terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Lambão? Eis a questão?

Aqui há tempos, numa dessas revistas que enchem a nossa cabeça de merdas, li um artigo que dizia que nós só vemos aquilo que procuramos. A revista incitava a fazer um exercício para o comprovar. Durante um minuto, olhar à nossa volta e memorizar tudo o que havia de verde. Sem olhar novamente, apontar todas essas coisas. Depois, ainda sem olhar, enumerar o que havia de castanho á nossa volta. O meu cérebro bloqueou de tal forma, que nem me lembrei da cadelinha branca e castanha que estava sentadinha ao meu colo.
Sou uma pessoa insegura. Admito. Tenho tendência para acreditar que as outras pessoas são melhores que eu. No campo amoroso, tenho tendência para achar que serei trocada à mínima oportunidade. Sendo essa uma fatalidade na minha vida, acabo por procurar quem, efectivamente, me vai trocar, mas já agora que me faça rir pelo caminho.
Aqui há uns anos, escrevi um texto sobre autocarros e gostar de alguém. Como as pessoas têm facilidade em esquecer uma pessoa e passar a interessar-se por outra. Eu não sou assim, quando gosto, gosto e não há muito fazer durante uns tempos, fico ali bloqueada, tal como fiquei no verde, no exercício descrito acima. Só penso nisso, só escrevo sobre isso e ai do marmanjo que se tente aproximar, não estou disponível, que ainda estou a viver a minha história de (des)amor. Pois, isso, meus amigos, vai mudar. As culpas não são só minhas. Antes de me martirizar por alguém que preferiu retomar uma relação antiga a continuar no flirt comigo, vou-me lembrar que essa pessoa também cometeu os seus erros. Sendo o maior deles todos, dispensar-me. É que insegura ou não, sou espectacular. Neste caso concreto, a coisa nem sequer tinha passado do flirt (o que refuta a minha teoria de que temos o coração no pipi, nós temos coração em todo o lado). O gajo se calhar nem sabe dar beijinhos. Se calhar é um lambão, como o namorado que tive durante um mês, no oitavo ano, que era muito bom rapazinho, nas tornava-me a coisa num suplicio. Por isso, não vale a pena. E o tal gajo do flirt vai ler esta merda e vai concordar ou não, está no seu direito. Provavelmente, não vai concordar, porque eu também disse muita merdinha (devo ter alguma necessidade de provar que os outros são melhores que eu), mas, neste momento e, pela primeira vez, estou-me a cagar. Não interessa o que os outros pensam, eu sei o que valho.

1 comentário:

mimi disse...

...e mainada!
Beijos :D