoço.

Não bebe, não gosta de sair à noite e não vamos falar sobre como dança, porque eu não sei descrever. No dia seguinte, enquanto eu me queixo dos pés, diz que tem dores musculares no pescoço.

Acho que tem medo que a achem anti social. Há para lá outro hungaro que toda a gente diz que é autista e eu acho que tem medo que pensem o mesmo dela. Mas depois aquilo é mais forte que ela e quando estamos todos em amena cavaqueira, sai-se com um "'tou farta, quero ir para casa" e lá se acaba a noite.

É das pessoas com quem passo mais tempo, já que trabalhamos juntas e somos vizinhas, mas não podiamos ser combinação mais improvável.

2 comentários:

Anónimo disse...

E eu que achava que já tinha conhecido gente estranha na minha vida, este post derrotou-me totalmente. Acho q ninguém conseguirá igualar tal pessoa. xD

Rita

Anónimo disse...

Mas escuta lah, a Hungara eh boa rapariga ou eh uma rapariga boa?