domingo, 9 de março de 2014

Não há amor como o primeiro


Não tenho escrito e faz-me falta. 
Ando distraída com as outras coisas, outras formas de comunicações, disparates que nem às paredes confesso, alergias a medicamentos, a morrer da cura senão do mal, problemas que me inventam, problemas que eu invento. 
Não tenho escrito e faz-me falta. Tenho fototografado, editado, rendida a esse mito de que uma imagem vale mil palavras. Não tenho escrito, mas faz-me falta. As imagens não arrumam ideias, não arracam dores do peito e essa terapia dos "likes" não dura o mesmo. 
Não tenho escrito, porque não podia, não devia, não queria.
Mas faz-me falta. Eis-me de volta. De caminho ficam as ditas imagens que me distraíram das palavras, o meu verdadeiro amor. 


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