segunda-feira, 17 de março de 2014

Novos conceitos

Ao contrário do que eu pensava, o novo acordo ortográfico, não alterou só a forma como se escrevem certas palavras, parece que alterou, também, o significado de algumas. Ou uma, vá, que ainda não tive tempo de confirmar as outras.

Desde que vivo na Irlanda, deixei de ter qualquer contacto com a realidade televisa portuguesa. Isso faz com que desconheça as Fannys, as Bernardinhas e as Cátias Palhinhas desta vida. Vejo qualquer coisa num ou noutro blogue, um ou outro post no facebook, mas volto à minha vidinha e não se fala mais no assunto.

Felizmente (ou talvez não), parece que sou a única portuguesa com tal acesso vedado. Entre cenas legais, como uma parabolicazinha da TVcabo (ou Zon ou lá que modernice lhe chamam agora), streaming na internet e VPN (estou tão culta, informaticamente falando), não há português, na Irlanda, que não veja o telejornal e a telenovela, todos os dias. E isto dá-lhes uma bagagem de cultura, que nem vos conto. Um mundo novo, para mim. Um mundo.

Foi assim que, ontem, descobri que o significado de cantora, em português, se alterou. Fui confirmar ao Priberam e tudo. Já não é aquela que sabe cantar. Também pode ser, graças a Deus. Mas agora é "aquela que canta ou sabe cantar". Grande falha, a do Priberam, que não explica que ter participado no Big Brother (com ou sem segredos), estar disposta a usar um decote sem soutien (não é preciso ter mamas boas, atenção. Podem bater no umbigo. Só é preciso mostrá-las e, já agora abaná-las, enquanto se grita, ups, canta, que não é para tocar-lhes) ou uma coisa qualquer cujo o nome eu não sei, mas é assim tipo um fato macaco dourado colante, que não só revela as mamas, como todas as saliências, protuberâncias e rachas do corpinho que Deus lhes fez, que era o que se arranjava. Felizmente, as rachas não são da tal bilha do rapaz. Mas o resultado também é explosivo (depois duma noite a pôr esta cultura em dia, não me peçam trocadilhos mais elaborados). Deixo-vos a foto.

Também, queria muito, falar dos pequenos que daçam lá atrás, mas tenho que correr o Priberam primeiro. Não encontro palavras.

 

3 comentários:

Isa disse...

não faço a mínima ideia do que estás a falar :D (mas fiquei bem contente por teres voltado ;)
Bjos

Maria L. disse...

Oh mulher, isso nao significa que nao somos pessoas de ouvir Bach ou Mozart eheheheh

Eu devo dizer que me divirto e ao mesmo tempo me sinto a ficar estupida a ver essas coisas mas felizmente eles tanto vem como vao e tudo volta ao normal :p

clara disse...

Oh mulher e eu não me diverti?
Tanto que escrevi o post ;)