segunda-feira, 31 de março de 2014

No (des)amor e no trabalho


"Um dia, é que ele(s) vão ver, vão sentir a falta, vão lembrar-se que afinal eu é que era, sou insubstituível, bla bla bla pardais ao ninho", mas quando vamos, quando chegamos a esse patamar do "move on", a verdade, verdadinha, é que queremos lá saber. 

segunda-feira, 24 de março de 2014

Deu-me isto...



"It is the man who must go." - Intimicy de Habif Kureishi

domingo, 23 de março de 2014

Vivendo e aprendendo

com o tempo, vai saber tratar de um desgosto como se trata de uma gripe. vais sentir que a dor vem aí quando sentires o corpo dorido e a alma fraca, vai perceber que a fragilidade não é mais do que um estado temporário e que o cansaço é somente o corpo a pedir descanso da realidade.

Vais começar a saber sofrer, sem dramas nem ameaças, entender que é tudo temporário, acontece a toda a gente e só requer tempo e mimo. vais (e isso é muito importante, vai por mim) saber que os delírios febris são temporários, que não devem ser levados a sério nem sequer alimentados. vais conseguir, nessa altura, nesse momento em que tens vontade de virar um monstro, controlar-te e a calar-te. morder a almofada e esperar que o tempo faça efeito. o tempo e o benuron, carinho dos amigos, seja o que for, que te dirão "espera vinte minutos, já passa, a dor já passa" e passa. com o tempo vais conseguir também relativizar, já tiveste gripes piores e passaram, been there, done that, é só mais uma, é só uns dias, umas semanas, vá. vais até comparar com a ultima vez, aquela em que foi muito pior, não foi tão mau, é diferente, afinal não é.

e no rescaldo, quando desentupires, expurgares e desintoxicares, vais perceber que talvez (talvez) a culpa também pode ter sido tua. avisaram-te que o colega estava doente, para não andares com o cabelo molhado e para te alimentares como deve de ser.

E vais descobrir que estás safa disso de sentir. até o corpo doer outra vez e a alma fraquejar.

 

Roubado, descaradamente, ao Danos Colaterais

sábado, 22 de março de 2014

Soma e segue

E não é que me saiu mesmo o euromilhões? 15 eurinhos. A sorte ao jogo continua...

quinta-feira, 20 de março de 2014

Assertiva

Eu tenho um problema com a assertividade. Com essa coisa de me defender, de fazer notar, de me impôr, exigir respeito ou quaisquer outros limites do razoável. 
Eu não me zango. Não gosto de me zangar. Não gosto de levantar a voz e abstenho-me de argumentar. 
Não me zango, porque não suporto a ideia de zangar. Do outro lado se zangar. De não me aprovar. 

Mas depois, quando rebenta a bolha...

quarta-feira, 19 de março de 2014

O meu instagram

Acho os posts de fotos do instagram, nos outros blogues, uma seca.

Mas como sou especial de corrida e descobri, através deste meu novo hobbie, o meu verdadeiro talento, no meu vai ficar muita giro. A minha foto preferida, so far:


Assim vai a vida

Hoje caí. Espalhei-me ao comprido, ou melhor, de joelhos no meio do supermercado. Tive esperanças que ninguém visse. Vãs. Doeu.
No sábado, ia tendo um acidente daqueles. Ainda não sei se tive e ninguém me avisou. Ia a 100km/hora. Dois dias depois, ainda não acho que o carro vá travar a tempo. Dica para quem vai numa auto-estrada e vê que os carros à frente se vão enfaixar: sinais de luzes encadeiam e não ajudam à tarefa de desviar do cabrão do taxi que decide, depois das raias da saída, que afinal quer voltar para a auto-estrada, enquanto se tenta, simultaneamente, não bater no carro que nos vai a ultrapassar, nesse preciso instante. É fodido. Valha-nos o tal do ABS, que depois duma barulheira infernal, trava. Acho que tem um sensor. Para parar só a um milimetro do cabrão do taxista. Só para dar emoção.

terça-feira, 18 de março de 2014

Só para me armar em mete-nojo

No Domingo, a minha equipa, eu e um amigo, ganhou o trivial pursuit. Foi a primeira vez que ganhei o Trivial Pursuit. Sem grande esforço, devo dizer. Foi fixe.

Ando cá com uma sorte ao jogo. Ui, nem vos conto.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Novos conceitos

Ao contrário do que eu pensava, o novo acordo ortográfico, não alterou só a forma como se escrevem certas palavras, parece que alterou, também, o significado de algumas. Ou uma, vá, que ainda não tive tempo de confirmar as outras.

Desde que vivo na Irlanda, deixei de ter qualquer contacto com a realidade televisa portuguesa. Isso faz com que desconheça as Fannys, as Bernardinhas e as Cátias Palhinhas desta vida. Vejo qualquer coisa num ou noutro blogue, um ou outro post no facebook, mas volto à minha vidinha e não se fala mais no assunto.

Felizmente (ou talvez não), parece que sou a única portuguesa com tal acesso vedado. Entre cenas legais, como uma parabolicazinha da TVcabo (ou Zon ou lá que modernice lhe chamam agora), streaming na internet e VPN (estou tão culta, informaticamente falando), não há português, na Irlanda, que não veja o telejornal e a telenovela, todos os dias. E isto dá-lhes uma bagagem de cultura, que nem vos conto. Um mundo novo, para mim. Um mundo.

