segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Para queijinho

Porque, em tempos, fui uma miúda dedicada às ciências, cedo aprendi que para se obter uma resposta é necessário saber formular a pergunta.

Há muitas formas de se formular perguntas e, muitas vezes, as mesmas são feitas já moldadas à resposta pretendida. Diz que esse era o erro de muitos chamados ciêntistas. Queriam provar uma teoria, antes de fazer a pergunta válida para a resposta válida.

Acho que, nós leigos, que procuramos resposta com muito mais valor pessoal, que cientifico, cometemos, no nosso dia-a-dia, esse erro. E quando não erramos na pergunta em si, erramos pela sua falta. Há falta de perguntas, procuramos apenas as evidências. Os famosos sinais que, quando inexistentes, se inventam.

Sendo eu uma existencialista de primeira apanha, estas coisas atormentam-me. Como fazer A pergunta. A que não induza à resposta que queremos ouvir, mas sim à verdadeira, a que efectivamente leve a todas as respostas que queremos, a boa, pronto.

Depois de pensar nisto, descobri o primeiro requisito. Hay que tenerlos.

2 comentários:

Cat disse...

ahahah cheguei há mesma conclusão há uns tempos atrás... isto realmente, às vezes parece que anda tudo a remar contras as mesmas marés mas em dias diferentes!!!

Ana A. disse...

Sermos verdadeiros connosco próprios também é essencial, a meu ver!