quarta-feira, 26 de junho de 2013

A incansável busca

Ando há muitos anos á procura do “meu” desporto. Aquele que seja simpático, ate dê prazer e traga alguns benefícios.
Já tentei várias coisas e pensei noutras. Zumba e essas coisas novas, ate eram giras, se eu conseguisse não me ver ao espelho e perceber que, mais que nunca, pareço o Chico Treva. Aquela personagem toda atravancada de uma novela de há quinhentos anos.
Também achei que um personal trainer resultaria, porque me obrigaria a disciplina. Já escrevi aqui sobre a minha historia com o personal trainer, mas tenho preguiça de procurar o link. A verdade é que passado dois dias criei um ódio de morte ao gajo por me obrigar a fazer coisas que depois davam dores.
Tentei ténis, mas os meus reflexos estão ao nível de uma estátua das verdadeiras. Tive muitas dores. Mas só por ter levado com muita bola na tola e pela quantidade de vezes que apanhei bolas do chao. Agachamentos não faltaram. Eu gostei, mas nunca mais ninguém quis jogar comigo. Uma injustiça.
Pois diz que amanha é que vai ser. Isto agora vai. Brincar dentro de água sempre foi coisa que me agradou. E por isso, resolvi experimentar aulas de natação. Já me disseram que é duro, e que o instrutor ou professor ou lá o que homem é, grita um bocado enquanto diz coisas como “respira”, que é como quem diz “mete a cabeça debaixo de água, minha grande besta”. Também diz que obriga a mergulhar de cabeça e dar muitos chapoes ate conseguir. O gajo é que ainda não me conhece. Aposto em como desiste de me obrigar essas atrocidades na primeira aula. E não porque seja uma durona em quem ninguém manda. Sou mesmo só um caso perdido.

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