segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mariquinhas pé de salsa

Diz que o discurso “ai Meu Deus, que tenho tanto medinho, e sou tão traumatizadinha e não sei se quero uma relação, mas vou apaixonar-me por ti e isto vai correr mal” está na moda.
Não sei se vimos isto nalgum filme, se lemos nalgum livro, mas cada vez oiço mais historias de gajas com este discurso.
Eu, e pinto a minha cara de preto, enquanto escrevo isto, já dei para esse peditório.
Pura perda de tempo. A mensagem que passa é a de que nos estamos já a justificar para as chamadas fora de horas, para as paranóias, para as inseguranças. No fundo, estamos a dizer que somos umas coitadinhas, que continuam a sonhar com o príncipe a cavalo que nos vem salvar. Estamos a pedir mais paciência, mais miminhos, mais mensagens. “tens que lutar por mim, porque eu sou bué da fixe/querida/o melhor que vais encontrar, mas andei com um sacana/os meus pais não me abracavam em miúda/era gorda na adolescencia e todos gozavam comigo” é mais ou menos o que se lê nas entrelinhas.
E depois, vai se a ver, armamo-nos em drama queens, mas vamos lá na mesma. Pelo caminho, já passamos a mensagem da coitadinha/chatinha.
Deixem-se de merdas. O que tem que ser tem muita forca. Só nos torna igual a todas as outras, quando o que queremos é ser especiais.
Já sabemos que vamos lá bater com a cabeça, já agora, que o façamos com estilo.

4 comentários:

Quel* disse...

Eu tinha esse discurso há uns 4 meses atrás, até aparecer uma criatura que é agora o meu namorado. Lá está, queremos ser especiais, mas acabamos somente iguais a tantas outras.

Maria disse...

Oh gaita, tocaste-me na ferida. Haja alguém! Obrigada, já estava fartinha de palmadinhas nas costas ;)

Cor do Sol disse...

Clap clap clap, é um passo muito grande aceitar isso ;)

Cat disse...

Também já dei para esse peditório, talvez inconscientemente, mas sim, já tive uma pseudo-relação dessas.