Foi assim que, ontem, descobri que o significado de cantora, em português, se alterou. Fui confirmar ao Priberam e tudo. Já não é aquela que sabe cantar. Também pode ser, graças a Deus. Mas agora é "aquela que canta ou sabe cantar". Grande falha, a do Priberam, que não explica que ter participado no Big Brother (com ou sem segredos), estar disposta a usar um decote sem soutien (não é preciso ter mamas boas, atenção. Podem bater no umbigo. Só é preciso mostrá-las e, já agora abaná-las, enquanto se grita, ups, canta, que não é para tocar-lhes) ou uma coisa qualquer cujo o nome eu não sei, mas é assim tipo um fato macaco dourado colante, que não só revela as mamas, como todas as saliências, protuberâncias e rachas do corpinho que Deus lhes fez, que era o que se arranjava. Felizmente, as rachas não são da tal bilha do rapaz. Mas o resultado também é explosivo (depois duma noite a pôr esta cultura em dia, não me peçam trocadilhos mais elaborados). Deixo-vos a foto.

Também, queria muito, falar dos pequenos que daçam lá atrás, mas tenho que correr o Priberam primeiro. Não encontro palavras.

 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Desaparecida (e) em combate


Durante os tempos que estive sem escrever, tenho passado por uma das lutas mais dificeis da minha vida. Se calhar, daqui a uns tempos ainda me vou rir disto tudo e celebrar a minha ingenuidade sobre o grau de dificuldade da coisa. Espero que sim. Conto com a bonança. Tem que haver bonanca depois de injustiças, doenças, costas que não  mexem, dentes que se arrancam, cabrões dos antibioticos irlandeses que me lixam toda ou puta das minhas alergias que passaram a ser geográficas.

Emagreci. Uns 6 kilos. Nao acho que se note muito, mas hoje até fui comprar umas camisinhas e diz que tinham que ser o número abaixo. Gaja feliz.

Os dias tem-se passado assim. O universo, esse grande trapaceiro, até tem sido gentil. No mesmo dia, tira dum lado e vai dando do outro e eu, espero, ansiosamente, por um período em que os dias sejam menos turbulentos, menos emotivos e um bocadinho, de nada, mais felizes.

Fechei uma grande porta da minha vida. Ás vezes ainda me dá vontade de ir lá abri-la. Lá está esta puta desta inteligência emocional que me faz esquecer o que mereço, ou a dignidade ou a puta que pariu que me devia fazer  lembrar, e o que merecem os outros, o quão dignos são, honestos e essas balelas todas que dizemos quando gostamos, nao somos correspondidas e se parecem esquecer o que é isso da outra parte ter sentimentos. Nem é brincar com a coisa. É mesmo esquecer o que custa, não entender o quão se pode gostar e quão se pode sofrer com isso. O quanto se odeia por tanto se gostar.

Em combate. Era o que responderia se algum dia me desse para responder aquelas perguntas do facebook "como estas hoje?" ou lá o que é.

Em luta. Sem limpar armas. Venham. Eu aguento.

 

 



domingo, 9 de março de 2014

O Euromilhões

Quando estava em Portugal, passava a vida a querer ir para fora. Agora, estou fora e, volta e meia, quero voltar. Sim, senhora, isto é muito bonito, já vi que isso dos portugueses não serem produtivos é uma tanga, já vi que bom tempo, temos em Portugal e que não há bolo a abarrotar de natas, chocolates, kitkats e M&Ms que bata o nosso pastel de nata. Agora já podemos ir embora, pode ser?

Acho que o que eu passo a vida a querer é que algo aconteça. Mas assim em grande, tipo euromilhões da nossa vida. Ou da minha, que com o mal dos outros posso eu bem.

Já tive momentos em que, sem jogar, me saiu o tal euromilhoes da vida. Quando comecei a trabalhar, por exemplo. Aquela merda, que não é assim tão diferente da de hoje, fazia-me feliz, a ponto de me causar taquicardias. Quando comecei a namorar. Nem eu, nem eles (dois e um de cada vez) tinhamos um tusto, mas eu estava tão apaixonada e tão correspondida que me sentia a pessoa mais sortuda do mundo. E era, que isto de se encontrar uma ligação e apaixonada não é para todos. A coisa não durou, assim como o dinheiro do euromilhoes também não dura sempre (mesmo que dure mais que a vida dos seus beneficiários).

E o problema deve ser esse. Devo ter gasto a minha sorte toda muito precocemente. Este ano, até agora, o momento de maior sorte que tive foi ganhar uma garrafa de vinho, num sorteio, no dia dos namorados. Putaquepariu, sorte ao jogo... Lá se foram as esperanças em dia tão fofinho

A modos que é isto. Há falta de trabalhar naquilo que gosto mesmo (há dias em que gostava de ser uma escritora brilhante, noutros enfermeira, noutros pintora e outras coisas que nunca almejei na vida, mas se é diferente do que faço, já marchava) e há falta de mouro minimimamente interessante, capaz de dizer duas palavras (já nem peço as virgulas), pelo sim, pelo não, passei a jogar no dito sorteio dos excentricos. Como li algures num facebook desta vida, o dinheiro não compra felicidade, mas compra nutella. É (quase) o mesmo.

 

Não há amor como o primeiro


Não tenho escrito e faz-me falta. 
Ando distraída com as outras coisas, outras formas de comunicações, disparates que nem às paredes confesso, alergias a medicamentos, a morrer da cura senão do mal, problemas que me inventam, problemas que eu invento. 
Não tenho escrito e faz-me falta. Tenho fototografado, editado, rendida a esse mito de que uma imagem vale mil palavras. Não tenho escrito, mas faz-me falta. As imagens não arrumam ideias, não arracam dores do peito e essa terapia dos "likes" não dura o mesmo. 
Não tenho escrito, porque não podia, não devia, não queria.
Mas faz-me falta. Eis-me de volta. De caminho ficam as ditas imagens que me distraíram das palavras, o meu verdadeiro amor.