quarta-feira, 18 de setembro de 2013

3 anos

A 4 dias deste blogue fazer 3 anos, decidi que este é um ciclo que se fecha.

Não é uma decisão fácil. Por muito que não se ligue aos números, não é fácil renunciar aos 200 seguidores , aos links em blogues que se admira, à plataforma de comunicação, às coisas boas que isto vai trazendo.

Em 3 anos, diverti-me muito com certos posts, chorei com outros. Conheci pessoas fantásticas, troquei e-mais com pessoas extrordinárias. Tive companhia no Natal que, forçadamente passei sozinha, e encontrei palavras de conforto.

Foi aqui que conheci a Cor do Sol, que se revelou uma amiga sempre disponível e me permitiu conhecer um grande comunidade portuguesa na Irlanda, que tornou esta aventura longe de casa bastante mais aprazível. Conheci o BILF, com quem dei boas gargalhadas mas também aprendi lições de vida. Troquei mails com a Secretária em horas de aperto. Troquei comentários com a Isa quem tem tanto para nos ensinar. Descobri a Rita Maria, aquela que quero ser quando for grande. E, a cereja no topo de bolo, tive direito a link no blogue do maior anão da blogosfera. Trouxe-me até um anónino que, se às vezes, me irritava, me divertiu grande parte do tempo.

Na verdade, este blogue fez parte de quem eu sou, enquanto assim fez sentido. Ainda assim, relendo-o, concluo que se afastou do propósito para que o criei. Tornou-se quadro de recados quando me deu jeito, alvo de parvoíces quando estava tontinha, enche chouriços quando me deslumbrava com as visitas.

É fodido quando deixamos de acreditar nos outros e nas histórias da carocHinha, mas é mil vezes pior quando deixamos de acreditar em nós próprios. A vida é feita de altos e baixos e eu, neste momento, estou numa fase má, em que preciso de fechar portas para encontrar saídas. Terminar este blogue é um passo que faz parte desta minha demanda.

Talvez volte, talvez com outro nome, talvez só porque batem as saudades, mas, por agora, fico-me por aqui.

Obrigada aos seguidores, aos que linkaram, aos que comentaram e aos que, simplesmente, perderam um pouco do seu tempo para ler as minhas linhas.

Até um dia.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

30 minutos

Todos os dias permito-me pensar em ti durante 30 minutos, nem mais nem menos. Durante esse tempo, percorro com pressa todos os lugares, todos os momentos, todos os toques, os abraços, os beijos com sabor a tabaco e a cerveja. O teu olhar, esse olhar, o olhar. Tento prender os pormenores na memória. Se o abraço em que me sussurraste ao ouvido essas estórias, terá sido aquele ao pé do rio ou o outro ao pé dos bares. 30 minutos é o tempo em páro só para pensar em ti. Para a semana serão 20. Até chegar esse dia em que a saudade não se sinta. Até chegar o dia em que não me assaltes o pensamento enquanto preparo um documento importante, ou durante a reunião enfadonha, ou durante a reunião importante, ou enquanto falam comigo, os colegas, os amigos, os pais, ou enquanto sonho. 30 minutos. Até um dia.

 

Dava-me jeito dormir

Mas depois do filme com o cão, eis que sou brindada com uma gata com o cio, praticamente debaixo da minha janela. Seguem-se as brigas entre os gatos que acorrem ao seu chamamento e percebe-se então que há um vencedor, que se encontra, neste preciso momento, ás 2 da manhã de 12 de Setembro de 2013, a fazer gatinhos bebés.

 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Catarses

Quando estou muito triste, vá se lá perceber porquê, gosto de ver filmes desses que emocionam. Não sei se é masoquismo, se é só uma forma de puxar a lágrima, que às vezes é tão necessária, se uma forma de minimizar os meus problemas com os ficcionados.

Isto hoje está tão mal que estamos numa de "Marley e eu". Preparem os lenços.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Yes we can

Passas a vida a acreditar que vai ser sempre complicado, que és uma complicada, que tens que fazer pinos e manobras e manipulações.

Até que chega o dia. Afinal é simples. Afinal ele liga antes de olhares para o telefone. Abraça-te com desejo no momento que te vê. Bebe as tuas palavras como se fossem mágicas. Ouve-te. Procura-te. Diz-te o que queres ouvir. Faz-te sentir especial. Elogia-te. Trata-te como nenhum outro.

E afinal, vai-se a ver... E não é bom na cama. Damn it.

domingo, 8 de setembro de 2013

Ipsis verbis

 

Secaram-me as palavras, mas cantam-nas por mim. Isto é tão bonito. Tão eu. Tão hoje.