quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Superstições e crenças

Não sou uma pessoa supersticiosa ou religiosa. Acredito muito pouco. Não tenho problemas com gatos pretos, não leio horóscopos, nem sequer sei rezar.
No entanto, acredito que as pessoas precisam de acreditar. E acredito em várias fés. Há quem precise de acreditar num Deus que as guia, há quem precise de acreditar num amigo que dá um conselho, há quem precise de acreditar num sistema de saúde ou no seu próprio sistema imunitário, há quem acredite num livro que dita as regras, há quem acredite em medicinas alternativas ou bruxarias. O efeito placebo é uma coisa muito poderosa e o simples facto de acreditar é algo que torna as pessoas mais optimistas, mais confiantes, mais fortes.
Um colega meu trouxe-me um amuleto do seu país. Inicialmente, pensei que aquilo era um porta-chaves. Uma cena de metal, com um olho pintado. Quando ele me explicou que aquele suposto olho era, no seu país, visto com uma fonte de protecção e uma forma de afastar as más energias, pensei que ia agradecer muito e enfiar aquilo numa gaveta. Entretanto, ele explicou-me também porque é que das 300 pessoas que trabalham naquele escritório, eu era aquela a quem ele fazia questão de fazer tal oferta e que aquela era, para ele, uma forma de me proteger. Comovi-me um bocadinho. Acabei por pôr o amuleto na minha mala. Mal não faria e também não ocupava assim tanto espaço. Raramente me lembro que tenho aquilo na mala, mas volta e meia, enquanto procuro um isqueiro, uma pastilha ou umas das mil e trezentas coisas que levo na mala, encontro-o. E ajuda a renovar um bocadinho aquela que sempre foi minha fé. A fé em mim mesma.

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