sábado, 15 de junho de 2013

Guilty pleasure

Tenho que confessar que li um bocadinho do novo livro do Arrumadinho. Não o comprei, nem faço tenções de ler mais do que li. Tinha ali uma curiosidade mórbida pela coisa. O pouco que li, estava escrito num português correcto (o que não é sinónimo de bem escrito) e não me pareceu que tivesse juízos de valor, o que significa que é bastante melhor que o blog do menino. O Arrumadinho fez um apelo no seu blogue e recebeu cento e vinte e tal histórias de desamor. E eu fiquei a pensar nisto. Realmente não percebo nada de marketing. É que sem precisar de apelar a ninguém, histórias de desamor não me faltam. E nem falo das minhas que, basicamente, são sempre a mesma. A semana passada estive em Portugal e vim de lá até perturbada. Desta vez, parecia que não havia uma pessoa que não tivesse em sofrimento ou a assistir a semelhante coisa.

Ouvi o rapaz que trabalhava num banco, mas me deixou na dúvida se seria um bordel. Ele foi a dos recursos humanos, a recém casada e só não foi a da caixa porque era demasiado fácil. Ainda assim, as excursões ao seu gabinete para mostrar o fio dental do dia, foram bastante apreciadas. A mulher, essa, estava em casa. Diz que é excelente dona de casa.

Ouvi a história da rapariga que se apaixonou loucamente pelo irmão do namorado.

Ouvi a história daquele que ao fim de X anos de casados decide que a sua preferência sexual é outra.

Ouvi a história do senhor que no 50o aniversário do seu casamento resolve contar à mulher que não sabe se tem outra filha. Bem anterior ao casamento. Fruto da relação com uma mulher casada que não quis tirar a pratos limpos quem era o pai. Contou também o senhor, nesse dia tão especial e ao fim de tantos anos, que não havia um dia que não pensasse na dita senhora.

Eu também podia escrever um livro. Mas como não sou casada com a pipoca era capaz de não ter quem me comprasse nem uma página. Uma pena.

4 comentários:

Quase nos "entas" disse...

é... o que faz a mediatação....
eu cá preferia ler hiostorias de amor... porque de desamor eu tambem tenho para troca...
Gostos...
beijinhosss

margarida disse...

O quê? No dia no 50o aniversário ele diz à mulher que durante todos os dias da vida deles pensou noutra?! Mas porquê? Porque é que contou, ao fim de 50 anos?
Não percebo. Consigo imaginar várias explicações, mas nenhuma que valha realmente a pena.

clara disse...

Foi isso que me deixou pertubada. Também não sei qual era o objectivo. Só sei que ainda procurou a dita senhora e a mesma o mandou à fava que a filha, hoje com 60 anos, era do marido e não se falava mais nisso.
A mulher pediu o divórcio e ele agora não lho dá.
Eram um casal tão fofinho. Filhos, netos, bisnetos...
Deixei de acreditar...

L. disse...

Oh pá. Não leio histórias de desamores. Fico-me pelas de amor, para não deixar de acreditar, como tu...