segunda-feira, 10 de março de 2014

Desaparecida (e) em combate


Durante os tempos que estive sem escrever, tenho passado por uma das lutas mais dificeis da minha vida. Se calhar, daqui a uns tempos ainda me vou rir disto tudo e celebrar a minha ingenuidade sobre o grau de dificuldade da coisa. Espero que sim. Conto com a bonança. Tem que haver bonanca depois de injustiças, doenças, costas que não  mexem, dentes que se arrancam, cabrões dos antibioticos irlandeses que me lixam toda ou puta das minhas alergias que passaram a ser geográficas.

Emagreci. Uns 6 kilos. Nao acho que se note muito, mas hoje até fui comprar umas camisinhas e diz que tinham que ser o número abaixo. Gaja feliz.

Os dias tem-se passado assim. O universo, esse grande trapaceiro, até tem sido gentil. No mesmo dia, tira dum lado e vai dando do outro e eu, espero, ansiosamente, por um período em que os dias sejam menos turbulentos, menos emotivos e um bocadinho, de nada, mais felizes.

Fechei uma grande porta da minha vida. Ás vezes ainda me dá vontade de ir lá abri-la. Lá está esta puta desta inteligência emocional que me faz esquecer o que mereço, ou a dignidade ou a puta que pariu que me devia fazer  lembrar, e o que merecem os outros, o quão dignos são, honestos e essas balelas todas que dizemos quando gostamos, nao somos correspondidas e se parecem esquecer o que é isso da outra parte ter sentimentos. Nem é brincar com a coisa. É mesmo esquecer o que custa, não entender o quão se pode gostar e quão se pode sofrer com isso. O quanto se odeia por tanto se gostar.

Em combate. Era o que responderia se algum dia me desse para responder aquelas perguntas do facebook "como estas hoje?" ou lá o que é.

Em luta. Sem limpar armas. Venham. Eu aguento.

 

 



5 comentários:

Manuel disse...

Desejo-te dias melhores :) .

Escreve, mulher, tu escreve.

clara disse...

Obrigada, Manuel.
Assim o farei. Os dias até ficam mais claros ;)

Miss S. disse...

Há sempre uma bonança. Tem de haver, eu acredito nisso. O que às vezes custa é esperar por ela.

Ana A. disse...

Já tinha mesmo saudades tuas!

Erica disse...

Um beijinho, Clarinha! E estamos aqui, à distância de uma mensagem! ;)