sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Estou viva

Querida pessoa que volta e meia vem cá ler-me,

Estou bem. Os meus humores não andam os melhores. Muita coisa ao mesmo tempo. No trabalho, recebo informações diferentes todos os dias. Basicamente, não sabem onde me vão pôr a trabalhar. Um dia dizem que é nas "facturas", noutro dia é onde já estou, no terceiro dia, já ninguém sabe outra vez. Gostava de dizer que desde que me paguem, está tudo bem, mas depois há um parvo de um bichinho que acha que gosta de desafios, que não quer nada ir pra as tais das "facturas", que é como o meu pai resumiu a coisa à minha mãe, depois de eu estar 30 minutos a explicar a função.
E isto passa-se na semana em ando ressacada, depois de uma ideia brilhante de trazer tudo o que era gente, cá para casa, depois de uma festa da empresa. Estou a ficar velha para estas coisas. Tudo muito giro, muito divertido e depois ando a semana toda que nem posso com uma gata pelo rabo. Fui nomeada para aquilo que se pode chamar a comissão de festas da empresa. Afinal, permitir que 20 marmanjos e marmanjas me destruam a casa, pode ser uma coisa boa. Tendo em conta que há ano e meio chorava que não tinha amigos, que almoçava sozinha, que ficava em casa todos os fins de semana, ser nomeada por várias pessoas, devido à fama festaleira, deixou-me feliz.
Comecei a dieta há 3 semanas. Na mesma altura, na empresa, decidiu-se organizar a "baking friday". Todas as sextas feiras, alguém leva um bolo para comermos todos. E aquilo gerou uma espécie de competição e cada vez se esmeram mais na coisa. Esmero com bolos, na Irlanda, é sinónimo de enfiar lá mais calorias. After-eights, maltesers, só pedaços de mau caminho.
Pelo meio houve também a tal festa e começo a perguntar-me se isto que ando a fazer se pode chamar de dieta. Mas perdi um quilo. Só um. Mas não ganhei. Isto foi claramente lucro.
Esta semana nevou durante uma manhã. Um da fui-me deitar, estava tudo normal, nem estava vento nem nada, na manhã seguinte, abro a porta e está tudo branco. E eu, que em 2010 fiquei com um ódio de morte à neve, desta vez até gostei. Não tinha nenhum voo para perder, não tinha que conduzir e já tenho um bom casaco, boas luvas e bons gorros. Aqui o bairro estava bonito e as crianças estavam todas felizes, a brincar, enquanto pais desenterravam carros. Só durou umas horas. Foi giro.
De resto, tudo mais ou menos na mesma. A Balti continua a cadelinha mais fofinha do mundo e nunca se enrola em mantas mariquinhas como uns e outros (mas o cão anda???).

2 comentários:

redonda disse...

Por uns segundos, acho que consegui ver como seria, abrir a porta, estar tudo branco e as crianças estarem a brincar todas felizes :)

Cor do Sol disse...

Primeiro tens que trazer a Balti para a conhecermos e segundo tens que nos convidar para essas festarolas :P