quarta-feira, 5 de junho de 2013

Comáputassa

Eu já sei que lhes temos que dar muito valor, agradecer-lhes e pardais ao ninho, mas voltar a viver com os pais é obra.

Os meus passam a vida a perguntar o que quero comer. E o que cozinham, depois? Qualquer coisa totalmente diferente. Estão sempre a lembrar-me que estou gorda, que devia ir a pé para fazer exercicio, "quê? Só comeste as cerejas? Não vais comer os morangos que comprámos para ti? Se não tivesses comido tanto esparguete... Depois queixas-te que estás gorda. Por falar nisso, comprei-te torresmos."

Sempre que me telefonam lá para Irlanda queixam-se das mazelas todas, que se cansam, que estão velhos. É ir com eles a um supermercado para perceber que é tudo fita. Tenho dúvidas que um gajo do Quénia tenha capacidade para os acompanhar. Até porque eles fogem. E escondem-se.

Se tiverem um gato e ainda a fazer o luto do outro, nem vos conto. "Já viste, tão fofinho, o gato a miar?", "já!", passado duas horas, "olha o gato a miar, tão giro", passado um dia, "ai tao fofinho, como ele mia". Já tão fartos? Eu também.

2 comentários:

Anónimo disse...

hahahaa eu voltei esta semana. Tenho que ouvir coisas do tipo: Corta um tomate! - pra quê? - para fazeres uma salada para ti !

Ou ainda: Nao fizeste o passe para ires da amadora a Lisboa? Também faz-te bem andar a pé! Vá não te metas ao sol que isto não é lá o norte.

Não facilita muito a adaptação, não

Rita

clara disse...

Ahahah! Não é fácil, não.