domingo, 4 de agosto de 2013

Sex and the city

Um amigo meu andava num dilema amoroso com uma miúda. A miúda era duma religião dessas que nos são estranhas e que impõem regras pouco ocidentais. Nós, os amigos, achávamos que ela estava mesmo a fazer-se ao piso. O meu amigo tinha problemas morais, porque ela também tinha deixado o namorado lá na terrinha dela. Eu achava que ela precisava dum passo da parte dele para largar tudo. Que estava desesperada para isso. Os gajos diziam que ele era um coninhas, que se fossem eles já lhes teriam feito e acontecido e outras coisas com mais detalhe, que proferem quando se esquecem que eu estou ali ou que não sou um deles. Diziam que se não fosse ele a fazer-se homenzinho, seria outro qualquer.

Ela mandava-lhe mensagem as duas manhã. "Ai que quero estar contigo, ai que não posso, ai que me vou arrepender, ai a minha religião, ai que já quero outra vez". Cada um nós mantinha a nossa teoria e o nosso amigo mantinha a conversa sem passar à acção.

Afinal, os gajos tinham razão. Não resolveu ele o assunto, ela arranjou quem resolvesse. Mas não outro, como se esperava. Afinal, foi outra. A miúda da religiãozinha virou lésbica ou bi ou seja lá o que lhe convenha.

E ainda eu me queixo que a minha vida amorosa é complicada. A isto é que eu chamo ramadão.

 

3 comentários:

teardrop disse...

Hum, afinal a religião não era um impedimento assim tão grande...

Jo disse...

Se calhar a religião só proíbia homens... ;)

Algures disse...

Irra, que quando a coisa muda, muda mesmo...